Postagens

Mostrando postagens com o rótulo inocência

Guerra Esportiva

Imagem
Por: Júlio César Anjos Uma confusão estremece os lados conflitantes, criando animosidade geral, de tal forma que a astúcia cobra somente embate a satisfazer resultado determinado. Ninguém recua sobre as proposições, nem suprimem ilações, somente a guerra finaliza uma desavença, seja por dinheiro, idéia, dicotomia qualquer. Porém, aos olhos das pessoas cordiais no coração, acham que existe uma ética, moral, ou qualquer código culto entre guerreadores, como se a peleja tivesse “regras da casa”, pensamento tão inocente que faz acreditar que existe uma espécie de “guerra esportiva”, tão inofensiva que parece até diversão. Já são (deixa-me ver o relógio), ah sim, século XXI. Acorde para a vida, em uma guerra deflagrada, a cruz vermelha é alvo. Esse papinho de que há uma fidalguia por trás dos combatentes é somente um verniz que esconde o maquiavelismo, pois o fato é que a guerra é algo feio, sem um árbitro que evite um lado “apelar” contra oponente no que quer que seja.  E dent...

O melhor presente que ganhei

Imagem
Por: Júlio César Anjos Quando era novo, lá pelos meus 5 ou 6 anos, estudei em uma escola pública, chamada Nova Esperança. O que é curioso o nome do recinto do aprender, pois a nomenclatura do colégio remonta que pode existir outras esperanças velhas e novas, sabe-se lá o que se entende com isso, como se houvesse esperança sobressalente, nova, esperando que esperanças velhas sejam estragadas para serem substituídas pelas outras saídas do forno. E nessa escola primária que tive o melhor momento da minha vida. O praxe é o mesmo: Era feliz e não sabia, não tinha responsabilidade, era criança inocente, não tinha stress nem depressão, tudo era brincadeira naquela época corriqueira. A satisfação congratulava em somente uma bola no meio do pátio, nada mais. Tempo que não volta mais, o que volta sempre na mente são os pensamentos, as lembranças que a vida nos trás. A minha mãe sempre me levava até a porta da escola porque eu não tinha maturidade para ir sozinho até a oficina do s...

Lei das Domésticas

Imagem
Por: Júlio César Anjos O governo aprovou a lei das domésticas, mostrando ser um estado paternalista, humano, que ama o povo que acoberta. O cenário é tão lindo quanto à configuração de borboletas azuis voando ao som de “Over the Rainbow”, cantada pela mais tenra voz de veludo, um sonho que se torna realidade, um mundo melhor e mais justo, com todas as dificuldades resolvidas e os pedidos aclamados respondidos. Mas a verdade é que a lei das domésticas é uma solicitação legal que não haverá serventia, pois, o código que daria garantia ao trabalhador, nada mais é do que uma alforria dos dias atuais. O governo quer se ajustar a herói e para isso precisa de um vilão, empurrar o problema para outrem, achar o malvado da história: O patrão da classe média (alta). Sendo assim, o trabalhador da classe mais abastada não reclamaria do governo, mas do patrão que foi malvado e, justo no momento de inflação, demitiu o encarregado dos afazeres domésticos. A classe operária desse setor é...