Postagens

Mostrando postagens com o rótulo passado

Guerra Fria: O Mundo de 1964 e O Mundo de 2020

Imagem
Por: Júlio César Anjos Deu n’O Antagonista a seguinte manchete: “uma nova guerra fria em meio à pandemia”. A chamada destaca a observação da organização sem fins lucrativos Asia Society, cujo relatório mostra que os ânimos de China e dos EUA estão cada vez mais acalorados neste momento de crise de saúde mundial. Sabendo dessas articulações no tabuleiro global, o Brasil certamente tem que se posicionar. Deste modo, há de observar que se houver uma nova guerra fria de fato, o Brasil não deve se alinhar automaticamente a nenhuma das duas nações pelo motivo óbvio de que o mundo atual de 2020 não é o mesmo do passado, aquele do fatídico 1964. É preciso raciocinar sobre isso. Ciro Gomes – ele, sempre ele, o mentor da econometria embusteira! – afirma em seu bordão que o país cresceu maravilhosamente entre os intervalos de década de 1930 até 1980. Diante tal contundência do pedetista, é verdade essa afirmação? Mais ou menos. Primeiro que a elite nacional sempre fez keynisianismo infla...

Carta aos Viventes de 2061

Imagem
Por: Júlio César Anjos Texto inspirado no conto de ficção científica chamada: A última pergunta [The Last Question], de Isaac Asimov. *** Carta aos Viventes de 2061. Ou: A Entropia pode ser revertida? Vocês, aí do futuro, saibam que em 21 de maio de 2061 alguém fará de forma definitiva a última pergunta: a entropia pode ser revertida? E a partir deste momento vocês estarão evoluindo tecnologicamente cada vez mais, até mesmo em direção à vida fora da Terra.  Quem contou isso? O grande Isaac Asimov. Mas desde já se adianta: não, a entropia não pode ser revertida. Assim como não se pode voltar o cigarro após ser queimado a partir das cinzas, também não há volta sobre o que aconteceu no passado. As cinzas destroem o que é material, embora o que fica registrado na história não se consome jamais. Foi desta maneira que Rafael Cardoso¹, grande escritor da área do design, mostrou que o saudosismo amparado pelo “pregressismo” [aquilo que é pregresso] tem também ...

O Passado Glorioso que Nunca Existiu

Imagem
Por: Júlio César Anjos A extrema-direita gosta de narrar que o período da Ditadura Militar foi uma maravilha, em que o Brasil, naquela época, tinha dado certo e que, após abertura da redemocratização, tudo foi para os ares devido à inserção do marxismo e o Brasil, assim, deixou de ser um país glorioso, sendo saudosista de um passado que nunca existiu. A extrema-direita brasileira busca um reich para chamar de seu. Deste modo, o mesmo acontece quando a extrema-direita tenta resgatar o passado glorioso que não existiu nas monarquias, no Getulismo e até mesmo nos templários, para poluir o imaginário do povão, a fazer acreditar que o marxismo ruiu o preceito nacional salutar. Ou seja, no ideário, o que se faz transmitir é: que a nação já fora grandiosa, mas que, agora, está em ruína devido à profanação da cultura pela inserção do marxismo Cultural. A diferença entre o Nazismo anterior à segunda guerra para o neonazismo do século XXI não deriva de estratégia, mas soment...

Política Brasileira – Museu de Grandes Novidades

Imagem
Por: Júlio César Anjos Cazuza, em sua música intitulada: “O tempo não Para”, parafraseando Santayana, cantou os seguintes versos: “Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades, o tempo não para”, em que, realmente, se olhar a política nacional, o sujeito com mais de 30 anos de idade não deveria ser manobrado, mas a idiotice estampa como marca e mostra que o brasileiro não conhece a própria história – nem mesmo a recente -, e por isso está condenado a repeti-la. Neste caso, as equivalências são evidentes: Mensalão como Lava-Jato, Lula como Bolsonaro e mídia sendo mídia, além de instituições e eleitores equivocados [Bom, eu tenho mais de 30 e vou dizer o que vi e vejo neste blog, bem aqui mesmo]. Estão prontos para lerem o que o brasileiro recentemente já vivenciou? Siga o ritmo e o fluxo. Muitos Brasileiros recordam pela lembrança do historiador Marco Antônio Villa que o presidente FHC (Fernando Henrique Cardoso), quando a crise do mensalão estourou...

