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Dirceu Livre e o Povo Resignado - Impressões Gerais

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Por: Júlio César Anjos Texto extraído das publicações feitas no Facebook. Quem me acompanha na mídia social já sabe o teor deste escrito. Então, que se compreenda o fenômeno do Zé Dirceu livre, povo resignado, PT vivo, diante os contextos gerais. Se fosse videogame, diria que a direita xucra deu várias vidas para o Partido dos Trabalhadores. Vida longa à direita xucra e ao PT. O fato de o Zé Dirceu estar solto e o Brasil não massificar na rua em protesto se dá a alguns fatores. Mas o mais notório é que a extrema-direita pulverizou o movimento que iria varrer o PT do mapa. Quando igualaram todos como corruptos, foram cúmplices ao que está acontecendo hoje, Dirceu livre e povo resignado. Pois, ao povo fica a pergunta: Se todos são iguais, por que Dirceu está preso? Outro fator para o Dirceu estar solto e "ninguém ligar": O PT conseguiu fazer sequestro ideológico, ao capturar uma boa parcela da população insatisfeita com as reformas do Temer e dos "tucanalhas...

Diários de All Star

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Por: Júlio César Anjos O filme “Diários de Motocicleta”, dirigido pelo brasileiro Walter Salles, conta a história do jovem sonhador que, ao viajar a América Latina inteira, se depara com os problemas e anseios de uma região entregue ao “acaso”. Esse rapaz chamava-se Che Guevara, em que a película só conta uma parte da estória, pois suprime o lado facínora do cruel ditador comunista latino, o que é assunto para outra hora. O longa metragem detalha as passagens de moto pelo “jovem idealista” pela América, anotando os percalços durante o caminho. A mesma coisa acontece agora com o grupo seleto de jovens do Movimento Brasil Livre (MBL), ao fazer peregrinação, registrando todos os infortúnios no período de caminhada, compilando tudo através dos “Diários de All Star” – pela página de rede social. O MBL cria a ilustração e a narrativa da mudança histórica em curso, a ser contada para toda a nação. É só abrir a mente para ver e escutar. Independente do que aconteça, o MBL merece respe...

Lugar que Falta Pão

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Por: Júlio César Anjos Já diz o ditado: “Em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão”. E essa frase deriva justamente àquilo que muitas correntes proferem em defesa da liberdade econômica à social.  Mas, como assim? Simples, uma região que está com dificuldade econômica, tudo é motivo para gritaria e algazarra que em muitos casos nem nexo tem. Por isso que o Brasil está implodindo. E, sendo assim, parafraseando Olavo, nesta situação o que mais sobra é o tal do imbecil coletivo. Em uma região próspera, em que o sucesso econômico deriva em uma concretização do melhoramento social, as pluralidades são suportáveis, com o respeito como salvaguarda do bem-estar. O palestino é até vizinho do Judeu; O professor comunista debate harmoniosamente com o empresário capitalista; O pobre se incomoda e o rico se sensibiliza. Ou seja, as divergências ficam em segundo plano, pois a evolução do melhoramento anda devagar, mas trilha no caminho certo. Contudo, em uma regi...

Sociedade dos Urubus livres

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Por: Júlio César Anjos Um Urubu voa meio ao horizonte sem fim, viaja pela brisa que refresca, tateia o ar em direção ao desconhecido, movimenta-se ao planador, observa os acontecimentos ao redor, investiga possibilidades, caça oportunidades, vive sem limites. A solidão conforta o grande pássaro negro, animal que não é muito chegado à multidão, gosta de divagar sozinho sobre as peculiaridades de sobrevivência, como a segurança perante os predadores à noite, a alimentação padrão e a mudança do ambiente. As coisas mudam. O ambiente que outrora era recheado de terreno descampado, agora faz inversão causada pela degradação, o grande pássaro negro se abriga em prédios abandonados. É lá em cima, na caixa d’água, que o Urubu da cidade espreita a alimentação (geralmente ratazanas mortas), o cardápio unificado, padrão. O requinte da ave é um cardápio de raras possibilidades, dejetos em decomposição e nada mais. O Urubu sente a falta de um aperitivo mais refinado, com gosto extravagan...

Ao meu amigo Barnabé

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Por: Júlio César Anjos Sabe como é, Barnabé, tudo parecia decepção, aconchego no palheiro, triste é o cativeiro, do  sequestro  de um prisioneiro só. Agora, Barnabé, a solução é somente prestigiar a imensidão da noite estrelada. Barnabé... Eu já contei para você que o feno dá muita coceira? Pois é, você já sabia, né? Ah, amigo barnabé! Que triste esse tempo em que ficamos conversando, pois só nos juntamos quando a coisa está ruim. Barnabé escute-me, o outro lado da porteira é tudo besteira, só futilidade e nada mais. Barnabé acredita em mim, o sucesso naquelas bandas é artificial, não é algo contínuo, tem um fim.  Como ousa pensar isso Barnabé? É tudo uma loucura aquele lugar, não tem como se estabelecer de maneira harmoniosa, o caos deflagra a região. Poxa, Barnabé, estou falando para você que são todos esquisitos, estranhos, bem diferentes dos daqui. Barnabé, você quer mesmo trocar o tratamento VIP que o ofereço para tentar a sorte em outro lugar? Não faça...