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Mostrando postagens com o rótulo família

Gemeinschaft e Gesellschaft na Política Brasileira

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Por: Júlio César Anjos  As expressões “Gemeinschaft e Gesellschaft” são um conceito desenvolvido pelo pensador Ferdinand Tönnies que analisou a diferença cultural e moral entre a metrópole e o meio rural. E, assim como a observação feita na época deste estudo em questão, nos dias atuais o Brasil também possui uma cisão “capital x Interior”. Deste modo, este trabalho elaborado pelo sociólogo alemão será base para o entendimento e da compreensão do surgimento Bolsonaro e o porquê deste novo elemento afetar alguns tucanos neste momento; mas que, no entanto, este ente causará problemas maiores mesmo para os petistas no futuro, com o surgimento do partido da extrema-direita chamado Patriotas. Segundo Tönnies, há uma distinção entre as comunidades rurais e a moderna sociedade industrializada [Cabe ressaltar que esse estudo fora feito em 1887, época da revolução industrial, mas os preceitos podem ser utilizados hoje, no conceito campo x cidade]. As regiões rurais – Gemeinschaft –...

Lealdade Hereditária

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Por: Júlio César Anjos O mandamento da bíblia diz: “Honrar pai e mãe”. Esta regra tem um “looping” perfeito, pois, se os filhos aprenderem a honrar pai e mãe, no futuro, tais entes serão pais que ensinarão os filhos a fazerem o mesmo, pela tradição, gerando círculo virtuoso humanitário, não havendo razão para criar leis e mais leis inúteis para gerar a concepção de que os pais devem respeitar os filhos e vice versa. Todavia, há outros tipos de lealdade hereditária que, não necessariamente seja de tutela familiar. Estes casos, porém, não condizem com o laço de família, mas que representa respeito geral. Lealdade hereditária vale, por exemplo, tanto para o cidadão comum até para o rei.  Hobbes, no livro leviatã, disse que os reis faziam guerras para gerar insegurança geral, para que o povo clamasse por segurança, por aceitação total, a serem tutelados por um rei. E o Maquiavel, no livro O Príncipe, disse que, se um rei tomar outro reinado, este monarca deveria se precaver e ...

Eleição 2014: Nordeste, Separatismo e Orçamento

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Por: Júlio César Anjos A eleição acabou e a Dilma venceu o pleito. A corrida presidencial deu muitas respostas, ofereceu caminhos, mostrou diferenças entre os políticos concorrentes, com a chancela final do eleitor referendando a candidata da reeleição. Mas o desdobramento do sufrágio mostrou um país de certa forma dividido, assim como desnuda a desunião dos interesses pontuais de cada região. O que, por exemplo, São Paulo quer não é necessariamente a mesma coisa que Maranhão deseja. Antagonismos de um Brasil plural. Diferenças que fazem as pessoas clamarem por separatismo, proferir que tal região não sabe votar, além de mostrar a dificuldade do vencedor em governar. Os próximos quatro anos serão desafiadores. O PT venceu a eleição, mas perdeu conceito. Só possui o voto de cabresto, do eleitor que precisa da atenção do Estado, pois é dependente pela necessidade. Quem já passou fome, ou morou em favela, sabe que uma bolsa família faz muito a diferença. Por isso que os dois cand...

Fotografia Eleitoral do Brasil

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Por: Júlio César Anjos A eleição presidencial do primeiro turno de 2014 acabou. E os resultados todos já sabem através de computações dos votos. Tais números mostram fotografias, imagem de como o Brasil está encarando o sufrágio, a eleição. Diante disso, muitas perguntas podem ser respondidas através de análise de tal amostragem, sendo que a imagem determina o que é o Brasil de fato. Portanto, segue a imagem da eleição: O que dizer dessa imagem? Bom, primeiro que há uma forte tendência do atual governo manter-se no poder através da bolsa família. Repita-se: A imagem mostra isso. Portanto, esse benefício distorce a democracia, pois, como se sabe, o poder ao povo só tem validade se as pessoas mudarem de opinião. Caso não mude de opinião, seja por interferência qualquer, é notório saber que a eleição fica estéril porque o mesmo grupo de governo perpetua-se no poder, ou seja, vence sempre e sempre. Fugindo da anomalia, tal figura dá outras respostas, a saber, sobre ...

