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Política Brasileira: Caminho Fácil e Fórmula Mágica

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Por: Júlio César Anjos Este texto não tem como objetivo ser pessimista, somente ser realista; o artigo possui observações de situações nacionais que demonstram o Brasil real. É por isso que a realidade obriga a colocar a bola no chão para refletir e repensar sobre decisões. Porque a fantasia esperançosa da democracia faz o povo acreditar em devaneios diversos, tão oníricos que parece algo até pueril.   É preciso entender que na política não há caminho fácil nem fórmula mágica, a fábula do “mito” é inexistente, por isso que este que vos escreve cita: “não iremos mais longe do que somos: brasileiros”. É óbvio que o brasileiro pode sonhar. Desde que sonhe em cima de lógicas realizáveis. Achar que o simples ato de votar e eleger um “mito” mudará tudo é algo que beira o ingênuo [e também ao ridículo]. Porque o Brasil não vai além das suas limitações históricas que já cimentam alguns padrões que determinam o que se pode esperar do seu futuro. Por isso que o brasileiro deve sonha...

Montesquieu Horrorizado: 3º Impeachment; Justiça na Caixinha; Parlamentarismo

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Por: Júlio César Anjos Como todo mundo está careca de saber, a tripartição de poder - forma de organização do Estado implantada na maioria dos regimes democráticos do mundo - foi criado por Montesquieu como um instrumento inibitivo de elevação de tirania. Mas, se teoricamente há uma divisão igual entre poderes, o fato é que o poder terá que estar estacionado em uma das três alas para fazer governabilidade. E é por isso que, embora esta organização social seja eficiente, tal condição torna o sistema penso, pois, indubitavelmente a força irá galgar para algum lugar. Diante desta constatação, o Brasil está anacrônico, com o presidencialismo desgastado, o legislativo sem moral e o judiciário viciado. É tempo de mudar.      Como é sabido que a separação de poderes se dá em três partes, então o alojamento do poder poderá estacionar no legislativo ou no Executivo ou no Judiciário. Para critério de explicação: no Executivo é chamado de Presidencialismo; no Legislati...

Programa de Governo, Cadê?

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Por: Júlio César Anjos Todo político que deseja concorrer a uma eleição executiva, seja ela municipal, estadual, ou federal, deve ter um conjunto de propostas para os eleitores, o que é chamado de “programa de governo”. É notório saber também que, desde sindico de prédio até executivo de multinacional, qualquer pessoa que queira exercer função de tomada de decisão deve ter algum plano escrito num esboço, que é a proposta pensada por este ente, carta de intenção transpassada num papel – e realizada, caso esteja apto a começar a realizar e executar os seus ideais. Então, criar este documento é fundamental em se tratando de executivo [quanto mais o político que almeja a faixa presidencial]. Por este modo, as eleições já batem à porta das campanhas eleitorais, fazendo, assim, a cobrança natural para os presidenciáveis mostrarem as suas propostas de governo, tornando-se a corrida eleitoral algo transparente ao eleitorado. Mas, antes de continuar ao raciocínio da documentação formal...

Impeachment: Explicação sobre a Mudança de Opinião

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Por: Júlio César Anjos Eu era favorável ao impeachment até a segunda grande manifestação ocorrida neste ano de 2015 – a primeira, em 15 de março e a segunda, em 12 de Abril. Na primeira ocasião, tudo parecia convergir realmente na destituição da presidente. Mas, infelizmente, houve uma blindagem geral para tartamudear o avanço do pedido popular; em que no segundo protesto popular, um pouco mais esvaziado, tal ambiguidade provocou desconfiança geral.  Brasil, hoje, claudica triste, em meio a dúvidas no ar. Mas a pá de cal para eu ter mudado de ideia foi algo até menos expressivo, mas que gerou a resposta que estava esperando: desse jeito, o Impeachment não sairá. Uma das coisas que me incomodaram, profundamente, foi a questão do Movimento Brasil Livre (MBL) fazer peregrinação. Aquela estratégia jogou um banho de água fria aos entusiastas, não só no sentido de fracassar no propósito, mas, após não obter êxito, escolher a oposição a quem culpar. Isso gerou mal-estar e ruptura...