Postagens

Mostrando postagens com o rótulo qualidade

Eutanásia

Imagem
Por: Júlio César Anjos Como falar da morte assistida sem parecer insensível? É um tema realmente complexo, em que qualquer utilização de expressão inadequada pode gerar interpretação errada. Mas a eutanásia tem que ser debatida. Até porque muita gente tem uma percepção errada de tal prática, por ser erroneamente compreendida, pelos cristãos, como um assassinato - no sentido de que só Deus pode tirar uma vida. E é justamente neste sentido que é preciso esclarecer para saber que a lógica não é bem essa que se apresenta. Antes de falar da morte é preciso falar da vida.  A evolução tecnológica está a proporcionar mais avanços para a longevidade de um modo que o homem primitivo jamais conceberia. Remédios, intervenções cirúrgicas, tratamentos e acompanhamentos fazem o ser humano que pode obter acesso pela condição financeira, e com isso possa obter plena qualidade de vida, tenha condições para abreviar a morte, desde que a doença ou o infortúnio não seja irreversível [como cân...

O Time Mais Moralizado do Mundo

Imagem
Por: Júlio César Anjos Havia lá pra longe além-mar uma cidade desconhecida, de um país em que não se sabe onde, que possuía um clube moralizado. Com o lema: moralize já!, este clube orgulhava-se de ser honrado, íntegro, ilibado, que não se corrompia jamais. E, embora disputando campeonatos aos trancos e barrancos, não ganhava título algum também. Mas ao menos existia para contar história. Ou seria estória? Como este país em que não se sabe onde é muito extravagante, os mecanismos de investigação já tinham apurado quase todos os desportos nacionais, faltando apenas um: o futebol. E eis que o dia chega. Autoridades estouram um escândalo de corrupção no futebol que envolve quase todos os participantes desta modalidade, sendo exceção apenas o presidente do clube moralizado e os seus dois jogadores bem ruinzotes. Para resolver esse problema, todos os clubes, com exceção do moralizado, deram somente penas pecuniárias em acordo ao Estado para absolver as agremiações e os atletas;...

Leprevost: Ensaio Sobre 2018 e o Peão da ORCRIM

Imagem
Por: Júlio César Anjos Com a denúncia do dossiê de candidato do PSD publicado no blog e da campanha de Greca (Verdades do Ney), tal conjunto de dados desnudou o passado desta figura pública em questão, pois o presente exige informação para saber quem foi realmente Leprevost. Mas, por incrível que pareça, esta eleição municipal de 2016 impulsiona o futuro que também está em xeque. Ter o poder de uma grande capital, como Curitiba, nas mãos, dá energia extra para que a base política fique forte e se consolide em ajudar a fazer até mesmo, em 2018, Presidente e Governador. E aí que vem o perigo em votar em Leprevost. Tudo isso abarca um ensaio sobre 2018, com o Ney sendo o Peão da ORCRIM. O Curitibano sente o calor insuportável de uma cidade cada vez mais desmatada, pois, há os cortes incessantes de árvores até mesmo sadias, tal ardil cria a sensação térmica de um microclima infernal. E aí, o Curitibano em alusão pensa: “Vou pegar uma praia!”. Afinal, o litoral paranaense fica a 10...

Inflação

Imagem
Por: Júlio César Anjos A inflação, coeteris paribus, é aumento da oferta monetária, fiduciária, no mercado doméstico. É dinheiro impresso sem lastro. É cédula sem valor real em execução. Diante disso, quanto mais o governo jorra moeda na economia, os reajustes dos preços vão se aclimatando, até o ponto de tudo parecer mais caro do que outrora, perdendo o parâmetro de valor entre mercadorias e produtos, por causa do descontrole cambial. O dinheiro novo circula antes na elite, para só depois descer às "castas inferiores". Isso gera desarranjo e as consequências estouram no aumento desordenado dos produtos de primeira necessidade, afetando os menos abastados de um país atormentado pelo problema inflacionário. Mas há outras consequências inflacionárias perante somente o aumento de moeda no mercado. Há também inflação em relação à paridade cambial, e também em relação à oferta e demanda de produtos no mercado. Nas duas situações, o agravo pode ser ocorrido pelo desarranjo...

Obsolescência Programada da Democracia

Imagem
Por: Júlio César Anjos O mercado de produção, geralmente no consumo supérfluo, os produtores, para oxigenar a indústria - para manter o emprego e também a manutenção do mercado -, criou o que se chama Obsolescência Programada, que nada mais é que o produto ficar obsoleto com o tempo, sendo estragado com facilidade em determinado período, a fim de o comprador adquirir um produto mais novo e em funcionamento. A democracia deveria ser a mesma coisa, sem tirar nem por, para manter o fluxo eleitoral saudável. Deveria existir uma espécie de Obsolescência Programada na democracia, em que os políticos “estragariam” conforme o tempo iria passando, a fim de ser descartável ao fim do mandato, sem ter como ser reeleito se estiver “danificado”. Deveria existir um desgaste no político de tal monta que ao fim do mandato a própria figura pública não teria animo nem mesmo a tentar reeleição, pois já saberia de antemão que não ganharia de jeito nenhum. Isso acabaria com o coronelismo, não preci...

