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Açar

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Por: Júlio César Anjos Havia nos primórdios da civilização uma região chamada Saçar. E nesta localidade, como tantas outras conhecidas ao estudar antropologias ancestrais, também havia  duas civilizações conflitantes que, de tempo em tempo, entravam em tensão. Como sabido, estas duas sociedades eram segregacionistas, sendo que um povoado não podia se misturar com outro. A divisa se dava entre as margens do rio. Do lado direito, ficava a tribo Ocnarb; do lado esquerdo, o povo Orgen. E diante, circunstâncias, o rio não era de ninguém. Como o rio não era de ninguém, o rio era de todo mundo. Porque todos os viventes da localidade, tanto do povo da esquerda quanto da direita das margens do leito, tinham que se banhar e lavar suas indumentárias no córrego, além de fazer atividade de lazer ao se banhar e brincar com a corredeira. Deste modo, o rio era o lugar, inevitável, de encontro entre as duas civilizações que se odiavam sem parar. Mas o rio que dá vida é o mesmo que oferece ...

Guerra Fria: O Mundo de 1964 e O Mundo de 2020

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Por: Júlio César Anjos Deu n’O Antagonista a seguinte manchete: “uma nova guerra fria em meio à pandemia”. A chamada destaca a observação da organização sem fins lucrativos Asia Society, cujo relatório mostra que os ânimos de China e dos EUA estão cada vez mais acalorados neste momento de crise de saúde mundial. Sabendo dessas articulações no tabuleiro global, o Brasil certamente tem que se posicionar. Deste modo, há de observar que se houver uma nova guerra fria de fato, o Brasil não deve se alinhar automaticamente a nenhuma das duas nações pelo motivo óbvio de que o mundo atual de 2020 não é o mesmo do passado, aquele do fatídico 1964. É preciso raciocinar sobre isso. Ciro Gomes – ele, sempre ele, o mentor da econometria embusteira! – afirma em seu bordão que o país cresceu maravilhosamente entre os intervalos de década de 1930 até 1980. Diante tal contundência do pedetista, é verdade essa afirmação? Mais ou menos. Primeiro que a elite nacional sempre fez keynisianismo infla...

Nacionalismo Tribal? Nem Pensar!

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Por: Júlio César Anjos A pandemia do Conavirus está a gerar uma crise econômica maior do que as vistas no período de 29, tempos de guerras e em momentos de tensões da guerra fria. Em miúdos, este vírus está a gerar a pior recessão da era contemporânea. Como a única forma de mitigar esta doença se dá pelo isolamento social, essa ação pode causar impacto no capitalismo e o seu sistema global, o que indica, caso o vírus não suma espontaneamente ou não se encontre uma vacina, em até uma mudança do modo de vida do mundo de forma total. E com isso, seria necessário aplicar o nacionalismo tribal: fechamento total de fronteiras para impedir livre circulação de pessoas e, também, de mercadorias. Essa nova configuração social mundial seria algo bom ou ruim para o Brasil? Seria péssimo. Há de embasar sobre isso.  Primeiro, que num nacionalismo tribal, de fechamento total das nações sob a égide dos próprios interesses dos seus países, o primeiro país a sumir do mapa seria a Suíça. ...

O Colapso do Brasil

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Por: Júlio César Anjos Um país que vota em pseudomitos como Lula e Bolsonaro, que faz um herói a cada semana [o da vez é o Mandetta (pode ser também Huck ou Ciro Gomes a depender do dia)], em que seu povo é considerado um dos mais excêntricos do mundo, o colapso desta nação é salutar e a sua evolução é, infelizmente, a sua degradação. O Brasil, embora não tenha nem chegado perto de ser império, tem ao menos algumas causas de decadência de reinos que foram até mesmo extintos por tais fatores que serão citados a seguir [e já existiam antes mesmo da pandemia aparecer por aqui]. Segue: Crise econômica sem fim que gera exaustão de recursos do Estado. O Estado, diante vários problemas criados pela própria classe política, seja o atual governo Bolsonaro ou do passado gerado pelo PT, é incapaz de ser o dínamo que energizará e criará força para que a economia volte a prosperar. A polarização política extremista é a catalisadora do caos. Depravação de cultura que gera corrupçã...

Notícia: Comparativo entre a Segunda Guerra e o Coronavírus

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Por: Júlio César Anjos O espectador, na era digital, vê qualquer evento mundial em tempo real. Já o mundo que se findou, ao ser sepultado nos livros de história, via os acontecimentos globais de forma imaginativa e com certo atraso. Mas os dois mundos, tanto o do passado quanto do presente, possuem as três itens de comunicações: 1) Contrainformação, que é um conjunto de recursos que visam a neutralizar os serviços de desinformação do inimigo, 2) Informação, a notícia detalhada e específica; 3) desinformação, que são informações inverídicas com fundo de verdade vindas dos inimigos. Deste modo, que se faça um comparativo entre o evento analógico imaginativo da Segunda guerra mundial com o evento digital real do Coronavírus. Acontecimento imaginativo na Era Analógica da Segunda Guerra Mundial: Veja por exemplo a segunda guerra mundial. Naquela época, o sujeito só podia se informar sobre o conflito pelo rádio, pelos jornais impressos oficiais e pelos semanários alte...

Um Orçamento para o Fascismo

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Por: Júlio César Anjos Paulo Guedes já disse que irá salvar a indústria brasileira apesar dos industriários. E vive frequentando a FIESP [federação das indústrias], cujo local tem um pato amarelo como Deus. O presidente da FIESP é Paulo Skaf, que não é um empresário de indústria, está mais para rentista e comerciante de galpões. Paulo Skaf será presidente do Aliança pelo Brasil de São Paulo, quando o partido estiver regularizado. Aliança pelo Brasil, partido este de propriedade do Bolsonaro, cujo é um político muito alinhado com militares. Militar como o Deputado Estadual Castello Branco [que não é fascista, é neoliberal, mas confessou os planos de negociações pela mídia], em que, em um debate num canal local de São Paulo [COM Brasil], disse que Brasil e EUA estão a fazer um acordo multibilionário de negociação militar. E negócio, como sabido, é de duplo sentido: compra e venda. No campo da venda, em que o Brasil pode abrir investimento via BNDES para o empresário ...

2ª Guerra Mundial: Stalin Planejou a Ascensão do Nazismo?

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Por: Júlio César Anjos Depois do episódio de estética nazista composta pelo vídeo criado por Roberto Alvim [já demitido pelo governo Bolsonaro], na qual a atitude gerou uma crítica quase que unanime no país inteiro - e que propiciou repercussão mundial -, a direita reacionária brasileira tenta agora conter danos ao supor que o Nazismo é de esquerda porque Hitler foi marionete de Stalin. Diante o caso exposto, isso é verdade? Há de analisar sobre.   O argumento do Olavo de Carvalho de que Stalin planejou a ascensão do nazismo só é validado caso todo mundo concorde que a URSS foi a maior potência bélica e estratégica na segunda guerra mundial. Nesta composição, é tragável entender que realmente Stalin usou o tabuleiro geopolítico para tentar destruir a Europa e, com isso, ter o domínio da Eurásia após derrubar Hitler. E a menos que Stalin fosse extremamente burro, o líder soviético não iria alimentar Hitler, caso considerasse o líder alemão forte, sendo que o nazista no fu...