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Mostrando postagens com o rótulo Regime

Sobre a Correlação Inexistente entre Totalitarismo e Investimento Nacional e Estrangeiro no País

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Por: Júlio César Anjos   Reinaldo Azevedo diz que se a política brasileira ousar tentar fazer um fechamento político, o mercado financeiro “quebra as pernas” do governo. E em entrevista para a mídia, no dia 19/12/19, Rodrigo Maia disse que o investimento estrangeiro está fugindo do país por causa de discurso de AI-5. Diante tais comentários, esta correlação – ditadura x investimento - é verdadeira? A resposta é: infelizmente, não. O investimento estrangeiro não liga em aportar os seus recursos em ditaduras africanas sangrentas, nem em monarquias extremamente fechadas compostas por califados e muito menos em regime comunista totalitário como da China. Em todo o planeta há bolsa de valores em que há também especulação. Isso mostra que há uma distinção entre valores políticos morais e a práxis capitalista. E por isso que uma coisa não se confunde com a outra. Os investidores não ligam para valores democráticos de uma nação, só o que eles querem saber é se há neste país in...

Intersecção Biohazard dos Regimes Totalitários do Século XX

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Por: Júlio César Anjos Sempre que o assunto é totalitarismo muita gente tenta montar os regimes tirânicos do século XX em um mesmo molde para tentar mantê-los no mesmo patamar. Ainda mais em época de discussões sobre tais regimes, com revisionismos criados artificialmente para gerar dúvida no debate político-eleitoral, esta prática tende a ser até mesmo ”normal” nesta era tecnológica em ascensão. Mas o fato é que o Comunismo é semelhante e diferente do Fascismo, que é semelhante e   diferente do Nazismo. E é sobre tais diferenças e semelhanças que o texto explicará tal fenômeno deforma sucinta. Se fosse para explicar em símbolo tal concepção, seria muito próximo a uma mescla de   intersecção [conjunto união da matemática] com o símbolo de perigo Bihazard [figura abaixo]. Apesar dos regimes totalitários do século XX serem diferentes uns dos outros, o fato é que neste conjunto de regimes há certas intersecções. O Fascismo em alguns pontos se assemelha com nazismo e c...

Programa de Governo, Cadê?

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Por: Júlio César Anjos Todo político que deseja concorrer a uma eleição executiva, seja ela municipal, estadual, ou federal, deve ter um conjunto de propostas para os eleitores, o que é chamado de “programa de governo”. É notório saber também que, desde sindico de prédio até executivo de multinacional, qualquer pessoa que queira exercer função de tomada de decisão deve ter algum plano escrito num esboço, que é a proposta pensada por este ente, carta de intenção transpassada num papel – e realizada, caso esteja apto a começar a realizar e executar os seus ideais. Então, criar este documento é fundamental em se tratando de executivo [quanto mais o político que almeja a faixa presidencial]. Por este modo, as eleições já batem à porta das campanhas eleitorais, fazendo, assim, a cobrança natural para os presidenciáveis mostrarem as suas propostas de governo, tornando-se a corrida eleitoral algo transparente ao eleitorado. Mas, antes de continuar ao raciocínio da documentação formal...

As Três Camadas de Censura

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Por: Júlio César Anjos Só há duas formas de estabelecer uma lei: 1) A Norma faz a Regra; 2) A Regra faz a Norma. No primeiro caso, aquilo que já está normatizado na sociedade só é formalizado, tornando-se legal. Já na segunda questão, a burocracia legisla algo para modificar a normatividade de tal sociedade, forçando, pelo aspecto legal, a sua mudança comportamental. Dito isto, em países democráticos liberais, geralmente a norma se materializa em regra, com o inverso sendo exceção, pois a lei imposta tem que “pegar”, por isso que no Brasil algumas pessoas indagam se tal lei impositiva “vai pegar”, pois está querendo regrar algo que não é normativo ao país como um todo. E é nesse último caso que as ditaduras fazem o que é chamado de três camadas de censura, que é um mal terrível para a sociedade conduzir. Antes de tudo, abram-se parênteses. Com a observância das duas alternativas de se estabelecer uma lei, seguem exemplos. O da norma que faz regra: O Home Office que foi aprovad...

