Infância
Por: Júlio César Anjos Quando era criança tinha sonhos, mas não sabia expressar-me (escrever); hoje aprendi a escrever, embora não consiga mais sonhar. O rabisco que faço neste material é apenas uma pequena amostra dos resquícios de sonhos antigos que restou. As invenções afloram na época juvenil, trazendo novidades que só uma cabeça fresca poderia oferecer e não há barreiras entre o possível e impossível, basta imaginar, porque na cabeça da criança tudo é realizável. A minha juventude foi tranqüila, embora haja registros nos autos de infração no caderninho negro da minha querida senhora (mãe). São poucas anotações, mas são registros de alta complexidade, grau 4 do nível que vai de 1 até 5 na escala das travessuras. Certa vez, no natal, queria ser bombeiro e bolei um plano - uma estratégia imperfeita - para brincar, no qual chamei o meu amigo invisível para participar da grande brincadeira (Tolice de escritor. Estava brincando sozinho). Na traquinagem, brincadeira de b...