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Fases da Derrota da Extrema-Direita

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Por: Júlio César Anjos A autora do livro “sobre a morte e o morrer” Elisabeth k. Ross estabeleceu um critério com cinco níveis quando uma pessoa morre. São eles: 1) Negociação e isolamento; 2) Raiva; 3) Barganha; 4)Depressão e; 5) Aceitação. E na política, o movimento extremista da direita terá os mesmos níveis e critérios que passarão antes de “morrer na eleição”.   Mesmo tal tribo rotulando-se como pertencente a um líder considerado o único candidato honesto a disputar eleição, o “mito” da extrema-direita tem o cúmulo do absurdo: corre sozinho e chega em segundo. Teve um tempo grandioso de vácuo político para se aproveitar disso, para criar plataforma e conseguir tornar concreta a ideia embutida em discurso. Mas o “mito” empacou num teto de extremista, que não o faz crescer porque se desgastou. Neste sentido, com a reviravolta de uma eleição teoricamente ganha – na cabeça dos extremistas – para uma eleição que será de fato disputada no segundo turno, os extremistas d...

A escolha do único caminho: O Fim

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Por: Júlio César Anjos A patacoada do PT materializa-se como um feixe de luz e, em curto período de tempo, o relinche vem a reboque. Assim como o relâmpago precede a luz (em uma trovoada qualquer), os erros do partido do governo precedem à justificativa (por causa da materialização da crise). A desculpa, o relato da situação, não pode ser aprimorada, pois, como se sabe, o PT fala para o povo. Como a sociedade brasileira é composta por 75% de analfabetos funcionais, falar bonito soaria mais como um falso engodo do que uma explicação plausível da situação. O governo, para tal medida, justifica-se pela mediocridade aceita por toda a comunidade, pois é menos dolorosa, a curto prazo, a mentira confortável à verdade esclarecedora. Sendo assim, a economia do país segue a pulos de canguru à Estagflação (Estagnação econômica com inflação acentuada). O governo, nos últimos meses, criou vários programas, medidas para tentar melhorar a situação do enfermo país. Mas o remédio é ínfimo a...

Sociedade dos Urubus livres

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Por: Júlio César Anjos Um Urubu voa meio ao horizonte sem fim, viaja pela brisa que refresca, tateia o ar em direção ao desconhecido, movimenta-se ao planador, observa os acontecimentos ao redor, investiga possibilidades, caça oportunidades, vive sem limites. A solidão conforta o grande pássaro negro, animal que não é muito chegado à multidão, gosta de divagar sozinho sobre as peculiaridades de sobrevivência, como a segurança perante os predadores à noite, a alimentação padrão e a mudança do ambiente. As coisas mudam. O ambiente que outrora era recheado de terreno descampado, agora faz inversão causada pela degradação, o grande pássaro negro se abriga em prédios abandonados. É lá em cima, na caixa d’água, que o Urubu da cidade espreita a alimentação (geralmente ratazanas mortas), o cardápio unificado, padrão. O requinte da ave é um cardápio de raras possibilidades, dejetos em decomposição e nada mais. O Urubu sente a falta de um aperitivo mais refinado, com gosto extravagan...

A Carta

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Por: Júlio César Anjos Enquanto amarro o cadarço do sapato, a espera do ônibus – sentido casa, os pensamentos cristalizam e começo a dar conta que a vida não vale à pena. Desempregado, sem namorada (trocado pelo melhor amigo) e sem capital, apenas ando como um zumbi na cidade do crédito e do dinheiro. Chego à casa insatisfeito com a vida que manobrei até então, já está na hora de largar a biografia, e deixar á deriva a vida que nada bonificou até agora. Olho meu rosto no espelho do banheiro, e vejo um rosto castigado pelo tempo, sendo totalmente escondidos os sentimentos pela barba não feita. Vejam, pareço um mendigo, roupas antigas, rosto triste, vida nauseante, morando de favor (Ao não pagar o aluguel, isso significa morar de favor), e não tomo um banho quente faz tempo, já que até a conta de luz está cortada faz tempo. Pequenos gozos da vida já me são regalias para um sujeito falido como eu. A cama não é quentinha, não dou um beijo de boa noite para a minha esposa e não...

Os escondidos

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Por: Júlio César Anjos Eu estou neste exato momento me escondendo das pessoas para não mostrar a minha verdadeira vida. Tento ainda resguardar um pouco da dignidade que restou. Quieto! Não fale nada, não emita som, pois pode ser desmascarado, pego na mentira. Qualquer ruído neste momento e ruirá toda a estratégia de invisibilidade, do desaparecimento relâmpago. Ruídos ínfimos que não mostrem que uma pessoa se encontra em um determinado local. Abafe o som com um pano, estratégia perfeita! O que fazer neste meio tempo? Que tortura! O relógio luta em não passar, o tempo relativo está mais demorado, agonia, aflição, não agüento tanta pressão, tenho que fazer alguma coisa, nem que essa coisa seja não fazer nada. Ficar parado, tão estático quanto o ponteiro do relógio parece estar. Barulho lá fora, isso, barulho! Mais barulho abafa pequenos ruídos. Passarinho, vamos, cante mais alto; britadeira peça para o trabalhador utilizá-lo, brincar com você; crianças continuem destrui...