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Mostrando postagens com o rótulo policiais

Milícia: da Criação à Ascensão

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Por: Júlio César Anjos Antes de perguntar: “quem matou Adriano da Nóbrega?”, é preciso responder sobre quem criou o miliciano fugitivo morto na Bahia. Porque quando se faz a pergunta errada, é óbvio que a resposta não trará satisfação. E não trazendo nem mesmo explicação, não elucidará o que está em curso, fazendo com que aqueles que mataram o Adriano saiam impunes porque tais agentes souberam enganar toda a sociedade em geral, toda a nação, ao criar um produto de milícia padrão. Qual é a condição para fazer um Adriano da Nóbrega? São vários os fatores que moldam a existência de um bandido fardado que tem como alcunha: miliciano. As principais características são o dinheiro e o status. A sociedade, ao votar por longo tempo no PT, infelizmente criou a pressão necessária para a geração de milicianos. Com a incapacidade de fornecer o mínimo de estrutura nacional de segurança, fazendo com que os Estados tivessem que agir de forma desconectada no estilo: “cada um cuida do própr...

Sobre o Aquartelamento dos Policiais no Espirito Santo

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Por: Júlio César Anjos     O aquartelamento “forçado” dos policiais do Espirito Santo, diante do caso dos familiares destes funcionários públicos impedirem a saída dos homens da bota às ruas, tal assertiva fez com que o povo se dividisse entre os defensores da greve, que entendem a situação precária da categoria, e os críticos que compreendem que o egoísmo dos policiais gerou o caos generalizado no estado. Por isso, o fato é que há outros parâmetros e enfoques a criticar, não só os policiais do Espirito Santo, mas guardião de qualquer estado também, que vão além do mero distúrbio popular. O que escancara como absurdo é o fato de marmanjo sacudo fazer familiar como escudo humano, a fim de “sensibilizar” o governante por meio de chantagem. Tal ardil não difere muito do próprio traficante fazer a “comunidade” [favela] como escudo de proteção contra os próprios militares, além de ser parecido com a estratégia que vai desde a cracolândia, passando pela grilagem de MST, até...

Amigos de Armas!

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Por: Júlio César Anjos   O ano é de 1976, a manhã está com cerração e não dá para ver muito além do horizonte. Aos poucos consigo escutar algo que não compreendo em um primeiro momento, múrmuros de quem está muito longe, mas, assim que aumenta o som, a nitidez do que acontece explode em meus olhos, pois os guerrilheiros se aproximam de mim com a ferocidade de um predador que necessita saciar a fome e a sede. E eis que acontece uma manifestação. Eu estou na esquina, perto de um poste, trajado com o meu sobretudo azul, sapato preto e chapéu preto com detalhes em amarelo. Os policiais vestem o fardamento de rotina e acessórios como cassetetes e armas para manter a ordem, e os manifestantes caminham contra o vento, sem lenço e nem documento, mas com muita artilharia pesada. Fico com medo, me assusto com a perturbação da ordem, pessoas de bem saem correndo do local e eu fico inerte, estático como alguém que acaba de receber um susto. Não dá mais tempo para fugir, tenho que ficar, e...