Obsolescência Programada da Democracia
Por: Júlio César Anjos
O
mercado de produção, geralmente no consumo supérfluo, os produtores, para
oxigenar a indústria - para manter o emprego e também a manutenção do mercado
-, criou o que se chama Obsolescência Programada, que nada mais é que o produto
ficar obsoleto com o tempo, sendo estragado com facilidade em determinado
período, a fim de o comprador adquirir um produto mais novo e em funcionamento.
A democracia deveria ser a mesma coisa, sem tirar nem por, para manter o fluxo
eleitoral saudável.
Deveria
existir uma espécie de Obsolescência Programada na democracia, em que os
políticos “estragariam” conforme o tempo iria passando, a fim de ser
descartável ao fim do mandato, sem ter como ser reeleito se estiver “danificado”.
Deveria existir um desgaste no político de tal monta que ao fim do mandato a
própria figura pública não teria animo nem mesmo a tentar reeleição, pois já
saberia de antemão que não ganharia de jeito nenhum. Isso acabaria com o
coronelismo, não precisaria proibir reeleição por força de lei, e tornaria a
política como um produto, em que seria rejeitado pelo consumidor por causa da
antiguidade e falta de funcionalidade atual.
Para arrolar a democracia, há a necessidade de
fazer essa troca do velho pelo novo, descartando o obsoleto para o lixo do
ostracismo, ao não dar mais atenção ao político velho, que contem ideias e
funcionalidades atrasadas, estéreis.
A
obsolescência programada tem o valor para a figura pública assim como há
distorções no mercado de automóvel. O carro novo tem valor alto, assim como o
antigo em perfeito estado. A mesma coisa acontece com a figura pública, que
roda um dado momento, fica preservado (sendo cuidado com carinho) até
valorizar-se por ser raro. Esse é o caso do FHC, que hoje é aclamado pelo povo
como estadista, pois foi presidente nos anos 90, preservou a imagem e hoje está
valorizado por ter arrolado a democracia e deixado holofotes de lado. Já o Lula
é igual carro velho utilizado para ser batido no dia-dia, desfigurado,
obsoleto, sem valor por ter grande desgaste, um carro de trabalho utilizado sempre
e sempre.
O
próprio político pode fazer a Obsolescência Programada da Democracia para
preservar a imagem, sendo que, ao sair dos holofotes, após ter feito um bom
trabalho, será lembrado pelo povo, pois a sociedade foi beneficiada pelo
legado. Já o governante coronel ninguém dá bola porque não tem valor, é rodado
mesmo para ser destruído, utilizado até o sumo para depois ser jogado fora,
pois não tem valor de mercado (eleitoral), é somente uma ferramenta para conquistar aquilo
que se deseja.
Mas
também não adianta jogar fora o produto funcional, se não tiver outro no
mercado com qualidade pelo menos igual ou superior. Se o mercado político
estiver ofertando produto de pior qualidade, então manter o produto mesmo
obsoleto em funcionamento é melhor do que o trocar por outro pior e que com
certeza estragará logo. Esse é o caso da política do Estado de São Paulo, que
está no poder a 20 anos (até 2018 estará a 24 anos). Mas não precisa nem dizer
que mesmo com a política em “obsolescência”, ainda é melhor que a porcaria
ofertada aos dias atuais, sendo que tal produto ajuda muito a unidade
federativa ser o maior estado do país, o carro chefe da nação.
Já
o Brasil precisa de troca urgente, uma Obsolescência Programada da Democracia,
pois o produto atual, na esfera federal, que já está há 12 anos com a mesma
marca, só trouxe prejuízo para o consumidor final. Tem que trocar para o
produto novo, Aécio Neves, político novo, por ser zerado, e já ter provado a qualidade
como governante político com boa gestão.
Ficar
com produto estragado não é bom nem para o mercado, nem pra eleição (nação).
Novas
políticas, novos conceitos, só com Aécio Neves Presidente!

Obsolescência Programada da Democracia de Júlio César Anjos está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://efeitoorloff.blogspot.com.br.
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