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O Bêbado e o Equilibrista

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Por: Júlio César Anjos Numa época longínqua de uma cidade distante, havia um bairro de classe média baixa em evolução, com o urbanismo padrão em que se avistava na entrada da rua um bar na esquina da quadra abrindo a região. A viela era a extensão do boteco, cujo lugar era tido como um clube de reunião de alguns trabalhadores que, toda a noite os acólitos alcoólicos reuniam-se a bater ponto no recinto, ao tomarem o combustível que satisfaz o vício, para só depois de a reunião  acabar os beberrões partirem para o recolhimento das suas casas, fazendo deste hábito um padrão.  Muitos residentes desfrutam o boteco, mas há aquelas exceções dos viciados que fazem do bar praticamente a sua morada. E uma dessas figuras chama-se Adamastor. Adamastor mora no casebre no começo da rua, mais próximo ao bar do que as outras residências locais. Apesar de ter a casa e o seu carrinho velho caindo aos pedaços, além de ser um alcoólatra inveterado, ao menos o sujeito trabalhador leva com...

Casa no campo?

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Por: Júlio César Anjos Ao passear em um parque de cidade grande, o conforto faz lumiar os pensamentos da natureza, explodem as sensações do meio ambiente, aspirações de quem flerta com o eco sistema padrão. E nesse cenário, uma pessoa qualquer começa a cantarolar: - “Eu quero uma casa no campo/Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé/Onde eu possa plantar meus amigos/Meus discos e livros e nada mais”. Não vale a pena entrar no detalhe que a Elis quer plantar os amigos – a plantinha inocente e a maconha -, o que importa no contexto é a humilde residência. A cantarola de parque quer uma casa no campo. Será? Primeiro, que casa no campo, sítio, chácara e afins possuem restrições ambientais, pois, assim como o cidadão proprietário gosta da natureza, outras pessoas tratam de resguardar o que sobra, já que o verde tem por obrigação predominar o meio. IBAMA, ONGs, pessoas eco chatas não deixam o dono da terra nem mesmo fazer modificações estéticas em determinadas situações, o que frustr...

Família

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Por: Júlio César Anjos     A família é à base de sustentação de qualquer indivíduo, o refúgio nos tempos conturbados, a salvação na calamidade, a festividade na união, mas é, também, o desmoronamento social quando a comunhão acaba. Viver em comunhão não é fácil, é uma tarefa ardilosa que deve ser cultivada todo o dia. Há tempos de escassez quando existe alguma briga ou desentendimento emocional, e há tempos de fartura quando existe alguma congregação, festividades que as pessoas que se gostam promovem para registrar a afeição. A vida familiar de uma pessoa é projetada no mesmo formato que tem uma casa. Na estrutura da pessoa há diversos setores: A fundação, que são os pais; os móveis e utensílios, que são os amigos e a namorada; e a parede e o telhado, que é você. Sucintamente essa é a estrutura de uma pessoa, muito parecida com uma casa. Os pais são a fundação de uma casa porque somente com o apoio deles a base de vida fica sólida para o indivíduo obter conq...