Pseudo nem-nem

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Por: Júlio César Anjos O que se discute hoje em dia é a percepção do crescimento da dita “geração nem-nem”. Geração nem-nem, para quem não sabe, é o conceito que se dá para jovem da atualidade que nem estuda e nem trabalha. E “pseudo” significa algo que finge ser o que não é. Porém, a tautologia se dá mais por uma fatia da sociedade que se enquadra nos termos (o nem-nem), com os jovens sendo maioria, enquanto que há no Brasil uma totalidade problemática de pseudo nem-nem, que não estudam e não trabalham de forma ampliada. Um engravatado vai à TV e diz: “Falta mão de obra qualificada no Brasil”. E o assistente responde de prontidão: “Mas o Brasil está cheio de Universitário desempregado”.  O problema, que ninguém enxerga, é que a expressão “falta mão de obra qualificada” é um eufemismo para críticas severas, que, se proferidas, fariam o especialista, que foi na mídia, virar alvo das pessoas que não suportam escutar a verdade: que brasileiro é improdutivo, não gosta de estud...

Outras causas sobre o aborto de anencéfalos

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Por: Júlio César Anjos     A proposta desse texto não é utilizar da religião para defender a vida, tão pouco utilizar-se de subterfúgios constitucionais, que dão garantias a vida pelas cláusulas pétreas. O objetivo dessas poucas linhas é defender a vida pela razão, a ciência pela ciência. Os racionais cheios de verdade omitiram a questão financeira e de evolução da própria ciência na questão, ou de fato não sabem para que fim resulte tal decisão abortiva. É notório saber que a ciência tenta buscar a solução dos problemas, aprimora técnicas e tenta melhorar o bem estar social. Cortar pela raiz o incômodo da anencefalia finda também investimentos na área de ciência e tecnologia, como forma de buscar a solução para tal medida. Até porque se a solução é abortar a missão, porque gastar vela boa com defunto ruim? A ciência agora não só chora pela falta de incentivo monetário, como também sofrerá com negativas de incentivos sociais, já que a própria sociedade, que acato...

O equilíbrio da eleição presidencial de 2010

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Por: Júlio César Anjos A eleição presidencial de 2010 foi vencida pela candidata da situação, no segundo turno, em ampla vantagem, com quase 15 milhões de votos a mais que a quantidade de votos computada pelo concorrente da oposição. Vitória esmagadora? Não é bem por aí... Se a vitória fosse esmagadora, a eleição teria sido decidida no primeiro turno. A eleição do segundo turno serviu para mostrar alguns detalhes, pequenas situações que refletem a composição de uma eleição. O que se sabe é que há eleitores fieis: àqueles que votam no primeiro e no segundo turno ao mesmo candidato (caso dos eleitores da Bolsa Família); e àqueles que mudam a opção de voto, os flexíveis, como é o caso dos eleitores da Marina. Sabe-se que hoje a eleição presidencial não é tão pura e simples como se pensa, há variáveis que impedem que um dado grupo consiga votos, como é o caso da oposição na fatia dos eleitores bolsa família (Figura). Figura:  Se há flexibilidade entre o primeiro ...

Família

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Por: Júlio César Anjos     A família é à base de sustentação de qualquer indivíduo, o refúgio nos tempos conturbados, a salvação na calamidade, a festividade na união, mas é, também, o desmoronamento social quando a comunhão acaba. Viver em comunhão não é fácil, é uma tarefa ardilosa que deve ser cultivada todo o dia. Há tempos de escassez quando existe alguma briga ou desentendimento emocional, e há tempos de fartura quando existe alguma congregação, festividades que as pessoas que se gostam promovem para registrar a afeição. A vida familiar de uma pessoa é projetada no mesmo formato que tem uma casa. Na estrutura da pessoa há diversos setores: A fundação, que são os pais; os móveis e utensílios, que são os amigos e a namorada; e a parede e o telhado, que é você. Sucintamente essa é a estrutura de uma pessoa, muito parecida com uma casa. Os pais são a fundação de uma casa porque somente com o apoio deles a base de vida fica sólida para o indivíduo obter conq...

Viajando nos pensamentos

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Por: Júlio César anjos Quando eu era adolescente, lá nos anos 90 e com o plano real já em funcionamento, tenho lembranças das épocas de férias prolongadas, em que os estacionamentos das grandes cidades esvaziavam e as praias superlotavam. O meu tutor, meu pai, sempre que dava feriado prolongado, arranjava um jeito de levar toda a família para viajar. Eu não sou filho da inflação e nem do baixo poder de compra, cresci sabendo que a cesta básica quase nem subia. Desconheço o trabalho alucinante e desenfreado que os repositores executavam ao utilizar na velocidade máxima os marcadores de preço (sei que acontecia isso somente por tradição). Não sou filho do descontrole econômico, a moeda era forte e sempre conseguíamos dar um jeito de escapar para um lugar descontraído quando o calendário permitia. O crédito não era tão fácil de obter, porém a maioria absoluta da população tinha cartão de crédito e cheques. O governo fazia uma espécie de poupança forçada e as pessoas, em sua ...