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Loucura

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Por: Júlio César Anjos Loucura? Eu direi a vocês o que é loucura. Loucura é trabalhar a vida toda ganhando salário miserável e ficar toda hora se perguntando se algum dia poderá se aposentar. Loucura são títulos públicos e fundos de pensão roubados, e ver o cassino legalizado do mercado de ações todo momento só querendo fraudar. Loucura é desemprego, emprego temporário. Loucura é o fatídico “acidente” de trabalho. Loucura é ficar enfermo por causa da jornada laboral suportada só por um insano. Loucura é tomar remédios controlados e drogas psiquiátricas todo dia - todo santo ano. Loucura é vender a força de trabalho para ganhar dinheiro e, depois, comprar serviços médicos para consertar o corpo, a própria ferramenta de trabalho. Loucura é testemunhar gente que não tem moradia ter que pagar aluguel de residência invadida para o movimento popular que deveria aos desafortunados defender. Loucura é não ter direitos humanos básicos e ainda ser agr...

O Antiesquisitante e a Sanidatite

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Por: Júlio César Anjos O mundo louco obriga a você a tomar antiesquisitante para que se pareça normal. Aí você passa da conta, toma doses cavalares do estipulado em receituário, e acaba tendo uma overdose de sanidatite. Encerra-se o viver e a vida por não tomar cuidados básicos de insanidade.  A doença geralmente traz mais ou menos a morte do brilho da alma, ao virar um autômato da paralisação das articulações da vida, pela prescrição médica que faz engessamento das atividades, só por ser inusitadinho. Apenado por ser apenas diferentinho, não se enquadra na claudicante sociedade com o dedo em riste, que, tentando se segurar para não cair,  exala odor de teor alcoólico, baforadas de preconceito e perseguição. Afinal, o que se prescreve a você é a normalidade sem noção, uma hora é ensolarado na outra é trovão, pois a aleatoriedade não tem nem cor, raça, fenótipo, gênero, cor ou padrão. Na loucura da sanidade, tudo é igual. Porém, se o paciente trabalha, est...

Os Escritores na História

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Por: Júlio César Anjos Desde os tempos dos escribas, sendo algo de mais culto em uma sociedade extremamente vil, até os dias atuais, os escritores sempre tiveram poder ao molhar a pena no tinteiro e transpassar conteúdos em um papiro qualquer. Os influentes intelectuais sempre auxiliaram reis e figuras poderosas, seja para aconselhar, seja para inflamar revolução, tudo sob o aspecto de estratégia e articulação. O problema dos grafistas é que um Médico pode ser escritor, embora a recíproca não seja verdadeira, um escritor não pode ser médico, assim como acontece com todas as outras profissões. Num campo totalmente saturado, ser somente escritor é para poucos. Só que os poucos bem sucedidos que transcenderam em suas verves, ecoam até hoje pelo regozijo da história, sendo lembrados, para o bem ou para o mal, diante de suas tecnicidades competentes. Todavia, como escreveu Santayanna: “O homem que não conhece a própria história está condenado a repeti-la”. Portanto, é por isso que é se...

A Ideologia Afaga; A Vida Surra

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Por: Júlio César Anjos O que é dissonância cognitiva? É um comportamento, um ato de tapear a realidade para a própria satisfação. Significa, de maneira simplória, aparar a aresta da verdade para que se encaixe nas convicções do individuo. É enganar os fatos para saciar os valores personalíssimos. Para sugestão de estudo, o caso de OAK Park concluída por Festinger é uma boa opção. E para o empirismo atual, a crise da Venezuela é outra base para constatação. Segue: OAK Park: v   Causa: Que a seita fique preparada, pois Aliens atacarão a terra no dia x. v   Desculpa/Muleta: Os Aliens não atacarão a terra porque a seita se comportou bem. v   Consequência: A seita acredita na teoria imposta pelo líder e fica mais fiel ainda á causa. v   Resultado: A mentira só afeta os membros da seita. Crise na Venezuela: v   Causa: A Venezuela está bem, apesar de haver ameaça imperialista. v   Desculpa/Muleta: A crise é feita pelo imperialista golpista...

Depois da Guerra...

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Por: Júlio César Anjos É incrível ver que as pessoas sempre estão prontas para renovar a esperança, com o pensamento positivo apontado em direção a um mundo melhor, ao dar “colher de chá” para um governo tirano atual, acreditando que as coisas resolverão por si só. E isso se reflete da literatura até clássicos da ficção, pois, sabe-se que as pessoas carentes sempre esperam por um príncipe ou que, após conflitos terminem, tudo seja resolvido e melhorado pela mágica da suposição. Se as pessoas não tentassem tapear a realidade, a vida seria dura. Caso não tivesse tal pensamento de superação, os indivíduos cometeriam suicídios aos montes, pois a verdade poderia se cruel. Ou se adaptaria no melhor estilo robótico de ser.  Por isso, sempre vem aquele refrão: “Ah, depois da guerra tudo melhorará”, já dizia um entusiasta qualquer. Dependendo do que estaria por vir, infelizmente não iria melhor nada, pois os vencedores da “guerra” seriam os atrasados que só querem manipular. Por is...

Marina Diz: “Não é um Discurso, é uma Vida!”

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Por: Júlio César Anjos O que se pode retirar de informação em um simples ato público? Veja: “Não é um Discurso, é uma vida!” N fatores que desnudam até mesmo se o governo de Marina será bom ou não. Vale lembrar que catarse demais gera epifania. Epifania que, quando chega, sempre é tarde demais, mostrando que a pessoa comovente nem sempre tem o monopólio da bondade, ou, então, que a crença de bondade não seja algo bom de fato. Marina é emotiva... Até demais! Há uma linha tênue entre a emoção e a loucura. Nero, ao ser emocional demais, botou fogo em Roma e, perto de morrer, em catarse, disse que Roma perderia um grande ator. É loucura amparada pela emoção, algo tão sem explicação, que desnuda que nem todo sentimento é monopólio do bem/bom. Outro sanguinário também já proferiu: “Há de matar com ternura”, como se a palavra ternura tornar-se-ia o assassinato em algo banal, que não é maldade na cabeça de tais facínoras que pensam de forma distorcida e igual. E o que é o crime pa...

Erro causal

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Por: Júlio César Anjos Jó não imaginava ser pai de família lá pelos seus 20 e poucos anos. Fechou os olhos e, de repente, mergulhou em uma vida como o responsável patriarcal, com a sua rotina voltada a desenvolver os filhos que a sua progenitora gerou.  Acorda cedo, desliga o despertador, se veste, faz a higiene pessoal, beija a mulher e os filhos (que ainda estão dormindo), faz o desjejum e sai para trabalhar. Após cumprir o tempo laborioso, volta para casa, beija a mulher e os filhos novamente, assiste ou lê alguma coisa e vai dormir. E o looping da rotina segue até os dias atuais. Jó tem 2 filhos morenos lindos, um menino e uma menina. A menina é a cara da mãe e o menino se parece com o pai. A mulher é linda e zelosa, cuida da casa de forma magnífica. O menino que se tornou pai de família adora o status quo da rotina conservadora da família. Da apresentação dos entes queridos resta saber apenas detalhes: a mulher é morena e chama-se Margarete e os filhos chama-se...