Postagens

Mostrando postagens com o rótulo classes

É malévola. Mas poderia ser Rousseau

Imagem
Por: Júlio César Anjos Caso alguém não tenha assistido ao filme, e não queira saber sobre os “spoilers” remetidos ao texto, favor descartar a leitura do artigo. Mas se a pessoa não se importar com as revelações ofertadas, pois está mais preocupada com o aspecto “inteligível” do contexto, é contumaz que aprecie a leitura de ocasião. Àqueles que compreendem Rousseau e também assistiram o entretenimento, a resenha será mais compreensível que nos dois casos citados anteriormente. Dada à informação, que se esclareça o real teor do filme de Rousseau, travestido em animação. A grande película de animação da Disney, Malévola, estrelada por Angelina Jolie, é muito mais que efeitos espaciais exuberantes e o fascínio pelo inanimado. No filme alternativo da Bela Adormecida, em que a malvada é a Heroína (?) da trama, o conto reflete muito mais que modulações pueris, de relato infantil.  A abordagem iconoclasta faz o assistente perceber a quebra de paradigma da estória, em que o beijo d...

O Holocausto dos Barões

Imagem
Por: Júlio César Anjos Os pobres de espírito e espíritos de pobre sempre dizem que a culpa é da elite dominante, da direita demoníaca, dos capitalistas tiranos e da sociedade que é alienada. Para o medíocre a culpa é dos outros e não do próprio indivíduo. Joga-se o problema para terceiros e dissemina defeitos em outrem. Mas , o fato é que na maioria das situações, uma coisa não tem nada a ver com a outra, e, na verdade, a culpa às vezes é do próprio sujeito, do próprio cidadão. A esquerda vive tentando convencer que a pobreza é causada pela existência do rico. Na teoria até soa como verdadeira a acusação praticada pelos comunas, mas o fato é que a riqueza de um barão não necessariamente obriga a pobreza de uma pessoa, de um povoado, e/ou de toda uma região. Na verdade, alguns poderosos até pensam sobre conseqüências do próprio capital ao gerar uma crise qualquer. Os problemas econômicos de uma nação, por incrível que pareça, não refletem somente no pobre coitado que não tem...