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Efeito Fermento

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Por: Júlio César Anjos Fermento é um pó químico utilizado para dar consistência à massa do pão. Sem tal composto, o pão ficaria embatumado, tornando a massa pesada e de paladar ruim. Portanto, o produto faz crescer e melhorar o sabor do sustento pela reação da fermentação. Mas essa substância só funciona se o padeiro bater na massa, ou seja, quanto mais bate no pão fermentado, mais cresce o alimento feito de trigo. Quanto mais desfere golpe no produto com pó químico, mais fará o pão fofo e gostoso, ou seja, para conseguir o que é esperado, basta a massa ser surrada que será positivo o resultado. Na política é a mesma coisa, há alguns políticos que quanto mais levam “pancadas”, mais crescem em pesquisas de intenção de voto – chegando ao ponto de vencer eleição. Esse Efeito Fermento se dá quando o povo deseja que o candidato seja o príncipe da colônia, criando fortaleza por carisma ou forma intangível qualquer, para elevar tal nome ao cargo supremo do Estado, seja o estadist...

A Árvore do Capitalismo

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Por: Júlio César Anjos Uma árvore qualquer possui ramificações que interligam a um cerne, a matriz que mantém todo o mecanismo em funcionamento. A raiz de uma planta é insubstituível e irreparável deste sistema vivo, que dá a dinâmica de todo o complexo. O capitalismo é como uma árvore: Possui ramificações que até podem ser podadas, mas, para acabar com a existência, só destruindo o coração do conceito, o dinheiro de fato. Enquanto a grana existe, o capitalismo triunfa, mesmo sendo atacado. O Chico bento vivia roubando fruta do Nhô Lau. Às vezes subia na árvore e em outras situações batia com a madeira na goiabeira, fazendo uma bagunça e incomodando o dono da planta frutífera. Mas Chico Bento, ao fazer traquinagem, nunca matou a árvore, apesar de bater sempre e sempre com um pau na goiabeira, mostrando o que o ditado popular faz sentido: “Só se bate em árvore de bom fruto”. Ninguém bate em árvore que não tem fruto porque não conseguirá nada com tal trabalho realizado. É um fat...

O Bumerangue da Cólera

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Por: Júlio César Anjos A cólera é como um bumerangue todo feito de arestas pontiagudas, pois, ao manusear cria machucado ocorrido pelo lançamento, desfere o alvo em que foi atirado e volta o machucando novamente, pois é feito de aço afiado de tantos agouros nas arestas da complexidade. É a lei do retorno, é o bate-e-volta, tudo o que o malogrado despeja para outrem, retorna duplamente da maldade em que foi compactuada, é o preço a pagar por fazer mal a terceiros.  Se estiver a fim de se machucar, basta arremessar o instrumento, para voltar a contento, o dispositivo que mais agride o próprio manipulador do que o que é atacado pelo golpe atingido. E, nessa reflexão, não há um escudo que o proteja do retorno do bumerangue da cólera, pois, ao defenestrar outrem com a mácula do maldizer, indivíduo qualquer traz consigo a devolutiva dos nocivos que jogou no adverso, seja um inimigo ou alguém que simplesmente o quer ver mal. Porque a ida e a vinda do equipamento deriva...