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Síndrome das Três Menininhas

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Por: Júlio César Anjos O Brasileiro médio tem uma espécie de síndrome das três menininhas. A primeira é a Poliana – A ingênua. A Segunda é Dorothy – A esperançosa. E a terceira é a Alice – A iludida.  Para o conterrâneo crescer, é preciso acabar com a mania de Peter Pan, tem que parar de ser tão inocente ao ponto de tornar-se uma criança indefesa, que precisa de um símbolo maior para socorrer-lhe. É triste navegar nessas águas, mas os neo-tupiniquins acreditam desde “marketing multinível” até governante messias, é sempre a mesma ladainha, a crença utópica que não leva a lugar algum. Acreditam em todos e em tudo, pois não utilizam da desconfiança na empreitada que seguem cegamente, se jogando do abismo da ignorância remontada pelo trívio das menininhas. Se Jung estivesse vivo, ao criticar os homens, chamaria tal atitude comportamental de anima; E se fosse mulher, falaria que seria uma sombra. Mas, bem verdade, conclui-se que não passa de histeria coletiva a crença em um mit...

Ir às Ruas

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Por: Júlio César Anjos O povo reagiu, foi às ruas, protestou, levantou bandeiras, desopilou a raiva, soltou o grito na garganta, conquistou o alívio por poder ser livre e defenestrar “tudo isso que está aí”. O problema é que ninguém identificou no desespero um alvo específico, ficou parecendo mais um remelexo coletivo, o manifesto que não teve objetivo definido algum. A aclamação popular ficou mais parecida com uma “rave” sem som, e sem sal. Mas a pergunta que fica é: Resolveu alguma coisa? A resposta pode não ser agradável. Se o objetivo era dar uma agulhada de acupuntura, ou seja, emitir uma resposta rápida dos governantes diante da reação, a constatação é positiva. Agora, se foco era melhorar o Brasil, situação a longo prazo, a solução da questão talvez seja um não. Os protestos de imediato causaram o efeito das questões paliativas da política, como os deputados trabalharem do jeito que sempre deveriam labutar, ao aprovarem demandas que o povo estava há tempos esperan...

A Metalinguística do filme Hugo

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Por: Júlio César Anjos O filme Hugo revelou-se uma grande história contagiante para os cinéfilos, empolgante para o público em geral, pois os telespectadores que tiveram o privilégio em assistir uma obra prima sem igual, embora sem foco na explicação, mostrou a magia do ramo do entretenimento, com a metalingüística voltada ao próprio filme. É glorificante saber que há vários filmes dentro da película de Hugo Cabret, personagens multifuncionais, em uma estória eclética. Mas poucas pessoas conseguiram enxergar o que o diretor tentou transpassar ao assistente, houve muitas criticas sobre a obra porque o povo, àqueles menos refinados à investigação da moral da história, não conseguiu entender as amarras do longa-metragem.  O filme no Brasil foi - de certa forma - contaminado pela tradução errônea do título do texto, derivando o entendimento do telespectador à conclusão fora de parâmetro, o que se conclui uma crítica desvirtuada sobre o filme. Inseriu ao título a menção: “in...