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O Inimigo

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Por: Júlio César Anjos Eu tive um sonho. A ilusão mostrava-me de bruços, com uma tigela de água em cima do meu rosto – em que não me permitia ficar com o nariz apontado ao chão a todo instante -, com as mãos amarradas com uma corda firme, e as minhas pernas não obedecendo aos meus pensamentos, pernas desconexas que me agrediam a todo instante. A platéia era composta pelas pessoas mais perversas que se possa imaginar, estava lotada de inimigos meus. A todo instante que eu mexia o corpo, a platéia caia na gargalhada, saboreando todo castigo que sofrera no palco do teatro. Cada vez que as minhas pernas desobedeciam e desferiam golpes contra mim, a platéia caia no deleite da satisfação pessoal. O pé dava golpes de calcanhar que poderiam acertar a “fonte”, então, em alguns momentos, eu colocava o rosto na tigela com água e, por alguns momentos, escolhia entre o afogamento e a sorte em não levar um golpe fatal, ofertado pelo próprio pé. Mas cada vez que a perna fazia o movim...

Simples

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Por: Júlio César Anjos E se apagarem o passado? Projetarei o futuro. E se o futuro não existir? Viverei o presente. E se o presente acabar? Saborearei o fim. O trabalho Simples de Júlio César Anjos foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada . Com base no trabalho disponível em efeitoorloff.blogspot.com.br .

A Influência Ensandecida

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Por: Júlio César Anjos Acorda no banco da praça, fricciona o rosto, estica os braços e olho para o horizonte.  Dimas pensa como chegou ali, mas esquece do passado e o futuro acena, dá oi, e flerta para novas aventuras. Com o traje do corpo, poucas roupas emboladas em uma mochila, o sujeito caricato caminha pela cidadezinha interiorana, a fim de fazer procuras, está na hora da busca e apreensão daquilo que a ele pertence. Procura um estelionatário. A cidadezinha é pacata, pequena, e uniforme, sem sujeira nem come-e-dorme, apenas pessoas vivendo de forma sutil, como se fosse uma pintura viva de Van Gogh. De turvo somente as mãos, inchadas, e, às vezes, as chuvas que contribuem para hostilizar a suavidade da cidadela normalmente inalterada. Os moradores são dóceis, parecem bichinhos de estimação de madame. Poucos falam, muitos fazem, colaboram uns com os outros, pois se conhecem desde que existem. O ambiente bucólico da região contrasta com o vivencial do viajante, bem c...

O Comercio Exterior Brasileiro

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Por: Júlio Cear Anjos O Brasil é um país interessante para análise, consegue ser dicotômico, confuso e com antíteses que desdobrariam em verdades inconvenientes, sob o aspecto das pessoas que entendem o processo político de uma nação. Os fatos são mais velhos que travesseiro de solteiro, os indícios evidenciam para os mantras já conhecidos como corrupção, ideal desvirtuado, pouca qualificação profissional por causa da falta de educação e etc. Contudo, mesmo com todos os problemas ainda há alguns espasmos vívidos na economia, impulsos que somente o sobrenatural poderia explicar, já que todos os cenários possíveis indicam uma crise extrema, seja social ou financeira, no âmago das famílias brasileiras. Se o indicador da economia domestica mostra que não flerta com o ótimo resultado do PIB, então a resposta está no comércio exterior brasileiro. Bom, todo mundo sabe que as commodities são os salvadores da nação. É o produto sem valor agregado, sem a necessidade de exigência de ...

O Esquema

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Por: Júlio César Anjos Meu nome é Gastão, tenho 45 anos, trabalho em uma empresa burocrática que emite selos de certificação. Gosto da vida pacata, sem muitos sustos, levo a rotina como algo contínuo, sem parada brusca por motivos turvos como a doença e/ou a morte. A vida não é agora, não acredito que a curto prazo morrerei, por isso tenho medo do futuro, poupo-me hoje para obter rendimento a longo prazo, quando precisar.  Bem, como sou avarento, não sou muito de comprar. Só abasteço-me do essencial. Não vou às compras supérfluas, há um bom tempo, e queixo-me sobre coisas cotidianas como o aumento dos preços por causa da inflação. Pergunto-me a cada dia o porquê sobre a obsessão pelo consumo, do status mal modelado e das manipulações feitas pelos interessados em obter riqueza pelo serviço não prestado. Deve ser porque não vejo sentido nisso... Mas enfim nem todo mundo concorda com os nossos pensamentos e o que é certo para um pode não ser certo para outro indivíduo qualque...

O Pacto Federativo

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Por: Júlio César Anjos 1          INTRODUÇÃO     O congresso começou as negociações sobre o pacto federativo brasileiro com muitas divergências e raras convergências.  O assunto é delicado, há muito interesse político, jurídico e social, que visa a melhoria das condições da sociedade brasileira. São quatro os critérios que nortearão o pacto federativo: os critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos royalties do petróleo; as regras de cobrança e apropriação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); e a troca do indexador das dívidas dos estados com a União. Cada ente federado possui pontos que concorda e discorda com o sistema atual dos critérios, essa é a hora de colocar à mesa os projetos, os anseios políticos, as propostas de melhoria do todo, as definições dos aspectos legais, jurídicos e as regras a estabelecer a partir do consenso da maioria. O trabalho es...