Os Dias são/estão Assim

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Por: Júlio César Anjos Com a nova supersérie da Rede Globo que remonta os acontecimentos na época da ditadura de regime militar, o que consta é uma dúvida na discussão politica: “Os dias eram assim” ou “os dias não eram assim”? Algumas situações da história nem o revisionismo são capazes de mudar. Mas o mais interessante neste entrevero todo é que as digressões do debate estão a desnudar as ferramentas que a extrema-direita está utilizando, no “info wars” (guerra de informação), como o uso da engenharia reversa , para criar uma “ falsa memória ”, com o intuito de estabelecer a pós-verdade sobre os acontecimentos na ditadura militar. Porque, na era da comunicação de massa, os dias são/estão assim. Primeiro, a engenharia reversa. A engenharia reversa é o ato de desmontar um mecanismo e remontá-lo sem o uso de instruções de montagem. Tal técnica serve para ver o funcionamento do objeto de maneira intuitiva. Então, faz-se a sua desconstrução para depois reconstruí-lo. Lembrando q...

As Maritacas da Ditadura

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Por: Júlio César Anjos Houve ditadura militar no Brasil? Segundo os fatos, houve sim. Mas para as Maritacas barulhentas que mexem e se remexem sem parar, o que houve foi só um regime, ato de reger que tais entusiastas saudosistas solicitam e suplicam pela sua volta, diante pedido até mesmo por intervenção militar. A democracia não é linda? É por causa da liberdade, que significa não haver censura sem parar, que as Maritacas não param de matraquear. Um desafio às Maritacas entusiastas da ditadura de regime militar: se não houve ditadura na época do regime militar, então o leitor deve por obrigação citar cinco episódios históricos que o legislativo foi contra o executivo e cinco episódios que o judiciário foi contra o presidente vigente na época. Onde estava, por exemplo, o legislativo e judiciário no fatídico Ato Institucional Cinco (AI-5)? Se o leitor não conseguir citar tais divergências, sendo que a ditadura militar durou incríveis 24 anos, é porque o legislativo e o judiciá...

Resenha Livro Esaú e Jacó – Machado de Assis

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Por: Júlio César Anjos “A Abolição é a aurora da liberdade; esperemos o sol; emancipando o preto, resta emancipar o branco.” (Paulo, p.71). Com essa exposição, alguém ainda tem dúvida que Machado de Assis é um realista com verniz romancista? Se o leitor não entendeu, calma, a explicação virá logo como complemento. Segue: A lógica é simples, Paulo, que era o revolucionário republicano, ironizou o fato de a princesa Isabel ter assinado a abolição da escravatura; porém, não podendo ir contra esse decreto bem quisto popularmente, o gêmeo de Pedro resolveu enviar um teleguiado, uma ameaça, ao dizer que, se os republicanos não pegaram os monarquistas nesta questão, pegarão os desafetos políticos de outra maneira. Dito e feito, após a abolição, não deu dois anos da sanção da lei e a monarquia caiu. É sabido, também, que na capa constam os irmãos Esaú e Jacó, mas na narrativa aparecem os gêmeos Pedro e Paulo. Os dois são progênitos de Natividade, que possui esse nome não p...

Análise: Alegria Alegria Caetano Veloso

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Por: Júlio César Anjos Eis que: “Alegria, Alegria”, do Caetano Veloso é a música mais famosa do período da ditadura de regime militar. Mas o ouvinte sabe o significado da letra? Com uma cifra cheia de metáfora, o certo é que, em tempos de censura, o escritor tinha que se virar. E nesta música, em especial, Caetano conseguiu tapear o aparato estatal muitíssimo bem. Porque tudo depende de traduzir o significado “Sol” nesta partitura. Descobriu a mensagem, decifrou a decodificação. O resto é proselitismo da música. O planeta Terra é regido pelo sistema solar. Diante desta informação, agora, substitua-se o “Sol” por “Sistema”, mas com o intuito de ”sistema opressor” da política. A partir deste ponto, com essa informação dá para decifrar a música tranquilamente. Porque o “Sistema” é perverso. Além deste detalhe, outro ponto importante é que toda vez que aparecer “eu vou” (ou por que não?), significa que o Caetano irá contra o Sistema (contra toda critica que fora feita nos versos a...