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Os Escritores na História

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Por: Júlio César Anjos Desde os tempos dos escribas, sendo algo de mais culto em uma sociedade extremamente vil, até os dias atuais, os escritores sempre tiveram poder ao molhar a pena no tinteiro e transpassar conteúdos em um papiro qualquer. Os influentes intelectuais sempre auxiliaram reis e figuras poderosas, seja para aconselhar, seja para inflamar revolução, tudo sob o aspecto de estratégia e articulação. O problema dos grafistas é que um Médico pode ser escritor, embora a recíproca não seja verdadeira, um escritor não pode ser médico, assim como acontece com todas as outras profissões. Num campo totalmente saturado, ser somente escritor é para poucos. Só que os poucos bem sucedidos que transcenderam em suas verves, ecoam até hoje pelo regozijo da história, sendo lembrados, para o bem ou para o mal, diante de suas tecnicidades competentes. Todavia, como escreveu Santayanna: “O homem que não conhece a própria história está condenado a repeti-la”. Portanto, é por isso que é se...

Temor Servil

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Por: Júlio César Anjos O capitalismo fundiu-se ao socialismo e o mundo se viu diante do interesse geral, o bem estar social, emanada de cláusula pétrea na constituição mundial. As regras foram estabelecidas no mesmo estilo de divisão que Cristo sugeriu a um comerciante ao fazer um ultraje na igreja: Dai ao capitalismo o que é do capital, dai ao socialismo o que é do social. Desse dia em diante, as instituições de ensino, as igrejas, enfim, tudo que fosse organizado socialmente seria tratado pelo socialismo, com os mortais financeiramente sendo doutrinados pelo socialismo, e na outra ponta os poderosos, que nunca morrerão financeiramente, os capitalistas com o poder nas mãos, mas não podendo mudar o sistema social, apesar de usá-los para manter o capital. Na sociedade há dois tipos de poderes incorpóreos que rondam os limiares do sistema econômico. De um lado aparecem os poderosos que podem ser convencidos – podem mudar de lado -, porém não morrem financeiramente. E do outro la...

A Influência Ensandecida

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Por: Júlio César Anjos Acorda no banco da praça, fricciona o rosto, estica os braços e olho para o horizonte.  Dimas pensa como chegou ali, mas esquece do passado e o futuro acena, dá oi, e flerta para novas aventuras. Com o traje do corpo, poucas roupas emboladas em uma mochila, o sujeito caricato caminha pela cidadezinha interiorana, a fim de fazer procuras, está na hora da busca e apreensão daquilo que a ele pertence. Procura um estelionatário. A cidadezinha é pacata, pequena, e uniforme, sem sujeira nem come-e-dorme, apenas pessoas vivendo de forma sutil, como se fosse uma pintura viva de Van Gogh. De turvo somente as mãos, inchadas, e, às vezes, as chuvas que contribuem para hostilizar a suavidade da cidadela normalmente inalterada. Os moradores são dóceis, parecem bichinhos de estimação de madame. Poucos falam, muitos fazem, colaboram uns com os outros, pois se conhecem desde que existem. O ambiente bucólico da região contrasta com o vivencial do viajante, bem c...