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A Falácia Eleitoral do Falso Post Hoc

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Por: Júlio César Anjos A falácia Post Hoc Ergo Propter Hoc ("depois disso, logo causado por isso") caracteriza-se na premissa de que um evento só é causado por causa de outro antecedente. É uma correlação coincidente, em que uma ação A só foi realizada por causa de outra ação B. Diante disso, para uma melhor compreensão, segue um exemplo básico: ”o galo sempre canta antes do nascer do Sol. Logo, o Sol nasce porque o galo canta”. Isso, como se comprova em fato, é uma falácia porque o astro nasce independente do galináceo cacarejar. E na política é a mesma coisa, algumas premissas tornam-se falsamente verdadeiras somente por causa de uma lógica sem noção. Desta maneira, há outra exemplificação. Veja: “um candidato enche um local com o seu eleitorado de prontidão. Logo, esse candidato ganha eleição”. O que é um post hoc falho no empirismo e na concepção. A Ditadura militar foi uma época de anos de chumbo que evitou rios de sangue – argumentava Roberto Campos.  O proble...

Pesquisa Eleitoral e Como as Eleições são Vencidas

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Por: Júlio César Anjos As eleições não possuem uma regra para ser vencida. Já se viu eleição ser vencida de toda forma possível. Viradas eleitorais em 1 mês (como no caso do Dória), em 12 dias (caso Jaime Lerner), e até mesmo numa semana (caso Ferreirinha do Requião). Mas quem dizia que tais políticos estavam atrás dos seus adversários antes de se concluir a apuração de votos? As pesquisas eleitorais. E, diante dispositivo legal, toda pesquisa eleitoral traz consigo a seguinte afirmação inútil repassada pela mídia: “Se as eleições fossem hoje...”. Não são. A eleição tem uma data que já é sabida por muita gente. Portanto, as pesquisas realizadas neste momento são meros artifícios para fazer manipulação política/eleitoral. A eleição de 1988, em Curitiba, estava a dar por vencida pelo candidato apoiado pelo sucessor do Requião, Maurício Fruet. Mas o candidato do PDT [legenda número 12] Jaime Lerner, fez uma campanha eleitoral agressiva, em que dizia que em 12 dias viraria a eleiç...

Entrevista

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Por: Júlio César Anjos É surreal ver na mídia que as pessoas perderam a racionalidade sobre a questão referente à entrevista.  Criando uma miragem de agressão, o povo determina a entrevista como somente pergunta que o entrevistador quer ouvir, ao passo que o entrevistador escutará o que já sabe. Se for assim, não é entrevista, é apenas conversa entre fidalgos. Entrevista é ferramenta para buscar informação. Diante disso, a saber, São quatro os principais tipos de entrevistas: 1) Entrevista de emprego, 2) Entrevista de pesquisa; 3) Entrevista de ”talk show”; 4) entrevista jornalística. A entrevista de emprego tem que fazer o entrevistador ficar nervoso, tenso, para ver reação em momento de pressão. Dependendo da profissão, trabalhar sob pressão é função precípua, por isso que uma entrevista gerando stress é a melhor ferramenta para mensurar aptidão. Mecanismos são utilizados para ver a comunicação visual e verbal, além de pescar informações de naturezas técnica e sociai...

Dúvida

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Júlio César Anjos As minhas decisões são como uma moeda jogada ao ar. Só quero manter-me vivo enquanto o metal não sofre queda ao chão e define-me entre cara ou coroa. O girar da redondinha, a apreensão em esperar, especulações sobre acontecimentos, muita coisa acontece até o baquear do níquel, até mesmo pensamentos longínquos em um curto espaço de tempo. A solução fica por conta somente em aguardar, mentaliza a conclusão a chegar e termina com o resultado esperado: um lado ficou para cima e o outro para baixo. A face para cima é vencedora, cara ou coroa, não importa, se der para ver o desenho do gravame cunhado a probabilidade se concretiza, apareceu o ganhador. Enquanto a moeda perfaz a balística, um filminho aparece nos pensamentos, são outras probabilidades além da moedinha, sobre amor, sexo, trabalho, religião, cotidiano em geral. A teoria da relatividade paralisa o tempo, o documentário da vida, como biografia própria, anuncia visualizações de tudo o que consta nos an...

Erro causal

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Por: Júlio César Anjos Jó não imaginava ser pai de família lá pelos seus 20 e poucos anos. Fechou os olhos e, de repente, mergulhou em uma vida como o responsável patriarcal, com a sua rotina voltada a desenvolver os filhos que a sua progenitora gerou.  Acorda cedo, desliga o despertador, se veste, faz a higiene pessoal, beija a mulher e os filhos (que ainda estão dormindo), faz o desjejum e sai para trabalhar. Após cumprir o tempo laborioso, volta para casa, beija a mulher e os filhos novamente, assiste ou lê alguma coisa e vai dormir. E o looping da rotina segue até os dias atuais. Jó tem 2 filhos morenos lindos, um menino e uma menina. A menina é a cara da mãe e o menino se parece com o pai. A mulher é linda e zelosa, cuida da casa de forma magnífica. O menino que se tornou pai de família adora o status quo da rotina conservadora da família. Da apresentação dos entes queridos resta saber apenas detalhes: a mulher é morena e chama-se Margarete e os filhos chama-se...