Leprevost: Máfia do Pedágio

Imagem
Por: Júlio César Anjos O candidato à prefeitura de Curitiba, o Deputado Estadual Ney Leprevost, bateu boca na assembleia legislativa do Estado. Naquela oportunidade, o candidato do PSD ficou irritado com o seu adversário Político, Kielse-PEN, por tê-lo exposto à relação entre Ney e as empresas de pedágio. Kielse, ainda, denunciou no regimento da casa o adversário Leprevost, por tentar impedir investigação das empresas de pedágio . Ney: Máfia do Pedágio (Atenção: Vídeo censurado!)  A relação promíscua entre Ney Leprevost e a máfia do pedágio não pode ficar despercebida, nem pode passar batido. Ney Leprevost quer ser prefeito de Curitiba com o jingle “esqueça o passado”, e com ao posicionamento de campanha com o verbo acolher. O blog acha que, para votar em Ney, o cidadão de Curitiba terá que fazer esforço em ”esquecer o passado” para acolher a Máfia do Pedágio cidade adentro. Não vamos esquecer e nem acolher ninguém que vota Ney. Deputados do ...

Leprevost: Pior Jingle do Mundo!

Imagem
Por: Júlio César Anjos Toda campanha tem a musiquinha para turbinar a chapa eleitoral. No sentido de qualidade sonora, umas são boas, outras são ruins, então tanto faz. A melodia e o arranjo, por mais cafona que seja, não é de suma importância política. O que impacta mesmo, seja positiva ou negativamente, é a questão da letra da música e a mensagem que deseja passar. É aí que tem que tomar cuidado. É aí que o Leprevost escorregou em fazer o pior jingle do mundo. A música da campanha do Leprevost é do tipo irritante chicletão, no estilo de ficar tempo considerável com a canção chata na cabeça. O curitibano pode até se pegar cantando o refrão do mote do candidato a prefeito. Mas o problema maior mesmo recai na letra em questão, que passa despercebido para quem não presta atenção, mas é lamentável se fizer um profundo levantamento de semântica e interpretação. Leprevost quis atacar o adversário e acabou sendo atacado por ser “inocente”. Há uma parte específica do jingle que p...

O Caminho do Meio

Imagem
Por: Júlio César Anjos Há um comportamento no futebol sabido por muita gente, no qual time que tem torcida muito saudosista é porque não está levantando taça na atualidade. Pois, tem que recorrer ao antigo para refrescar o presente. O que é evidente. E isso constitui que lembrar o passado, seja estudando história ou trazendo em voga situações dos tempos que não voltam mais, é a coisa mais normal feita pela civilização. É apreciar o que a humanidade já fez de bom – e de ruim – em agraciar com os dias atuais, mas sempre olhando o porvir que está a emergir. Todavia, na política, individuo qualquer achar que conseguirá resgatar o passado nos mesmos moldes para a contemporaneidade, ou somente viver no pretérito achando que o antigo é fenomenal – como fora perfeitamente explicada tal condição no filme meia-noite em Paris, de Woody Allen –, é excentricidade que beira à loucura. O que foi transcorrido não volta mais! Ainda bem. Diante tal infortúnio, há um ensinamento budista que expr...

Delorean Conceitual

Por: Júlio César Anjos Delorean era o carro do Marty McFly, no filme de Volta para o Futuro, utilizava, no filme, o automóvel para viajar pelo espaço-tempo. Assim como a ficção, no mundo real, quando alguém quer discutir sobre os rumos do Brasil, apontando mazelas provocadas pelos erros do atual governo, a patrulha toda busca a muleta confortável da história, ao buscar o passado como motivo de justificativa da governabilidade inglória, o defensor do atual governo joga como pano de fundo a argumentação fútil para esconder a realidade. É sempre o mesmo rito, o mesmo roteiro, pragmatismo da incompetência sustentada pelos sofismas, silogismos, comparações esdrúxulas, como se a própria diferença temporal, epistemológica, antropologia fossem rígidas, tivessem um padrão para serem comparáveis. O disparate é caricato, os idealistas do pano vermelho rascunham as dissimulações como se os rabiscos fossem nítidos, complexam ordens fáceis, revertem preceitos, discutem até o caráter do orad...

Juros

Imagem
Por: Júlio César Anjos Os livros específicos a explicar os juros, atualmente no Brasil, ou lecionam diretamente sobre a fórmula propriamente dita (J=P.I.N) ou trazem anotações rasas sobre o que é, de fato, juros.  A composição de juros se dá em dois fatores: SELIC e Mercado. A mídia também ajuda a fazer confusão e isso faz com que as pessoas não saibam o que é o tal dos Juros. A diferença entre SELIC (que é também uma taxa) do juro de mercado é que o primeiro trabalha para capitanear recursos via venda de títulos públicos e a segunda é a verdadeira taxa, que norteia todos os consumidores. Uma é específica e a outra é global. Mas a taxa SELIC está inserida à taxa de mercado, pois a SELIC faz parte de um ponto norteador da taxa de mercado. São quatro fatores que formulam a taxa de Juros de Mercado: 1) Desembolso por antecipar o futuro (dito erroneamente como lucro de capital); 2) Correção de Inflação; 3) Risco de devedores duvidosos (consumidores); 4) Risco país. ...