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1964 – O Ano que Nunca Acabou

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Por: Júlio César Anjos A convenção lógica destaca normatividade que nas narrativas históricas em muitos casos o vencedor é quem faz o roteiro da crônica; só em casos de exceção que acontece o contrário – o derrotado cria o conto -, porque o vitorioso possui a dominação em áreas do conhecimento e dissemina o relato que melhor o convir, embora essa contextualização final tenha que estar cimentada diante alguns paradigmas de fatos. Os exemplos são crassos: Na guerra Fria os EUA são os bonzinhos e os sovietes são os vilões; na segunda guerra mundial a Inglaterra é heroica e os alemães (nazistas) são os malvados; e por aí vai. No aspecto de exceção, a guerra do Vietnã é um bom exemplo de subversão do conto histórico, pois os EUA estavam a capitular o Vietnã do Norte completamente e, por pressão do próprio povo norte-americano (além de decisões partidárias e de eleitorado), os ianques tiveram que sair do combate de forma apressada por deserção, mesmo os vietcongues sem força para contra...

Os Ausentes Nunca Terão Razão!

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Por: Júlio César Anjos Em elucidação aos “indecisos” que querem faltar a votação do impeachment de Dilma Rousseff. Eis que é fato a afirmação: Os ausentes nunca terão razão! Dessa vez, não farei textão. Apenas trarei um pedaço do Maquiavel para abrir os olhos dos possíveis faltantes da maior votação da história brasileira. Pois, quem se ausenta nesse momento, deve se ausentar para sempre, pois não se faz como representante indireto do eleitor que o delegou tal condição. Será aposentado pela urna eleitoral. Assim escreveu Maquiavel: “ Sempre acontecerá que aquele que não é amigo procurará tua neutralidade e aquele que é amigo pedirá para que te definas com as armas. [...] O Vencedor não quer amigos suspeitos ou que não o ajudem nas adversidades; quem perde não te recebe por não teres querido correr a sua sorte de armas em punho.” Ou seja, quem vence, depois do ocorrido, não tem obrigação nenhuma de ofertar qualquer benefício do pós luta, e quem perdeu fica com ojeri...

Campanha Assimétrica

Por: Júlio César Anjos As eleições de 2014 estão afunilando ao término. Com os objetivos delineados, argumentos plotados, pesquisas mensuradas, toda a conclusão resolutiva determina manutenção ou mudanças do agir, da forma que interagirá com o povo através da estratégia carimbada.  E eis que, após uma reviravolta na eleição (Dilma não está mais à frente nas pesquisas), o status quo saiu de cena e agora o que se vê é um antagonismo gritante, entre os partidos e players envolvidos no processo. Muitas pessoas acham que por algo ser assimétrico, então um lado deve ser maior ou mais forte que o outro. Não, a assimetria significa apenas que não é um prévio igual refletido de mesmas características, é diferente por não ter a mesma moldura, a mesma forma padrão. Nesta eleição, além dos candidatos serem muitos diferentes – Aécio Fleumático e Dilma Colérica -, a campanha dos marketings eleitorais também antagonizaram de forma escancarada, sem igual. Sabe-se que, pelo sabor do de...

Resumo do Livro o Príncipe - Maquiavel

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Por: Júlio César Anjos Resumo do Livro o Príncipe - Maquiavel, por Júlio César Anjos CAPÍTULO I - DE QUANTAS ESPÉCIES SÃO OS PRINCIPADOS E DE QUE MODO SÃO ADQUIRIDOS.  Todos os estados e governos que tiveram autoridades sobre os homens foram ou são principados ou repúblicas. Os principados são: ou hereditários, quando seu sangue senhorial é nobre; ou novos. Os novos são embrionários ou como membros acrescidos ao estado hereditário, em que o príncipe adquire. Esses domínios estão acostumados ou a submeter um príncipe ou ser livres, sendo adquiridas com tropas próprias ou de outrem, bem como pela virtude ou pela fortuna. CAPITULO II – DOS PRINCIPADOS HEREDITÁRIOS O príncipe natural tem menos razões e motivos para ofender, onde se conclui que é mais bem quisto que outros príncipes. CAPÍTULO III – DOS PRINCIPADOS MISTOS Nos principados novos, o príncipe é colocado no poder por causa da situação ruim no presente e a esperança de um bom futuro,...