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Clarice Lispector e a Literatura de Fluxo de Consciência

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Por: Júlio César Anjos Na literatura, em geral, o normal é o autor (escritor), por vezes utilizando de um narrador, inventar o imaginário da estória com a produção de três pilares de construções: Personagem; Ambiente; e Diálogo. Todavia, existe um quarto artifício, pouco utilizado, muitas vezes produzido em segundo plano na confecção da narrativa, um recurso chamado Fluxo de Consciência. E é nesse último aspecto que a Clarice Lispector soube manejar tal ferramenta literária com maestria, sendo considerada a “Virginia Woolf” brasileira. Primeiro, que se compreenda o que significa fluxo de consciência.  Fluxo de consciência é quando o narrador ou a personagem começam a ter divagações sobre questões plurais, abstraem-se, pensam na vida, nos seus infortúnios, nas suas idiossincrasias. Geralmente este pensamento furtivo solapa o tempo, além de que, também, a personagem ou o narrador ficam presos a digressões gerais. Ou seja, filosofam sobre a vida, mas com ligações que fazem ce...