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Lei dos Migrantes - Números Arábicos

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Por: Júlio César Anjos Com a discussão da lei da migração em voga, a extrema-direita está a afirmar que a lei de migração significa privilégio para migrar somente árabes; árabes muçulmanos; árabes muçulmanos terroristas; árabes muçulmanos terroristas da sharia. Oh, meu Deus! A lei da migração = árabes muçulmanos terroristas da sharia [Corram para as colinas]. Isso, lógico, não passa de gritaria sem sentido. Seu xenófobo extremista. Eu não sei se esse povo da extrema-direita é doente mesmo ou são só malandros que querem ganhar algum naco político ao polemizar isso, mas o fato é que eu não estou inventando nada, a narrativa surreal contra a lei da migração é justamente essa. Segundo os extremistas, nenhuma etnia virá para o Brasil, pois eles afirmam categoricamente que somente os árabes muçulmanos terroristas da sharia é que virão pra cá. Somente eles e ponto final. Ai, ai, ai, se contestar. Mas o interessante é que o maior receio do brasileiro em geral está na mudança cultu...

Bunker do Saber

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Por: Júlio César Anjos Desde a antiguidade até os dias atuais, a forma como o saber é repassado sempre fora modificado devido aos avanços sociais. Entre mudanças radicais, a tecnologia sempre desafiou o monopólio do conhecimento, saindo vitoriosa em todas as metamorfoses graduais históricas. E, das transformações gerais, a mutação se fez não somente pela forma como também pelo conteúdo de aprendizado. Ou seja, não se escolhe, hoje, somente aquilo que há de diferente, entre instituições de ensino, pela arquitetura física, mas também pelo o que se quer ser estudado. Por isso que o “bunker do saber” das universidades - estaduais e federais - está a cada dia sendo depreciado, destruído conforme se modifica os novos aprimoramentos e todo seu desenvolvimento do ensinar. A perda institucional é inexoravelmente voraz. Diante disso, fazendo uma varredura histórica, pelo prisma do docente, desde os anciões cínicos gerando informação num hieróglifo em parede de caverna; passando pela mud...

Apenas um toque

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Por: Júlio César Anjos Um professor resolveu fazer um teste dentre os alunos da turma em que leciona. Utilizou-se de métodos para explicar sobre os conhecimentos, através de dinâmica em grupo. A avaliação seria um argumento para o resultado de raciocínio lógico, pois quem conseguisse revelar a atividade poderia ser considerado acima da média. Iniciou, enfim, a demonstração. O professor, ao dar aula à noite, pegou uma caixa cheia de bolinhas brancas e colocou em cima da mesa. Pediu para que 5 voluntários se manifestassem com o teste, para que a desafio pudesse ser iniciado. Separou 5 bolinhas e pintou-as, com pincel, com um material incolor e sem cheiro (nem mesmo pigmento para revelá-las), 5 (cinco) bolinhas dentre as tantas que estavam na caixa. E lançou o desafio: O desafio era simples, bastava achar de 1 bolinha a 5, não importa, dentro das 5 escolhidas (pinceladas), somente com o toque de um dedo. O professor virou a caixa e todas as bolinhas ficaram espalhadas...

Da inatividade até a ida

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Por: Júlio César Anjos Nenhum movimento, nem som, e muito menos essência. O conceito está inativo, sem ação ou reação, não se propaga nada, apenas não se tem existência. Tudo muda quando o status quo é quebrado, o paradigma deixa de ser regra, inexplicavelmente muda, pois alguma coisa o empurrou, tornando inatividade em natividade. Nasce então à concepção, germinar a terra (parábola da religião), ou empurrar o carro (parábola da física), não importa, o que fica claro é a ação. Gestão vem da gestação, é preciso gerenciar uma empresa assim como um feto que está para nascer, deve haver a praxe: do zelo, do carinho, do esforço de conhecimento e suor, para estabelecer um procedimento. O embrião assim surge, inicia-se o processo de um novo, que progredirá pelo avanço de algo que de repente surgiu.  E após o surgimento de algo pela natividade, eclode então a atividade.  Estar ativo é ter combustível para queimar, é estar lá, praticar alguma coisa, uma atividade que pass...

Professor

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Por: Júlio César Anjos O Professor é o profissional que resolve a seguinte equação conceitual: “Tese – Antítese = Síntese (a tese, menos a antítese é igual à síntese)”. Caso o educador não satisfaça a sentença, e, com a fraqueza de entendimento, utilize da tese para fazer a síntese (tese = síntese), então esse orientador não é um professor, é um doutrinador. Poucos professores são mestres, a maioria dos letrados são ditadores - àqueles que lêem para os alunos transcreverem o texto no caderno. Dita somente o que aprenderam de outrem, outro educador raso aos conceitos que divulgou só os preceitos, determinou que um lado conceitual por si só resolvesse-se, sem ter medo de estar errado, absolve o lecionando por pensar igual ao doutrinador, pelo simples ritual da tradição. Como não sabe a base do outro lado, o pelego do ensino reprova teorias, pois só vale o que o profissional da educação forneceu aos alunos. Então não há espaço para outras bases, os estudos são direcionados a um...

Estudo; Pipoca; e Dinheiro

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Por: Júlio César Anjos     O dia-a-dia corresponde ao fato, estudo não garante sucesso, quem possui esclarecimento maior está em vantagem para conseguir êxito social, porém estudar não significa vencer na vida somente por ser instruído. Analfabetos são presidentes e legisladores, empresários são xucros, os herdeiros são bagunceiros (baladeiros) e a massa, a maioria, enfia a cabeça nos livros, se mata de estudar, para satisfazer os interesses dos mais espertos, pois precisa sobreviver – se alimentar, se vestir, se divertir.... Vendo essa inversão de valor, eu pergunto: Até que ponto vale a pena estudar? A imprensa já registrou casos de graduados em mestrado fazendo concurso para gari, profissão que não comunga com a instrução, futuros professores trocando o lecionar pelo limpar, o que, a meu ver, é trágico. Na minha ínfima opinião o país todo perde com essa mobilidade excêntrica profissional, pois canaliza qualificação em um ramo que não precisa  de ta...

Empreendedorismo: Os 3C’s do Negócio

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Por: Júlio César Anjos Estava navegando na internet, esses dias, e deparei com a história do “Mágico de Oz”, uma temática que conta a estória de uma menininha que desejava sair do mundo enfeitiçado, com o objetivo de voltar à cidade natal. Não entrarei em detalhes, presumo que todos saibam a estória de Oz. O que me intrigou no conto foi o empreendedorismo da Dorothy, pois a menina tinha qualidades que a fizeram obter sucesso no caminho trilhado, habilidades como coração (o motor da empreitada), coragem e cérebro (conhecimento), atributos que o espantalho, o homem de lata, e o Leão não tinham. Dorothy tinha o coração limpo, tão puro que facilmente fazia amizades, e também possuía o coração de se expor em algo que poderia não dar certo, a positividade de uma alma pura. A protagonista também tinha coragem, pois aceitava desafios e não tinha medo do diferente, já que não ficava assustada nem mesmo com um espantalho falante. E, por fim, a menina tinha cérebro, conhecimento e in...