Entrevista de Emprego: O Chupim e o João de Barro

Imagem
Por: Júlio César Anjos Para fins de ilustração, em uma agencia de RH, numa cidade qualquer, um grupo de consultoria laboral concede o prazer de entrevistar o João de Barro - a ave mais conhecida por fazer obra estrutural da natureza, e o Chupim – conhecido por sua habilidade flexível. E a pergunta, aos dois, é a de praxe: Por que devo contratá-lo? Uma indagação retórica, pois a pergunta em si nem é tão substancial, o importante mesmo é o conteúdo da conversa sob o ponto de vista de recrutamento e seleção. Eis que a entrevista teve a seguinte conclusão . Detalhamento da entrevista do João de Barro: O primeiro a ser entrevistado é o João de barro. O bichinho começa a explicar que não tem experiência, tudo o que sabe fazer é oriundo de instinto, o que conhece deriva de ir à luta e fazer por conta própria. Em suma: é um empreendedor. O pai não o ensinou a lida e nem mesmo teve um tutor que o fizesse de aprendiz de algum mestre familiar, somente tateou pela lógica do ser, que n...

A Torradeira

Imagem
Por: Júlio César Anjos A sociedade chegou a um nível sem igual, a torradeira virou artigo de status, todas as pessoas passaram a buscar tal eletrodoméstico como objeto de valor maior do que a utilidade, em si, do produto. O equipamento começou a aparecer com designers dos mais variados, para todos os gostos e bolsos, mercado pujante através de uma mercadoria totalmente substituível, o que traça uma bolha no ramo de atividade. Tudo correria normalmente, até que os burocratas resolveram atacar tal seguimento. O governo, vendo o crescimento de consumo em tal concepção, resolveu instituir o que chama de tributo, um imposto chamado ISET (Imposto Sobre Equipamentos Tostadores). Tal medida instigou debates e mais debates Brasil afora, todos convergindo sobre preceitos do Estado. O novo tributo afetou também as linhas de chapas e algumas prensas de cozinha e siderurgia. Os políticos, através de mudanças no código tributário nacional (CTN), resolveram fazer debates sobre o fato ...

Professor

Imagem
Por: Júlio César Anjos O Professor é o profissional que resolve a seguinte equação conceitual: “Tese – Antítese = Síntese (a tese, menos a antítese é igual à síntese)”. Caso o educador não satisfaça a sentença, e, com a fraqueza de entendimento, utilize da tese para fazer a síntese (tese = síntese), então esse orientador não é um professor, é um doutrinador. Poucos professores são mestres, a maioria dos letrados são ditadores - àqueles que lêem para os alunos transcreverem o texto no caderno. Dita somente o que aprenderam de outrem, outro educador raso aos conceitos que divulgou só os preceitos, determinou que um lado conceitual por si só resolvesse-se, sem ter medo de estar errado, absolve o lecionando por pensar igual ao doutrinador, pelo simples ritual da tradição. Como não sabe a base do outro lado, o pelego do ensino reprova teorias, pois só vale o que o profissional da educação forneceu aos alunos. Então não há espaço para outras bases, os estudos são direcionados a um...

O mercado em que tudo compro

Imagem
Por: Júlio César Anjos No mercado em que eu compro, seja guloseimas ou o “rancho”, há algo um tanto quanto cômico, o sistema é anormal, os clientes são poucos consumistas e os trabalhadores são letrados. O local é muito  frequentado   pelas mesmas pessoas, criando um hábito regional, o que fica reluzente é que todos se conhecem, e as vidas são de conhecimento de todos. O grande retângulo da fofoca, a arquitetura da loucura. A maioria dos clientes são os observadores dos produtos, investigadores da falta de dinheiro, ficam somente rodando a gôndola, sem falar a todos que não compram produtos por estarem sem “um cruzeiro”. Mas há certo grupo que compra mercadoria, apesar de gastar tempo com pesquisa, enche o cesto de mão e vai triunfante até o caixa, a fim de registrar a compra do que lhe deseja. Porém, há algo raríssimo, espécimes ameaçados de extinção, os poucos que fazem a compra do mês, colocam tudo no carrinho de supermercado sem dar satisfação, não importa o va...

O Uniforme do Ratinho JR

Por: Júlio César Anjos Assim começa o texto, com uma música martelando na cabeça dos indecisos: “Marcha soldado, cabeça de papel, quem não marchar direito, vai preso pro quartel”. O que são os uniformes se não a unidade do vestir? Pois bem, Ratinho Junior quer vestir crianças do colégio com “uniforme de graça”, a intenção é muito boa (de boa intenção o inferno está cheio, diz o pensador), mas o que fica é a sensação de uma base estrutural oca, como se ao invés de fazer uma parede de concreto, utiliza-se de gesso para maquiar a moradia. Muitas indagações divagam em conceitos, perguntas dos sujeitos, pois o eleitor quer saber mesmo a verdade. Primeiro que “uniforme grátis”, assim como o almoço grátis, não existe. Alguém pagará pelos uniformes, lastreados pelos impostos (tudo que é imposto não é democrático), que: ou serão aumentadas as contribuições (aumento de IPTU e ISS); ou tal recurso tenderá a uma transposição, tirando imposto de uma área para colocar em outra; ou o recu...