Postagens

Mostrando postagens com o rótulo carta

Carta aos Viventes de 2061

Imagem
Por: Júlio César Anjos Texto inspirado no conto de ficção científica chamada: A última pergunta [The Last Question], de Isaac Asimov. *** Carta aos Viventes de 2061. Ou: A Entropia pode ser revertida? Vocês, aí do futuro, saibam que em 21 de maio de 2061 alguém fará de forma definitiva a última pergunta: a entropia pode ser revertida? E a partir deste momento vocês estarão evoluindo tecnologicamente cada vez mais, até mesmo em direção à vida fora da Terra.  Quem contou isso? O grande Isaac Asimov. Mas desde já se adianta: não, a entropia não pode ser revertida. Assim como não se pode voltar o cigarro após ser queimado a partir das cinzas, também não há volta sobre o que aconteceu no passado. As cinzas destroem o que é material, embora o que fica registrado na história não se consome jamais. Foi desta maneira que Rafael Cardoso¹, grande escritor da área do design, mostrou que o saudosismo amparado pelo “pregressismo” [aquilo que é pregresso] tem também ...

Bolsonaro: Orçamento Base-Zero. É Piada?

Imagem
Por: Júlio César Anjos Em carta de intenções (Panfleto ideológico para quem acredita na existência URSAL) que o Bolsonarismo insiste em chamar de programa de governo, o líder da extrema-direita quer trazer a ideia do orçamento base-zero como ferramenta de Estado. É piada? Base-zero foi um programa orçamentário criado por Jimmy Carter, sendo abandonado pelo Ronald Reagan porque o modelo fracassou. De acordo com ¹Widalski: “Em nenhum lugar, o verdadeiro Orçamento base-zero (OBZ) foi praticado”. O Orçamento base-zero foi um programa que visava expelir o orçamento-programa PPBS (Planning, Programming, Budgetting System) desenvolvido pela ONU. Ou seja, já naquela época de guerra fria, o cunho da substituição de ferramenta orçamentária era de natureza ideológica e não racional. Só que, pelo fato histórico, o PPBS  [só lembrar que na época do Delfim, do "milagre econômico", o programa era próximo ao da ONU]  foi mais eficiente que o OBZ, em que este era um programa ...

A Carta

Imagem
Por: Júlio César Anjos Enquanto amarro o cadarço do sapato, a espera do ônibus – sentido casa, os pensamentos cristalizam e começo a dar conta que a vida não vale à pena. Desempregado, sem namorada (trocado pelo melhor amigo) e sem capital, apenas ando como um zumbi na cidade do crédito e do dinheiro. Chego à casa insatisfeito com a vida que manobrei até então, já está na hora de largar a biografia, e deixar á deriva a vida que nada bonificou até agora. Olho meu rosto no espelho do banheiro, e vejo um rosto castigado pelo tempo, sendo totalmente escondidos os sentimentos pela barba não feita. Vejam, pareço um mendigo, roupas antigas, rosto triste, vida nauseante, morando de favor (Ao não pagar o aluguel, isso significa morar de favor), e não tomo um banho quente faz tempo, já que até a conta de luz está cortada faz tempo. Pequenos gozos da vida já me são regalias para um sujeito falido como eu. A cama não é quentinha, não dou um beijo de boa noite para a minha esposa e não...