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Bolsonaro: Orçamento Base-Zero. É Piada?

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Por: Júlio César Anjos Em carta de intenções (Panfleto ideológico para quem acredita na existência URSAL) que o Bolsonarismo insiste em chamar de programa de governo, o líder da extrema-direita quer trazer a ideia do orçamento base-zero como ferramenta de Estado. É piada? Base-zero foi um programa orçamentário criado por Jimmy Carter, sendo abandonado pelo Ronald Reagan porque o modelo fracassou. De acordo com ¹Widalski: “Em nenhum lugar, o verdadeiro Orçamento base-zero (OBZ) foi praticado”. O Orçamento base-zero foi um programa que visava expelir o orçamento-programa PPBS (Planning, Programming, Budgetting System) desenvolvido pela ONU. Ou seja, já naquela época de guerra fria, o cunho da substituição de ferramenta orçamentária era de natureza ideológica e não racional. Só que, pelo fato histórico, o PPBS  [só lembrar que na época do Delfim, do "milagre econômico", o programa era próximo ao da ONU]  foi mais eficiente que o OBZ, em que este era um programa ...

Grito Mito para Enganá-lo

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Por: Júlio César Anjos   60% (sessenta por cento) de compradores inadimplentes, crédito escasso, crescimento estagnado, circula pouco dinheiro, efeito multiplicador zero. Grito mito para enganá-lo. 30% (trinta por cento) das empresas inadimplentes, dificuldade em investimentos, escassez de tecnologia, depreciação de maquinário, falta de qualificação profissional, estagnação industrial, projeções desanimadoras para os próximos anos.   Grito mito para enganá-lo. Flexibilização do IBGE, estagnação da vida, dificuldade em fazer o país prosperar, sem oposição para culpar, complexidade em administrar, manipulação de pesquisas. Grito mito para enganá-lo. Dívida pública sobe, estado paternalista cresce, coleira para o povo, cidadão dependente, sem evolução e criação, sem educação. Grito mito para enganá-lo. Poder de compra diminui, desemprego cresce, sonhos morrem, moral cambaleia, ética excludente, promiscuidade em alta, violência reverbera, stress explode, depre...

Programa de Governo, Cadê?

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Por: Júlio César Anjos Todo político que deseja concorrer a uma eleição executiva, seja ela municipal, estadual, ou federal, deve ter um conjunto de propostas para os eleitores, o que é chamado de “programa de governo”. É notório saber também que, desde sindico de prédio até executivo de multinacional, qualquer pessoa que queira exercer função de tomada de decisão deve ter algum plano escrito num esboço, que é a proposta pensada por este ente, carta de intenção transpassada num papel – e realizada, caso esteja apto a começar a realizar e executar os seus ideais. Então, criar este documento é fundamental em se tratando de executivo [quanto mais o político que almeja a faixa presidencial]. Por este modo, as eleições já batem à porta das campanhas eleitorais, fazendo, assim, a cobrança natural para os presidenciáveis mostrarem as suas propostas de governo, tornando-se a corrida eleitoral algo transparente ao eleitorado. Mas, antes de continuar ao raciocínio da documentação formal...

Dá Bilhão? Ou: Porque o Liberalismo é Quase Inútil na Eleição

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Por: Júlio César Anjos Toda eleição para executivo, seja ele no âmbito municipal, estadual ou federal tem o mesmo conteúdo e formato de apresentação: 1) promoção do próprio candidato; 2) exibição de polêmicas de adversário; 3) divulgação de coisas grátis [que não são grátis] de montão. É só verificar este fato em qualquer programa partidário com grande minutagem no horário eleitoral gratuito [que também não é gratuito]. Este formato é desenvolvido porque o político só oferta o que o povo demanda, ou seja, tudo o que é criado em uma programação eleitoral é feita pelo próprio interesse do eleitorado. Até porque político nenhum oferta aquilo que o povo não quer. É por isso que desde o debate técnico do “dá bilhão?” do Ciro Gomes ao refutar o Rodrigo Constantino até o tal “coisas grátis” do “saúdeeducação” de debate popular, no programa de televisão, tais situações escorraçam as ideias liberais do programa eleitoral. Marketing ganha eleição: 2 minutos de coisas grátis  Exem...

