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PSDB: Reformista ou Oposição? Em Defesa da Democracia!

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Por: Júlio César Anjos O PSDB surgiu alicerçado em valores democráticos. Na assembleia da criação da legenda, Mario Covas delimitou o novo partido como aquele que fará mudanças demandadas pelo povo, porém, bem longe da lógica de “ determinismo histórico ”. E o parlamentar Pimenta da Veiga concretizou que os tucanos seriam um partido reformista em questões econômicas. Ou seja, um partido que moderniza e/ou atualiza o Brasil diante das transições recorrentes, seja por ensejo do próprio país ou empurrado pela modificação do mundo. Todavia, se chegar um momento entre ter que escolher defender reforma ou democracia, o PSDB escolherá: “acima de tudo, a democracia”. E esse momento chegou. O determinismo histórico marxista se define no conceito de que haverá uma revolução proletária diante do capital, com vitória dos trabalhadores, e o máximo que se chegará ao não iniciar uma revolução é postergar o inevitável. Logo, a revolução socialista é um atalho para o destino de entregar “todo ...

Carta aos Viventes de 2061

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Por: Júlio César Anjos Texto inspirado no conto de ficção científica chamada: A última pergunta [The Last Question], de Isaac Asimov. *** Carta aos Viventes de 2061. Ou: A Entropia pode ser revertida? Vocês, aí do futuro, saibam que em 21 de maio de 2061 alguém fará de forma definitiva a última pergunta: a entropia pode ser revertida? E a partir deste momento vocês estarão evoluindo tecnologicamente cada vez mais, até mesmo em direção à vida fora da Terra.  Quem contou isso? O grande Isaac Asimov. Mas desde já se adianta: não, a entropia não pode ser revertida. Assim como não se pode voltar o cigarro após ser queimado a partir das cinzas, também não há volta sobre o que aconteceu no passado. As cinzas destroem o que é material, embora o que fica registrado na história não se consome jamais. Foi desta maneira que Rafael Cardoso¹, grande escritor da área do design, mostrou que o saudosismo amparado pelo “pregressismo” [aquilo que é pregresso] tem também ...

Eleição 2018: Cada ente político carrega o seu fardo histórico

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Por: Júlio César Anjos     Esta eleição de 2018, mesmo com uma quantidade absurda de pré-candidatos, terá em seu fim o afunilamento dos três nomes mais importantes, cada qual no seu posicionamento do espectro político, que serão: Ciro Gomes, pela esquerda; Geraldo Alckmin pelo centro; e Bolsonaro pela direita. E, sendo assim, cada qual terá que conduzir o legado de um pretérito materializado, em que o político enviesado será cobrado pelo seu passado ideológico em questão. Ou seja, neste pleito em questão, cada ente politico carrega o seu fardo histórico. Dos três candidatos citados no parágrafo anterior, o mais “status quo” é o Ciro Gomes. Embora tente sustentar em campanha que seja um candidato diferente, é o representante da esquerda recente e remanescente da vertente socialista, em que, nesta eleição, propõe como solução retomar as práticas de Dilma, o modelo do bolivarianismo que naufragou. Ou seja, Ciro Gomes propõe, para encerrar a crise provocada pela Dilma,...

Vereadora do PSOL: Fato Histórico x Fato Social

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Por: Júlio César Anjos Muita gente está a comparar a morte da vereadora do PSOL, Marielle Franco, do Rio de Janeiro, com pessoas comuns que morrem no dia-a-dia e até mesmo com prefeitos em momentos anteriores que foram executados de forma não convencional. Essa comparação está errada porque não atende a premissa do fato histórico, que deve ser singular, de repercussão e que tenha impacto social de maneira geral. Todo o contexto de data e local vivido naquele momento está em jogo para definir se algo é escandaloso ao ponto de virar fato histórico ou somente algo que determine um problema de fato social. Dependendo do tamanho da turbulência em dada região, estes vários outros acontecimentos determinam o tamanho do escândalo que causa comoção até mesmo de maneira total, por meio de autodefesa popular de psicologia de massa. Nada é por acaso nada é em vão. Antes de tudo, que se defina o que é fato histórico x fato social. Segundo Osvaldo de Souza, do livro História Geral [pág., 5]...

Os Dias são/estão Assim

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Por: Júlio César Anjos Com a nova supersérie da Rede Globo que remonta os acontecimentos na época da ditadura de regime militar, o que consta é uma dúvida na discussão politica: “Os dias eram assim” ou “os dias não eram assim”? Algumas situações da história nem o revisionismo são capazes de mudar. Mas o mais interessante neste entrevero todo é que as digressões do debate estão a desnudar as ferramentas que a extrema-direita está utilizando, no “info wars” (guerra de informação), como o uso da engenharia reversa , para criar uma “ falsa memória ”, com o intuito de estabelecer a pós-verdade sobre os acontecimentos na ditadura militar. Porque, na era da comunicação de massa, os dias são/estão assim. Primeiro, a engenharia reversa. A engenharia reversa é o ato de desmontar um mecanismo e remontá-lo sem o uso de instruções de montagem. Tal técnica serve para ver o funcionamento do objeto de maneira intuitiva. Então, faz-se a sua desconstrução para depois reconstruí-lo. Lembrando q...

Polícia e a Mudança Social

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Por: Júlio César Anjos A profissão mais ingrata do século XXI é certamente a do policial. Sendo estrangulado – no sentido figurado - diariamente pela mídia, que manipula toda a sociedade a ir contra os defensores do povo, hoje ser um regimentar da segurança é algo a ser louvado por todos que enxergam a importância institucional desta corporação para o povo em geral. Mas, diante das mentiras contumazes da imprensa, por que ainda perpetua-se no inconsciente coletivo do brasileiro a questão do policial ser o vilão da história? Porque a maioria dos cidadãos não percebeu que os tempos mudaram, não distinguindo a quebra de paradigma histórico, a modificação cultural tradicional em curso desde o estabelecimento da “democracia” até os dias atuais.    Para analisar o texto, há de viajar no tempo. Desde a época do coronelismo até o fim do regime militar, o policial era uma caricatura excêntrica da força mandatária do poder. Geralmente o profissional dessa natureza era um leão d...

Potencial construtivo ou corrupção em Potencial?

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Por: Júlio César Anjos O administrador público deve conduzir a cidade da melhor forma possível, e para isso utiliza-se de receitas para gerar despesas, ocasionadas pelo melhoramento da cidade.  Para obter receitas, a cidade possui tributos (impostos, taxas, e contribuições), além de títulos a serem lançados para arrecadação de fundos. O potencial construtivo é uma ferramenta próxima à emissão de títulos, é um instrumento gerado da quebra de uma regra a cumprir, a fim de reparar tal quebra por uma benfeitoria em outra situação. O sistema do potencial construtivo é simples: a prefeitura emite títulos na CVM, a fim de arrecadar fundos, pega tais valores, e repassa para algum órgão beneficiado, visando o melhoramento de obra de interesse público. A prefeitura de Curitiba, a saber, utiliza deste sistema e releva a exigência legal do cumprimento de regras para construir, podendo a construtora construir a níveis mais elevados de metragem do que poderia pela lei, em troca...