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O Filho Pródigo e a Ótica do Voltar

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Por: Júlio César Anjos É impressionante como que uma situação pode ter enfoque totalmente diferente, dependendo da perspectiva em que se quer chegar. Como no caso do filho pródigo - no sentido do primogênito perdulário e irresponsável -, uma situação de retorno do filho para casa, após sofrer pelas andanças da vida, ao perder o rumo, sendo considerado um fracasso para o progressista e motivo de alívio para uma família tradicionalista. Pela divergência conceitual, somente fazendo uma análise para saber se há certo ou errado ao lidar com esse agravo, esta situação que é até mesma corriqueira nos dias atuais. Para o progressista, o filho pródigo é um fracasso por si só. A família chega até a ficar com vergonha dos vizinhos, pois o “ente querido” deixou de ser afável porque se perdeu no mundo, sendo insensato e irracional, por isso pode até mesmo ser descartado pelos parentes que nada disso seria absurdo. Porque, para a “sociedade avançada”, o filho tem que ser autônomo, ter suces...

Seleção x Eleição

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Por: Júlio César Anjos A história mostra, de forma contundente, que o desempenho da seleção na copa do Mundo não tem nenhuma relação com eleição. Quem diz ao contrário não conhece a própria história do Brasil, que, apesar de curta, ensina já muita coisa. Muita gente reverbera o mantra que se o Brasil ganhar a Copa a Dilma vence a eleição e se o Brasil fracassar, a oposição vence. Balela. O grito de gol não está relacionado com o preço do “xaxixo” (da salsicha).  Ficar feliz em ser campeão não faz o país ser mais rico e não acaba com a carestia. E o Brasil perdendo também não faz destituir presidente só porque o torcedor está de ovo virado com o resultado. O resultado no retângulo gramíneo é totalmente antagônico ao resultado da urna. Porém, o que pode ocasionar perda de eleição é a Copa ser no Brasil. Mas por causa da (falta de) organização. A bagunça em sediar uma festa escancara a todos a incapacidade gerencial de uma equipe que está no comando, como já foi mostrad...

Incoerência

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Por: Júlio César Anjos Festa boa é assim: o sujeito começa bebendo um Château servido na taça de cristal e acaba a diversão com um Campo Largo no bico da garrafa. É sempre a mesma coisa, a bagunça ao relento sempre demanda em até mesmo fazer um escândalo qualquer, normalidade provocada pelo etílico. Todo mundo pode sair do prumo de vez em quando, até mesmo chefe de estado, desde que a pessoa seja concisa, não há o que contestar e nem julgar o cidadão que exagera vez ou outra. A presidente exagerou em Portugal, pegou mal, porém, a população de um modo geral, criticou Dilma mais pelos gastos estratosféricos e a maneira de se portar em uma “confraternização” do que da real necessidade de critica: A incoerência. Em uma época não muito distante, o povo chegou também, próximo a esse ínterim de histeria coletiva, ao ponto de criticar o Fernando Henrique Cardoso -FHC por qualquer coisa. Se a casa fosse de COHAB e o vizinho puxasse a descarga: Culpa do FHC; Se o chefe “ralhasse” com ...