Óscar 2015

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Por: Júlio César Anjos O óscar de 2015 teve apresentação blasé, com filmes chinfrins e um entretenimento mais do mesmo. A única coisa que diferenciará esse óscar dos demais, além do aspecto da mediocridade técnica do show, é que o prêmio da academia utilizou-se, em demasia, de politicagem rasteira.  É triste ver que até mesmo este espetáculo ficou preso nas garras da histeria moderna da luta de uma “causa” qualquer, que faz a comoção popular berrar por tudo e por nada ao mesmo tempo. Por isso que é histórico saber que Hollywood sempre foi esquerda caviar. O que aconteceu no espetáculo da cinematografia de 2015 foi um atropelamento de bandeiras políticas das mais variadas, colocando em xeque até mesmo o verdadeiro propósito da reunião fraterna da indústria do cinema. Quando a política solapa a essência de tal ramo industrial, é notório saber que há problema geral em curso. E em Hollywood não é diferente. Rezar na cartilha das “causas sociais” é jogar à revelia a qualidade d...

Diáspora Cubana

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Por: Júlio César Anjos A oposição (brasileira) do governo Comunista teve uma catarse com o fato dos médicos cubanos terem abandonado o programa mais-médicos. A direita usou como uma moeda política e até libertou a cubana que saiu da proposta que a fez viajar para o Brasil. Os liberais aceitaram a deserção por se tratar de escravatura moderna. O problema é que ninguém levantou o verdadeiro objetivo dessa diáspora cubana que está em curso nesse momento. Primeiramente que os cubanos que aceitaram o programa brasileiro eram médicos de conhecimento e confiança dos cubanos. Isso significa dizer que TODOS os médicos cubanos são agentes de revolução, não cabendo espaço para um erro de deserção, como essa senhorita cubana tivesse caindo de pára-quedas num programa em que não sabia como proceder e muito menos como era feito o método operacional político e social. A cubana foi treinada para as mais variadas situações que ocorrerem no país, sobre tudo. Quem faz parte do programa acredit...

Papai eu quero me eleger

Por: Júlio César Anjos Papai eu quero me eleger (Paródia da música: Papai eu quero me casar, dos trapalhões): Ratinho e Ratinho Junior Papai eu quero me eleger ♫ Ô meu filho você diga por quê? ♫ Quero Mudar o metrô pra VLT♫ Sobre o VLT você vai é perder♫ Por que papai? ♫ Os trabalhadores querem o melhor meio de transporte, e o metrô é melhor que o VLT♫ Papai eu quero me eleger♫ Ô meu filho você diga por quê? ♫ Para crianças eu dar uniforme♫ Sobre Uniforme você vai é perder♫ Porque papai? ♫ Para uniforme tem que tirar grana de ponte, e os comerciantes não vão querer te eleger♫ Papai eu quero me eleger♫ Ô meu filho você diga por quê? ♫ Para Acabar com o problema dos mendigos♫ Sobre mendigos você vai é perder♫ Por que papai? ♫ A Classe média cansou de ser enganada, e essa estratégia mentirosa é do PT♫ Papai eu quero me eleger♫ Ô meu filho você diga por quê? ♫ Para a creche ficar mais tempo aberta♫ Sobre creche aberta você vai é...

A creche do Ratinho Junior

Por: Júlio César Anjos     Fórmula mágica do Ratinho Junior: Pegue um terreno baldio (grande); faça um galpão retangular; contrate algumas pessoas (de preferência em 2 turnos); E despeje crianças a gosto. Pronto, está finalizado o depósito de gente mirim. É muito fácil, não é? Tão fácil que é desta forma o peixe é vendido na propaganda eleitoral. Não se explica os meandros das questões, não justifica gastos, não propõe a verdade na proposta, apenas divulga criação de depósitos de gente e aumento de carga horária na creche, sem apontar como será feita tal magia. O fantástico mundo do Ratatouille se mostra bem melhor que o restaurante chique Francês, o roedor torna-se prefeito, sujeito direito, apesar de ser ufanista, cai no lampejo que o Estado grande proporciona tudo, até conforto das famílias. Lógico que aumentar a carga horária das creches é uma idéia interessante, pertinente, realizável e bem observada pelo candidato plotado a prefeito, pois a mãe trabalhadora t...