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Democracia

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Por: Júlio César Anjos Democracia, substantivo feminino. Palavra usada por muita gente e defendida só pela socialdemocracia. O que se sabe é que a democracia é um regime político em que o povo tem poder. Mas o que não se sabe é que essa força pode ser manipulada pelas elites que querem o poder e consigam fazer com que se acabe com a democracia por meio de apelo popular. Parece paradoxal? Saiba que não é. Porque a verdadeira democracia é mais que uma palavra e certo tipo de povo na rua , é na verdade um modo de vida . O mundo democrático confunde povo na rua com democracia. E isso, como se sabe, não é verdadeiro. Porque se for, então a República de Weimar obteve doses cavalares de democracia quando Papen, Thälmann, e Hitler instigavam a população pela radicalização para que marchassem a favor dos interesses ideológicos. E diante disso, foi também democracia quando o comunismo assentou na Coreia do Norte e de lá nunca mais saiu. Pode ser também democracia o fascismo de Mussolini...

Os Utilitaristas

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Por: Júlio César Anjos "Um argumento derrotado que se recusa a ser obliterado pode  permanecer muito vivo." – Amartya Sen Nós, utilitaristas, pretendemos promover debates para que a sociedade em geral galgue rumo a um futuro melhor. *** Em minha opinião, o problema do utilitarismo não ter sido a filosofia preponderante no Brasil, embora seja uma escola muito reconhecida na Grã-Bretanha, não se deu por causa do descompasso causado por problema cultural, mas pelo simples aspecto de problema de comunicação. Os utilitaristas não sabem se defender. Porque o leitor tem que entender que, ao invés de pensar em busca da felicidade, o individuo tem que pensar que a felicidade está na busca. Até porque a felicidade não tem padrão porque os cidadãos não são iguais. ***   O utilitarismo é achincalhado justamente nos seus pontos fracos, sobre situações caricatas, como, por exemplo, de alguns cientistas voltados a esta vertente querer medir a felicidade. Ou até ...

Quanto Mais de Perto Você Olha, Menos Você Vê

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Por: Júlio César Anjos Bolsonaro foi esfaqueado. E todo mundo só está focado em coisas menores como, por exemplo, em saber o porquê de a perfuração não sair sangue (?). Embora o ataque ao Bolsonaro seja algo extremamente preocupante, pois atenta contra a democracia brasileira, o fato é que a ação criminosa é de uma profundidade maior que a facada em si, é questão de narrativa a situações vindouras. Neste sentido, cabe conclusão. O Adélio esfaqueou Bolsonaro para mata-lo? Sim. A operação foi malsucedida? Não. Primeiro, que se alguém quisesse de fato matar Bolsonaro de forma eficaz, usaria um atirador de elite, aplicaria envenenamento, ou atiraria até explosivo para fazer o serviço completo. Diante disso, Adélio preferiu esfaquear Bolsonaro em meio à multidão. Numa operação dessas, Adélio tinha 3 condições na sua ação: 1) Conseguir matar; 2) Conseguir ferir (de morte ou não); 3) Não conseguir nem atingir o alvo.   Mas Adélio queria, com absoluta certeza [e isso o fe...

A Falácia Eleitoral do Falso Post Hoc

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Por: Júlio César Anjos A falácia Post Hoc Ergo Propter Hoc ("depois disso, logo causado por isso") caracteriza-se na premissa de que um evento só é causado por causa de outro antecedente. É uma correlação coincidente, em que uma ação A só foi realizada por causa de outra ação B. Diante disso, para uma melhor compreensão, segue um exemplo básico: ”o galo sempre canta antes do nascer do Sol. Logo, o Sol nasce porque o galo canta”. Isso, como se comprova em fato, é uma falácia porque o astro nasce independente do galináceo cacarejar. E na política é a mesma coisa, algumas premissas tornam-se falsamente verdadeiras somente por causa de uma lógica sem noção. Desta maneira, há outra exemplificação. Veja: “um candidato enche um local com o seu eleitorado de prontidão. Logo, esse candidato ganha eleição”. O que é um post hoc falho no empirismo e na concepção. A Ditadura militar foi uma época de anos de chumbo que evitou rios de sangue – argumentava Roberto Campos.  O proble...

Geraldo Alckmin está Certo porque é a Certeza nesta Eleição

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Por: Júlio César Anjos Geraldo Alckmin está certo em jogar parado. Também está certo em ser parcimonioso na questão dos caminhoneiros, fleumático e racional sobre os aspectos de caos que o Brasil vivencia, ao mostrar o seu posicionamento e comportamento natural de mediador de conflitos. Porque, em era de extremos, mostrar-se diferente é essencial.   Os cães extremistas ladram nas ruas para não deixar a caravana da riqueza do país passar. Eles querem o caos. Mas eles quem? Os extremistas tanto da direita – que querem intervenção militar – quanto da esquerda – que agem no conceito “quanto pior, melhor”. Os dois grupos acham que, após a eleição ser finalizada, havendo um ganhador, as coisas se normatizariam espontaneamente, dando governabilidade para um candidato extremista de ocasião. Não governariam não. Se ganhar um extremista, seja ele quem for, o outro lado extremista incomodará a governabilidade deste radical vencedor sem parar. Pura questão de lógica. Deste modo, p...

Reverencie, Defenda, Fuja

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Por: Júlio César Anjos Existe uma máxima na política [criada por mim] que é: Reverencie a Maioria, Defenda a minoria e Fuja de confusão com a “vaca sagrada” na política. Ao seguir esta receita, o político terá maior chance de sucesso eleitoral. Pois, é justamente nestas táticas que dá para fazer um político “do bem” virar uma “figura do mal”, considerado vilão, ao colocar a pecha que tal figura pública seja considerada inimiga de tais bandeiras e derivados, mitigando a sua popularidade por sujar sua imagem. É por isso que o político polêmico, dito como radical, tem dificuldade de se eleger de forma majoritária (principalmente em executivo), pois não segue essa regra valiosa do Reverenciar, Defender, Fugir.  Primeiro, que se analise a respeito da maioria. A maioria é composta pelos seguintes tags sociais: Mulher; Hétero; classe média ou pobre (depende do país); Adulto ou idoso (também dependendo da situação do país); Trabalhador; e Conservador moral. Porque para uma eleição...