Postagens

Mostrando postagens com o rótulo expressão

Libertinagem: Liberdade com a Data de Validade Vencida

Imagem
  Por: Júlio César Anjos   A data era 29 de Setembro de 2017, quase um ano para a eleição de outubro de 2018. Os institutos liberais – Livres, MBL, Instituto Millenium - viraram fiscais de museu. A direita como um todo, fiscal da arte. O fiscalismo, naquele momento, justificava-se porque um museu resolveu fazer uma performance artística em que um homem pelado interagia com uma criança em ato teatral. Atentado ao pudor!, Pedofilia!, marxismo cultural degenerando a Infância!, bradavam os conservadores, na época, ao entenderem que a liberdade tinha limite. Hoje, parece que a liberdade não precisa ter limites para a direita em geral. Defendem bandidos pelo apelo da liberdade de expressão. O que mudou? Bem, o poder modifica as pessoas de forma visceral. Este que vos escreve defendeu o limite da liberdade diante a alegação de que a arte não pode tudo. Afinal, caso pudesse, bastava fazer uma apresentação de teatro matando uma pessoa no palco que o assassinato seria somente uma ...

Extrema-Direita na Democracia Ocidental: Ingovernabilidade e Desestabilização

Imagem
Por: Júlio César Anjos Os países ocidentais – diante das pluralidades gerais – possuem a liberdade para mudanças eleitorais pelo sufrágio universal, em que se embasa a democracia – liberdade para dizer e auferir o que pensa -, sem restrição inicial. Ou seja, a democracia ocidental tem a liberdade de expressão como clausula primordial. Mas, infelizmente, é justamente neste ambiente que o extremismo tem voz. E, ao invés de combater-se o extremismo da esquerda que, até outrora era pujante, nestes novos tempos, tais nações “dobraram a meta”, ao deixarem a extrema-direita também proliferar. O que antes era apenas um problema de radicalização, agora, tornou-se dois. É por isso que, neste momento histórico, a extrema-direita na democracia Ocidental traz ingovernabilidade e desestabilização. A extrema-direita aprendeu com a extrema-esquerda técnica de Saul Alinsky. Se antes a esquerda sabia que era preciso sabotar um governo no poder com ações de rua, a direita descobriu a mesma coisa...

As Três Camadas de Censura

Imagem
Por: Júlio César Anjos Só há duas formas de estabelecer uma lei: 1) A Norma faz a Regra; 2) A Regra faz a Norma. No primeiro caso, aquilo que já está normatizado na sociedade só é formalizado, tornando-se legal. Já na segunda questão, a burocracia legisla algo para modificar a normatividade de tal sociedade, forçando, pelo aspecto legal, a sua mudança comportamental. Dito isto, em países democráticos liberais, geralmente a norma se materializa em regra, com o inverso sendo exceção, pois a lei imposta tem que “pegar”, por isso que no Brasil algumas pessoas indagam se tal lei impositiva “vai pegar”, pois está querendo regrar algo que não é normativo ao país como um todo. E é nesse último caso que as ditaduras fazem o que é chamado de três camadas de censura, que é um mal terrível para a sociedade conduzir. Antes de tudo, abram-se parênteses. Com a observância das duas alternativas de se estabelecer uma lei, seguem exemplos. O da norma que faz regra: O Home Office que foi aprovad...

Que não se Cometa Injustiça

Imagem
Por: Júlio César Anjos Com a felicidade momentânea de vitória pós-impeachment, segmentos de várias bandeiras, que estavam pragmaticamente “unidas” pelo bem maior, a demover o PT do poder, resolveram se soltar, pois acham que já podem pautar seus pensamentos porque a meta já fora atingida. Mal sabem que o inimigo é maroto e que poderá voltar ao poder. Mas divaga-se, por enquanto, sobre isso. E nesse afrouxamento causado por novas ações motivadas por mudanças de “inimigos”, Reinaldo Azevedo E Olavo de Carvalho começaram a se “beijar”. Porém, diante o quiproquó, que não se cometa injustiça: Olavo “tem razão”; e a razão de Reinaldo foi revidar. Olavo de Carvalho tem razão. Mas razão de quê? De ter mostrado o plano perverso de tomada total do poder do PT, em uma estratégia global, chamado Foro de São Paulo. Se a construção desse aparelhamento é só um site da internet ou um projeto em execução não se sabe. Todavia, há elementos para gerar dúvidas; por isso que cabe investigação. O i...

Entre Ninjas e Samurais

Imagem
Por: Júlio César Anjos Recentemente, houve um quiproquó das forças antagonistas petralhas que exteriorizou desde a política de centro esquerda moderada até a extrema direita radical. Mas, por que brigam? Porque fracassam. E por que fracassam? Porque brigam. Ou: Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? Não importa. O que importa é que talvez não dê para parar de “fracassar”, afinal, as derrotas podem eclodir não pelo erro contínuo, mas porque o adversário é simplesmente “melhor”. Mas dá para parar de brigar. E dentre as querelas pontuais, o que mais intrigou foi a direita “ofender” alguns players da esquerda de ser perfil "fake". Diante de tal ardil, ficou clara, por obviedade, a existência de Ninjas e Samurais na política em geral. O exemplo claro em questão ficou por conta do administrador do canal Ceticismo Político atacado por ser oculto. O Luciano Ayan é perfil fake? Ok, e daí? O PT utiliza-se de “blogueiros sujos” anônimos que p...

Vermelho

Imagem
Por: Júlio César Anjos O batom na boca, o vestido da moça, a unha chamando atenção. Ou a gravata no pescoço, o bóton na lapela do moço, o carro esportivo de ocasião. Não importa o adorno, o enfeite, o vermelho tem o seu glamour. Mas o pigmento da cólera também deflagra semiótica perversa, diante de circunstâncias de sinalização. A cor vermelha significa ação. O vermelho, em diversas culturas significam diferentes formas de comunicação. São eles: Para o indiano (roupa Sári) significa prosperidade; Para as cortesãs do período Edo é erotismo; Para os Manchurianos expressa o sol (assim como a bandeira do Japão); Assim como o rubro da flâmula da França significa fraternidade.  Portanto, em várias culturas, vermelho tem acepção. A cor rubra também é sinal de aviso, especialmente na natureza. Uma fruta muito viva em coloração pode ser venenosa. A mesma coisa acontece com um sapo bem encarnado, além, é claro, de uma cobra vermelha, indicando ser peçonhenta. Esses animais ao ...

Pinhão bom a gente colhe do chão

Imagem
Por: Júlio César Anjos Dos arvoredos que possuem comestíveis – seja o caule, as folhas, frutos ou sementes, o que causa muita intriga é a araucária, com a pinha cheia de pinhão. A pinha não é fruto e o pinhão é a semente – que também não é fruto porque não tem uma semente envolvida em uma “carne” (polpa) e também a “carne” não está envolvida por uma casca. Portanto, pinhão não é fruto. Mas é comestível e gostoso ao paladar de alguns, ao menos. Deixando o critério técnico de lado, o legal a saber é que pinhão bom a gente colhe do chão. Enquanto a pinha está na árvore, o pinhão não teve ainda o processo de maturação para o paladar de consumo humano.  A natureza faz o próprio caminho e cria o objeto de consumo por si só. A arvore cresce, a pinha “floresce”, o pinhão matura até o talo não agüentar sustentar a pinha ao galho, fazendo a pinha pesada cair e espalhar toda o pinhão ao chão. E, após isso, está pronto para a colheita e ser cozido em uma panela de pressão. Por i...