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Lava-Jato e a Humilhação: Zé Processo

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Por: Júlio César Anjos   Lava-jato e a Humilhação É a primeira vez desde que a lava-jato começou a atacar tucanos que este que vos escreve sente-se humilhado pela operação. Então quer dizer que a operação condena colaboradores do Richa e nada de aparecer com preponderância a informação na primeira página da Gazeta do Povo, em que, num passado não muito distante, a manchete ficava até mesmo uma semana a fio na parte direita do jornal eletrônico, porque era uma notícia importante? Ou então no caderno de politica do Estadão? Ou, ainda, no caderno de economia [sim, economia] da Folha? O’ Antagonista não conta, são lacaios da direita. Isso é triste. Não aparecer tucano tomando todo o espaço do jornal faz parecer que o PSDB perdeu a relevância. Chega a dar até depressão. [sqn] Deixando a ironia de lado, é preciso saber a diferença entre o que é notícia e o que não é. Diz-se que quando um cão morde um homem, não é notícia. Mas quando um homem morde um cão, aí é not...

Novos Tempos: A Aurora da Justiça

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Por: Júlio César Anjos O site The Intercept - diante interceptações de conversas envolvendo o juiz Sergio Moro e a operação lava-jato - parece querer turvar a visão do público brasileiro com um roteiro batido de que o fim não justifica o meio. A lógica é simples: Lula foi preso; mas a operação teve abuso; logo, Lula pode até ser inocentado. Com essa regra de concepção, até o grande Reinaldo Azevedo, inebriado pela vingança contra a operação, diz que se deve anular o julgamento do ex-presidente petista. Porém, o problema é que o roteiro verdadeiro é outro. A operação lava-jato não é um “meio” para chegar a um fim, é o início da gênese de novos tempos: a Aurora da justiça que está por vir. A operação lava-jato poderia ser um meio para pegar o Lula se, e somente se, a justiça anteriormente à força-tarefa já fizesse o seu trabalho e prendesse os políticos corruptos como algo rotineiro e normal. Sempre houve uma perseguiçãozinha aqui e acolá contra os criminosos do colarinho branc...

Politizado

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Por: Júlio César Anjos O Brasil mostrou, novamente, ser um país político. A demonstração se deu através da  mega-manifestação  pedindo o impeachment da Dilma, no dia 15 de março de 2015, com a insatisfação geral como a bandeira de junção. Diante das circunstâncias, é sabido que o brasileiro é um ser politizado. Hoje, até o considerado “apolítico” compreende que tal significado da palavra remete ao abandono do empenho – e da vigilância – da coisa pública, não podendo fugir do “contrato social”, a manta da organização do comum invisível. Ou seja, faz parte de uma manta de administração governamental.  Porém, ainda assim, há diversas variações de politizados, que, mesmo sendo seres que ajudam a melhorar o país, se embaralham nas diversidades das medidas sociais. Há três variações, a saber, sobre as diferenças dos cidadãos aguçados pela coisa pública hoje em dia: Os que são/estão engajados no processo eleitoral; Os envolvidos/comprometidos diante de campanha e...

O Velocímetro Político

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Por: Júlio César Anjos O que acontece se um veículo em movimento frear bruscamente?  Dependendo da força do freio, poderá acontecer um grande acidente. Porque faria o efeito de âncora, que arremessaria o carro ao capotar. E, também, é possível acelerar mesmo com o tempo estacionário? Impossível, pois, um carro, para chegar de zero até centenas de quilômetros por hora, tal veículo tem que ter um espaço tempo satisfatório para chegar à velocidade máxima. O carro mais veloz do mundo chega ao máximo do velocímetro em alguns segundos, pelo menos. Tanto para acelerar quanto para brecar, há a necessidade de tolerância. Ir do mínimo para o máximo ou do máximo para o mínimo de forma radical pode causar desastre. A mesma coisa acontece na política, ao mudar da esquerda para a direita (ou vice versa). Após 12 anos de PT, a esquerda está acelerando o processo do socialismo no Brasil. E as bandeiras radicais pisam no acelerador sem pudor, a fim de colar o ponteiro do velocímetro ao máx...

Zé Processo

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Por: Júlio César Anjos A alcunha do sujeito era Zé Processo. A Criatura caricata parecia um humanoide, com o perfil singular e trejeito único. Zangado, o moço não levava desaforo pra casa, levava para o foro, ou um fórum mais próximo. Era brigão e falastrão, mas só se pronunciava no momento certo. A reputação do litigante foi lapidada pelo bom desempenho em execução, sujeito manhoso, fazia até tinhoso rezar para São João. Qualquer movimentação fora do prumo, de cidadão opositor, Zé Processo não deixava o caso barato, gastava o que pudesse às custas, para viver a custa do agressor ou do próprio Estado. Ofendeu? Calúnia e difamação no aparato. Agrediu? Processo Civil e Criminal no ofensor. Fez qualquer coisa fora do contexto? Havia na letra fria da lei a amparar de qualquer delito cometido ou refeito. Se tiver uma pendenga com o Zé, não tem jeito, se encontrará em um tribunal aleatório. A primeira questão o sujeito não esquece, parece que foi sobre divergências com o troco...

A Experiência

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Por: Júlio César Anjos O governo de um país emergente resolve fazer um teste para analisar o comportamento da sociedade inserida na nação. O teste não será divulgado aos cidadãos comuns, somente algumas pessoas da “inteligência” saberão o que está ocorrendo, sigilo absoluto sobre uma experiência ilegal e imoral aos padrões das organizações humanas. O governo utiliza um homem adulto de classe média para fazer parte do estudo audacioso, porém criminoso, que será analisado futuramente. O trabalho está localizado na área comportamental dos indivíduos, a alegação do trabalho é fazer uma coleta de conhecimento para aprimorar os serviços do governo, que até então estão devendo e muito para a sociedade. O homem a ser escolhido nunca infringiu a lei, é uma forma de analisar a cobaia também. O homem adulto, chamado Alex, poderá cometer todos os delitos que quiser, que, mesmo assim, não será preso de forma alguma. Não importa o grau do crime, no final o Alex não será preso de jeito a...