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O Centrão e o Estelionato Eleitoral

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Por: Júlio César Anjos   Bolsonaro, recentemente [11/06/20], nomeou para o Ministério das Comunicações [pasta recém-criada que o presidente jurou acabar] um político do centrão. Com isso, ajustou lobby no congresso para manter-se no poder ao blindar-se de um possível impeachment e, assim, ter uma estrutura de base politica e capilaridade eleitoral para sobreviver neste momento de turbulência governamental. O problema é que algo mais grave do que Bolsonaro juntar-se ao centrão é fazer estelionato eleitoral [sendo que o presidente jurou não se aliar a essas forças do congresso em sua campanha presidencial]. Diante tais situações, é preciso fazer uma distinção: fazer acordo com o centrão é até aceitável; estelionato eleitoral, não. Primeiro, deve-se saber quem faz parte do centrão. Quer saber quem faz parte do centrão? Basta fazer esse pequeno método infalível de investigação. Fale em voz alta o máximo de partidos que consegue lembrar-se de cabeça. Terminou? Sabendo que a pol...

A História Não se Repete; Mas Rima

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Por: Júlio César Anjos “Minha gente, não me deixe só”, essa era a frase do Collor ao se reportar ao povo brasileiro para que a população mantivesse o presidente playboy no cargo presidencial. Com a economia em frangalhos na época, o ex-presidente em 1992 pediu para todos irem às ruas vestindo-se de cores verde-amarelo. A massa atendeu parcialmente o recado e encheu as calçadas pelas vias democráticas. Mas ao invés de ir para o asfalto de verde-amarelo, foi de indumentária preta, como símbolo de luto de um governo que tinha morrido e restava somente o sepultamento como solução. Agora, Bolsonaro rima com o Collor. Não foneticamente, mas como história, como já observava Mark Twain. Em 1992, quando o Collor chamou o povo às ruas para defendê-lo do impeachment, a esquerda que naquela época era considerada ilibada [o PT ganhou a eleição 10 anos depois, em 2002 com o mote: “xô, corrupção”], conseguiu raptar o movimento conclamado pelo Collor que deveria ir às ruas com as c...

Movimentos de Rua e/ou Bolsonaro

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Por: Júlio César Anjos Atenção: Não tenham mais medo dessas Bolhas de internet. O máximo que dá para entregar ao Bolsonaro, a partir de agora, é levar este governo em banho-maria até a eleição de 2022. E só. Porque o presidente, muito envolvido com problema de milícia, não entregou até agora resultado positivo econômico, e não tem nem mesmo base no congresso para poder governar. O povo moralizado que acha um mero caixa-2 um horror, não aceita um governo que se tenha em seu entorno uma milícia assassina de esquadrão da morte. É demais para a classe média moralizada poder suportar. Então, devagar, e aos poucos, Bolsonaro vai perdendo o povo. Vai tendo somente apoio de bolha de internet. E diante dessa abertura política, sendo que não há vácuo no poder, basta os outros jogadores fazerem as suas jogadas para conquistar o objetivo nas próximas eleições: ganhar. O objetivo do centro político agora é fazer o “house of cards” político, junto com as esquerdas, ...

O Estado Fascista Não Emite Nota Fiscal

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Por: Júlio César Anjos     E aí, algum defensor do facínora assim argumenta: “Não há provas de que Bolsonaro mandou matar Adriano da Nóbrega para fazer queima de arquivo". O problema é que o Estado Fascista não emite nota fiscal para cometer assassinatos. É óbvio que não há provas. Porque o Estado Fascista não deixa rastros nem pistas. Quando o país é democrático e suas instituições funcionam de fato, mesmo havendo crimes não resolvidos, pelo menos há uma percepção nítida da população de que os órgãos de Estado não faltaram com esforço nem faltaram de trabalho para concluir um crime ocasionado e não solucionado. Todavia, quando o Estado é Fascista, há vários problemas institucionais em curso, que vão desde sentimento de pertencimento até mesmo medo da autofagia vinda pelo próprio Sistema. Ou seja, o próprio trabalhador deste órgão institucional fica com medo de perseguição. O Estado Fascista faz com que não só a população fique em “estado policial” [to...

Centrão

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Por: Júlio César Anjos   Antes de saber o que é o centrão, deve-se saber quem criou este grupo específico, ou melhor, quem diluiu o poder congressual até chegar nesse patamar de bagunça eleitoral ocorrida nos dias atuais. O marco-zero para entender o nascituro do centrão se dá após João Goulart ser destituído do poder em 1964. A Ditadura Militar deu o golpe e em 1965 instaurou o Ato Institucional 2 [AI-2] que criava somente dois partidos políticos: Arena e MDB. O MDB, como se sabe biônico, apoiava tudo o que a ditadura orientava. O bipartidarismo era só fachada para dar ar de democracia o regime autocrático militar.   Só que o regime desgastou por causa do fracasso tanto econômico [hiperinflação] quanto social [desigualdade social] que fez com que o povo quisesse a volta da democracia. Golbery, em 1979, aventando tal possibilidade da volta da democracia que se concretizaria pós 1985, e vendo também que o MDB teria muito poder por causa desta falsa polarização ...

Indicadores: A Tempestade Perfeita

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Por: Júlio César Anjos O MPL [Movimento Passe Livre] no afã de dar mais um passo em direção à hegemonia socialista, ao tentar atacar vorazmente o governador tucano Geraldo Alckmin, na inesquecível manifestação de junho de 2013, com a proclamação da frase notória: “não é só pelos 20 centavos”, tal ação saiu do prumo, o feitiço virou contra o feiticeiro, com a esquerda sofrendo várias derrotas acachapantes: Dilma sofre impeachment, Lula é preso e o PT fica com lepra política. O grupo de pressão esquerdista não se atentou à tempestade perfeita que tinha estacionado no país. Queriam uma tormenta, mesmo sabendo que estavam desprotegidos. E o mais engraçado é que o mesmo clima está prestes a condensar, novamente, nesse momento no país. O momento é de indefinição. A gestão Bolsonaro cristaliza-se como um governo engessado nas suas próprias amarras ao prontamente, nas redes da web, gerarem crises sem propósito ou sem noção. Além disso, no mundo real, os números da economia e os ín...

Bolsonaro Presidente. E Agora?

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Por: Júlio César Anjos Antes de tudo, parabéns Vossa Excelência Jair Messias Bolsonaro pela vitória. És de fato o presidente do Brasil. Bolsonaro é o Presidente do Brasil. E agora? Agora é fazer o governo Bolsonaro dar certo. Porque, como diz o ditado, “quem quer rir tem que fazer rir”. Ou seja, até mesmo para que se tenha êxito para as próximas eleições os governadores, os deputados [federais e estaduais], e os senadores do PSDB, tal condição passa pelo melhoramento do Brasil como um todo. Então, pela lógica racional, sabotar o Bolsonaro, portanto, seria dar um tiro no próprio pé. O PSDB tem a capilaridade de muitas prefeituras e muitos vereadores que obtiveram vitória na urna na eleição passada e que estão muito incomodados com esta recessão provocada pelo PT-PMDB que não tem fim, que já impacta na popularidade para que os quadros consigam reeleição ou que consigam fazer sucessão nas eleições vindouras.  E também não adianta fazer oposição raivosa por...