O Duplipensar da Patrulha Petralha

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Por: Júlio César Anjos   A internet é uma ferramenta de fundamental importância para manter-se informado, fugindo dos bordões e mantras da mídia convencional, com a liberdade ainda existente neste veículo de comunicação. Mas a liberdade faz com que haja verdades e mentiras, ou, com melhor explicação, há manipulação do real objetivo apontado. Diante disso, há várias correntes de afirmações na internet, a função de linguagem imperativa que ecoa aos milhares, tornando vívida a aclamação pública diante dos seus interlocutores. Não obstante, as pessoas viram canais de comunicação entre o emissor e o receptor. Mas nessa toada, nem todas as informações são referenciais, muitas delas são emotivas, emotivas e fáticas. A patrulha petralha sabe que o clamor da sociedade visa a exigência de combate a corrupção e melhoria na gestão pública, algo normal entre sociedades avançadas, natural ao ponto de vista de uma pessoa apartidária e inocente em relação política. Mas os petralhas s...

A Estatal é Nossa

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Por: Júlio César Anjos     A propriedade é uma particularidade que o indivíduo usufrui de um recinto, um direito de usar bens. Uma pessoa, mesmo que não tenha terminado de pagar um financiamento de uma casa é considerado proprietário. Um locatário temporariamente adquire o direito da propriedade, enquanto estiver pagando o acordo.  Entende-se, portanto, que o direito a propriedade privada se dá a compra definitiva ou temporária do direito de usufruir tal bem da maneira que quiser. Há outras formas temporárias de usufruir algum bem, pois há várias maneiras de adentrar em propriedade privativa a algumas situações. Para conseguir entrar no estabelecimento, o cidadão compra o ingresso, o nome já diz tudo, é um ticket que libera a entrada da pessoa, temporariamente, para gozar certas diversões em um determinado período de tempo. Uma pessoa compra ingresso para futebol, teatro, cinema e por aí vai... E mesmo que o estabelecimento seja público, há alguma concessão que ...

Não Desbote a Cor

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Por: Júlio César Anjos     Não desbote a cor Do sorriso amarelo ao ter que afirmar algo que não concordaria Não desbote a cor Da bochecha vermelha de vergonha que na alma causou sangria Não desbote a cor Da consciência negra que tanto lutou pela liberdade sadia Não desbote a cor Do verde de raiva das matas que o homem jurava que preservaria Não desbote a cor Da bandeira branca da paz com violência vinda justamente de quem defendia Não desbote a cor A terra ainda é azul. Mas um dia... Não desbote a cor Não desbote a cor O trabalho Não Desbote a cor de Júlio César Anjos foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada . Com base no trabalho disponível em efeitoorloff.blogspot.com.br .

O Contrato do Diabo

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Por: Júlio César Anjos Um contrato é um termo ajustado entre as partes, a fim de formalizar acordos entre os interessados no processo do negócio. Dentro de tal documento existem os termos, as garantias, os prazos, os detalhes, tudo que esteja de acordo com um regulamento superior, seja por instrumentos legais, ou infralegais. O acordo com o diabo é simples: A alma em troca de uma melhora na vida. As arestas contratuais se aparam pela aceitação da negociação, bem como do cumprimento do fornecimento do serviço a prestar. Dentro dessa atividade, os órgãos reguladores são as divindades que se omitem ao acordo, pois não fazem parte de negociatas imorais. Vender a alma para o diabo é imoral, mas é legal, pelo aspecto sobrenatural. Nos termos gerais constam os prazos, que vão de bom gozo do vendedor da alma até o fim da vida, o que faz ser vitalício. A garantia se dá através da execução da escolha de melhoria feita pelo mortal, diante da troca da alma. E os termos são algumas exi...

A isenção arrecadatória de Jaime Lerner

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Por: Júlio César Anjos     Jaime Lerner, na época que era governador do Paraná, determinou a isenção por 20 anos de impostos estaduais para a montadora de veículos Renault e Audi. Tal medida visava incentivar a inserção das multinacionais na região metropolitana de Curitiba, com o objetivo de criar um pátio automotivo no Estado. O ano era de 1999, Jaime Lerner implanta tal astúcia, incentivou e tornou atrativa a instalação de indústrias do setor automotivo no Estado, fez tal manobra que na época fez um enorme desgaste político. Mas Jaime Lerner pensava além da política, enxergava o horizonte pelo prisma de arquiteto, de construidor e não de burocrata, tinha sonhos e tentava realizar, mesmo que ninguém conseguisse em um primeiro momento visualizar o sonho que Lerner imaginava. A esquerda cafona, retrógrada, e fracassada é claro que chorou, reclamou que uma potencia como as montadoras poderiam pagar impostos, era um ultraje fomentar o pátio fabril daquele jeito, já ...

Potencial construtivo ou corrupção em Potencial?

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Por: Júlio César Anjos O administrador público deve conduzir a cidade da melhor forma possível, e para isso utiliza-se de receitas para gerar despesas, ocasionadas pelo melhoramento da cidade.  Para obter receitas, a cidade possui tributos (impostos, taxas, e contribuições), além de títulos a serem lançados para arrecadação de fundos. O potencial construtivo é uma ferramenta próxima à emissão de títulos, é um instrumento gerado da quebra de uma regra a cumprir, a fim de reparar tal quebra por uma benfeitoria em outra situação. O sistema do potencial construtivo é simples: a prefeitura emite títulos na CVM, a fim de arrecadar fundos, pega tais valores, e repassa para algum órgão beneficiado, visando o melhoramento de obra de interesse público. A prefeitura de Curitiba, a saber, utiliza deste sistema e releva a exigência legal do cumprimento de regras para construir, podendo a construtora construir a níveis mais elevados de metragem do que poderia pela lei, em troca...