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Mas Lá Vêm Eles Novamente e Eu Sei o que Vão Fazer: Reinstalar o Sistema

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Por: Júlio César Anjos A maioria do eleitorado brasileiro, mais precisamente aquela parcela que saiu por aí atrás de político de estimação e que tinha um “mito” para chamar de sua, foi enganado na eleição de 2018. E uma das maiores burlas cometidas na corrida eleitoral não se deu em mentira publicitária nem mesmo de figuras públicas que se engajaram para criar esse delírio coletivo mitomaníaco de Messias. A maior fraude cometida no pleito presidencial de 2018 foi criar o conceito de “anti-establishment” sem nem ao menos o povo saber o que isso significa. Porque o político considerado “anti-establishment” que se beneficiou com essa narrativa e ganhou a eleição é na verdade o mais establishment de todos. Por isso que é preciso explicar. Antes de tudo, é preciso esclarecer melhor o jargão técnico. O que é o establishment? Em tradução seca significa Sistema Político. E Sistema Político é uma organização que exerce poder sobre a sociedade. Não obstante, o cidadão leva a entender qu...

Surto de Pichação

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Por: Júlio César Anjos O evento a seguir aconteceu em abril de 2012 na cidade de Curitiba. Mas tal relato pode ocorrer em qualquer lugar do Brasil. Surto de Pichação. *** O ano é 2011 e a cidade de Curitiba até o mês de agosto estava a mil maravilhas. Repentinamente, a partir do mês de setembro daquele ano, começou a sofrer com o início do que viria a ser um surto de pichação. E a “arte” se estendeu por um longo período de tempo, culminando até o dia da eleição municipal, para escolher o prefeito de Curitiba, em 2012. O surto foi tão grande neste período de tempo, mais precisamente chegando ao ápice em abril de 2012 [faltando 6 meses para a eleição], que até mesmo o folclórico prédio giratório [figura no fim do texto] foi vandalizado de fora a fora, exibindo, de certo modo, um ar de deterioração na cidade. Muros, coretos, fachadas de prédios, além de outras arquiteturas foram rabiscados pelo vandalismo noturno da cidade. Um horror. Naquele momento, por não ter m...

Sombra x Sombra

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Por: Júlio César Anjos O que o brasileiro está presenciando é a luta pelo poder atrás das cortinas, no jogo das sombras. É por isso que há esse binarismo em curso. Se isso continuará a prosperar ou não depende da plateia que está a se interessar. E pelo jeito há. O Antagonista x The Intercept São as mídias alternativas com verniz de mídias oficiais. Até o layout das plataformas são parecidas. Glenn Greenwald, porta-voz do Intercept, não esconde o sentimento de rivalidade ao Antagonista. Os dois grupos operam de forma similar: fingem-se fazer jornalismo para dar ar de credibilidade o ativismo político em ascensão. No fundo, Antagonista e Intercept, embora em lados diferentes, são iguais na essência. Vazam o que é do inimigo e ocultam problemas dos aliados. Hacker Conversa Telegram x Hacker Planilha Odebrecht São os grupos de inteligência A operação lava-jato começou com o vazamento da planilha Odebrecht ao quebrar o sigilo do programa Drousys. E como resposta, o...

Como as Democracias Morrem: Captura de Árbitros

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Por: Júlio César Anjos A maior regra de ouro da democracia, talvez, seja a busca pelo equilíbrio de forças, pois, a obviedade diz que a concentração de poder acaba com a soberania popular. Deste modo, a extrema-direita, embora ainda sem o legislativo, conseguiu tomar de assalto até a cadeira presidencial com o apoio de militares, da operação lava-jato, empresários em conluio com o Estado, todos estes que não mediram esforços para alçar um miliciano corrupto no topo político. Não obstante, para a direita tomar o poder de vez terá que fazer a maior e melhor jogada política que se conhece: a captura de árbitros. Deste modo, ao controlar tudo, quando forças contrárias e o povão reclamarem de hostilidades, não haverá a quem recorrer. É salutar, porém, lembrar-se da frase de efeito que este blog sempre diz: “Não dê mais poder pra quem já tem”. Enfim, a tal da “lava-toga”, é, na verdade, o fim da democracia porque a ditadura é o resultante do desiquilíbrio de forças atuantes na política ...

Esquizofrenia Paranoide Política

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Por: Júlio César Anjos O sujeito esquizofrênico é aquele ser que não dissocia a realidade e a ficção, em que tal situação pode gerar personagens, cenários, contextos e até mesmo manipulações inexistentes. Tais elementos são traços de quem pode sofrer de psicose.  Há vários grupos de esquizofrenia, mas a mais famigerada é a paranoide – a doença do Brilhante John Nash. Na política, sempre quando soa o extremismo, as alucinações, os delírios, os discursos desorganizados e os sintomas negativos afloram à consciência do pensador invasivo. Tais condições desnudam a Esquizofrenia Paranoide Politica. Se o pensador é mesmo doente mental ou cria situações para se beneficiar da esfera inebriante, aí é outra questão. O fato é que existe, sim, muita paranoia na política, a começar pelos grupos radicais políticos – tanto da esquerda quanto da direita. O agente extremista político fica enclausurado no mundo imaginário, a redoma dos pares, criando uma perspectiva pela própria narrativa e ...