Protesto não se confunde apenas com greve
Por: Júlio César Anjos Certa vez, uma empresa que fabrica produtos perecíveis no Japão resolveu fazer um protesto. Diante de um cenário desfavorável, os trabalhadores nipônicos reuniram-se diante das causas que os incomodavam e resolveram discutir sobre a situação. A maioria queria fazer greve, paralisação geral, reivindicação plausível e justificada, pois os trabalhadores buscavam valorização remunerada. Mas o movimento sindical não fez a greve, fez outro protesto mais inteligente. Após a reunião concluída, os operários voltaram aos postos de trabalho e começaram a produzir. Mas, ao contrario do que se presumia, a intensidade de trabalho era maior, os trabalhadores resolveram pedir extras (o trabalhador que fazia 8 horas com má vontade, agora se fazia 10 horas de trabalho motivado e feliz), a produtividade aumentou, e durante dois dias o empresário ficou muito feliz, tudo ocorreu bem, sentiu-se seguro por entender que as coisas resolveram-se sozinhas. Mas os d...