É malévola. Mas poderia ser Rousseau
Por: Júlio César Anjos Caso alguém não tenha assistido ao filme, e não queira saber sobre os “spoilers” remetidos ao texto, favor descartar a leitura do artigo. Mas se a pessoa não se importar com as revelações ofertadas, pois está mais preocupada com o aspecto “inteligível” do contexto, é contumaz que aprecie a leitura de ocasião. Àqueles que compreendem Rousseau e também assistiram o entretenimento, a resenha será mais compreensível que nos dois casos citados anteriormente. Dada à informação, que se esclareça o real teor do filme de Rousseau, travestido em animação. A grande película de animação da Disney, Malévola, estrelada por Angelina Jolie, é muito mais que efeitos espaciais exuberantes e o fascínio pelo inanimado. No filme alternativo da Bela Adormecida, em que a malvada é a Heroína (?) da trama, o conto reflete muito mais que modulações pueris, de relato infantil. A abordagem iconoclasta faz o assistente perceber a quebra de paradigma da estória, em que o beijo d...