Movimentos de Rua e/ou Bolsonaro

Por: Júlio César Anjos


Atenção: Não tenham mais medo dessas Bolhas de internet.


O máximo que dá para entregar ao Bolsonaro, a partir de agora, é levar este governo em banho-maria até a eleição de 2022. E só. Porque o presidente, muito envolvido com problema de milícia, não entregou até agora resultado positivo econômico, e não tem nem mesmo base no congresso para poder governar.


O povo moralizado que acha um mero caixa-2 um horror, não aceita um governo que se tenha em seu entorno uma milícia assassina de esquadrão da morte. É demais para a classe média moralizada poder suportar.


Então, devagar, e aos poucos, Bolsonaro vai perdendo o povo. Vai tendo somente apoio de bolha de internet.


E diante dessa abertura política, sendo que não há vácuo no poder, basta os outros jogadores fazerem as suas jogadas para conquistar o objetivo nas próximas eleições: ganhar.


O objetivo do centro político agora é fazer o “house of cards” político, junto com as esquerdas, com o objetivo de fazer os movimentos de rua de direita ter que fazer a sua essência: ir para rua. Isso é fundamental a partir de agora.


Então provoquem sem parar.


Veja o cenário: Bolsonaro é envolvido com miliciano, fez um péssimo primeiro ano de governo, não tem traquejo para fazer tarimba política, é mal educado, grosso, politicamente incorreto e sem noção. Ou seja, como ser humano normal fracassou.


Grupos como MBL e Vem Pra Rua fazem chantagem psíquica ao ameaçarem ir para a rua, caso os políticos não apoiem o presidente miliciano com a sua lógica de que estão impedindo o “miliciano de governar”. Mesmo choro manjado do Lulismo no passado.


Então, só resta provocar ao ponto de fazer os movimentos de rua ter que ir para a rua defender Bolsonaro, mesmo fingindo defender outras pautas quaisquer.


Foi assim que caiu o sindicalismo ao apoiar Lula. Na ampla maioria das manifestações, o sindicato não defendia Lula de forma escancarada, fazia apoio de forma velada para tentar manter o poder na mão dos petralhas. Demorou um pouquinho, o que é normal, mas as pessoas conseguiram enxergar a verdade: sindicatos não passavam de instrumentos e marionetes de Lula-PT.


E com a relação movimentos de rua da direita com Bolsonaro será a mesma coisa; e quanto antes forçar e começar esse desgaste de entropia, melhor.


Esses movimentos não vão levar mais milhões para rua como no impeachment. Os movimentos de rua irão levar bolinhos localizados [assim como os sindicatos levavam também].


Além disso, esses bolinhos esvaziados mostrarão, ao passar do tempo, fraqueza.


Isso fará com que a classe média fique de saco cheio da direita, assim como ficou com a esquerda no passado.


E aí, abre-se novamente a disputa pelo poder, tendo o centro e a esquerda disputando esta vaga que se abriu por causa do desgaste célere da direita no governo que não entregou nada porque só quis brigar.


Se esta direita não tiver nem mesmo algum resultado na economia, a direita já pegará lepra nesta próxima eleição.


Diante disso, também fica a lição: se no passado podia-se fazer pragmatismo e não se fez, agora que se quer, a direita não irá poder fazer.


Pelo aspecto de pragmatismo, o Lula foi mais inteligente que o Bolsonaro.


E saiba de uma coisa: ao estar com milícias, Bolsonaro não rouba só carteira, mas também vidas. Esquadrão da morte.


Voltei ao jogo. Agora vai!






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