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Diários de All Star

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Por: Júlio César Anjos O filme “Diários de Motocicleta”, dirigido pelo brasileiro Walter Salles, conta a história do jovem sonhador que, ao viajar a América Latina inteira, se depara com os problemas e anseios de uma região entregue ao “acaso”. Esse rapaz chamava-se Che Guevara, em que a película só conta uma parte da estória, pois suprime o lado facínora do cruel ditador comunista latino, o que é assunto para outra hora. O longa metragem detalha as passagens de moto pelo “jovem idealista” pela América, anotando os percalços durante o caminho. A mesma coisa acontece agora com o grupo seleto de jovens do Movimento Brasil Livre (MBL), ao fazer peregrinação, registrando todos os infortúnios no período de caminhada, compilando tudo através dos “Diários de All Star” – pela página de rede social. O MBL cria a ilustração e a narrativa da mudança histórica em curso, a ser contada para toda a nação. É só abrir a mente para ver e escutar. Independente do que aconteça, o MBL merece respe...

Ensinamento

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Por: Júlio César Anjos Um monge fornece apenas um lápis e uma folha em branco para o seguidor escrever uma sintaxe qualquer. Diz-se ser uma atividade de reflexão, pois manuscrever é pairar o tempo, dominar a mente e materializar a alma. A tarefa é árdua para o menino de pouca experiência, só traz na consciência as insuficiências de jovem de pouca idade, por isso redigir é temeridade. O Seguidor, ao antecipar a trama, com a malandragem de iniciante, pede uma borracha, por que, ao escrever, poderá cometer erros; ao passo de que com todos os materiais em mãos, o jovem passaria a trabalhar tranqüilo. Todavia, o monge não confere ao bom moço uma borracha. E vai além à negação, explica que o aprendiz deve transcorrer lentamente, sem solavancos e nem percalços, a escritura que deverá ser devagar e contínua, a fim do escritor jovial concentrar-se ao sabor da criação de um bom texto, confeccionará, por fim, uma obra-prima. Após a afobação da proatividade, o mestre explica que as ...

Dúvida

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Júlio César Anjos As minhas decisões são como uma moeda jogada ao ar. Só quero manter-me vivo enquanto o metal não sofre queda ao chão e define-me entre cara ou coroa. O girar da redondinha, a apreensão em esperar, especulações sobre acontecimentos, muita coisa acontece até o baquear do níquel, até mesmo pensamentos longínquos em um curto espaço de tempo. A solução fica por conta somente em aguardar, mentaliza a conclusão a chegar e termina com o resultado esperado: um lado ficou para cima e o outro para baixo. A face para cima é vencedora, cara ou coroa, não importa, se der para ver o desenho do gravame cunhado a probabilidade se concretiza, apareceu o ganhador. Enquanto a moeda perfaz a balística, um filminho aparece nos pensamentos, são outras probabilidades além da moedinha, sobre amor, sexo, trabalho, religião, cotidiano em geral. A teoria da relatividade paralisa o tempo, o documentário da vida, como biografia própria, anuncia visualizações de tudo o que consta nos an...