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Onde Queres Revolver, Sou Coqueiro!

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Por: Júlio César Anjos Com o cenário de anomia provocada pela violência exacerbada, o povo começa a criar soluções fáceis para situações complexas, achando que a posse e o porte de armas, por si só, são as resoluções para os problemas sociais e de segurança pública. Com esse movimento em voga, grupos que fazem lobby sobre armas de fogo ganham projeção, conseguem serem escutados, diante a justificativa dos crimes acometidos na sociedade. Essa marcha de adoração por pistolas, criando até uma tara pelos seus calibres “elevados”, geram também assédios gerais sobre a criminalidade. Porque quem gosta de arma necessita da violência para justificar a sua loucura em idolatrar arma de fogo. E, por isso, se queres revolver, o escritor que vos escreve quer coqueiro! Eis que começa a tocar a música “Quereres”, interpretada por Caetano Veloso, com os dois primeiros versos no rádio ou no celular: “Onde queres revolver / sou coqueiro...”. Mas o leitor sabe o significado desta expressão? É sim...

A Conspiração das Facas

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Por: Júlio César Anjos O Brasil vive agora uma epidemia da violência oriunda de arma branca, ao explodir o índice de criminalidade por uso de faca, em que há muita discussão sobre tal ocorrência em questão. E dentre as controvérsias, o foco recai agora sobre a proibição ou não de porte de lâminas no dia a dia, como se decreto estatal inibisse a condição humana, pois a culpa incide na arma, ao invés do individuo criminoso, jogando o debate político no nível mais sórdido e baixo, já que é assim que se mantém a criminalidade no poder. O foco não é a proibição de arma branca, mas o porquê do aumento repentino de violência por faca, justo agora que há mudanças e quebras de paradigmas em curso. Há um conluio em andamento, caracterizado como a conspiração das facas. A coincidência não parece estranha, neste momento, em a faca ser a queridinha dos saqueadores de rua, justo no momento em que mais de 85% (oitenta e cinco por cento) da população, da sociedade cansada de tanta impunidade,...

Colocar o Gato no Saco

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Por: Júlio César Anjos  Antigamente, num passado não muito distante, existia uma atração de rua bem criativa, que era o sujeito colocar uma mão dentro do saco e, com um apito, imitava o grunhido do gato e com outra mão espancava, de forma teatral, o bichano com um pau. A gritaria era geral. Parecia mesmo que tal cidadão espancava o felino, mas na verdade não passava de arte cênica na rua. Não há relatos se ainda existe tal peça teatral ao ar livre ainda hoje, mas colocar o gato fictício no saco e espancá-lo era uma coisa que até parava transito naquela época. A artimanha de atração tinha até lógica. Se colocasse, por exemplo, um cachorro no saco, certamente o animal acharia que a pessoa estaria brincando com ela, não se dando conta que a colocar no saco é uma antecipação para fazer maldade com o bicho. Se colocar um cágado (espécie de tartaruga) no saco, ninguém escutaria nada, pois o bicho se encolheria no casco e pareceria até que não existisse o animal dentro da sacol...

O Legista Brasileiro

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Por: Júlio César Anjos     Mais uma onda de violência cristaliza na cidade, um homem de meia idade morre vitima das mazelas sociais, é assassinado de forma brutal pelos agressores. O ato criminoso choca a todos que avistam o corpo caído no chão, demonstração de atos irracionais que o homem consegue chegar, as escoriações em toda a parte mostram que a maldade às vezes prevalece.  O homem morre alvejado por arma de fogo e esquartejado por arma branca, parece que quiseram fazer o cidadão sofrer antes de morrer, torturaram o indivíduo com uma faca e o balearam ou vice versa, embora exista a certeza de utilização de duas armas letais, ninguém sabe o certo a causa morte do rapaz, então o certo é chamar o legista. O Brasil é o país das estatísticas. Estatísticas fazem até candidato vencer eleição, pois o povo brasileiro vai muito ao embalo dos números, e, às vezes, os números não refletem a verdade, mas mesmo assim o brasileiro aceita as informações como se verd...