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A Luta Escrava

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Por: Júlio César Anjos Nassau viu a capoeira e logo pensou: “É o UFC da Senzala!”. Mas o capataz logo interveio e disse que não se passava de um Telequete dos palmares. Sim, não se enganem achando que os senhorios não sabiam da existência da capoeira como diversão, pois nada se passava do grande sistema de monitoramento – o primeiro Google da sociedade -, os olhos dos capatazes pagos para serem espiões, mais o suborno de alguns escravos para falar o que acontecia de fato na senzala. É muito bom regozijar-se pelo lírico da estória que o escravo dançava em fingimento de uma luta, que foi libertado pela benevolência dos homens e que tudo é lindo e perfeito. A graça de ver o mundo todo bonitinho, e com as mudanças progressistas, torna a ignorância algo intrínseco no subconsciente das pessoas. O escravo nada mais era que um produto, a máquina que tudo fazia no sistema arcaico da época. Como um produto, tinha desgaste, custo de manutenção (comida, roupa, abrigo), avarias ocasio...