Leprevost: Pior Jingle do Mundo!
Por: Júlio César Anjos
Toda
campanha tem a musiquinha para turbinar a chapa eleitoral. No sentido de
qualidade sonora, umas são boas, outras são ruins, então tanto faz. A melodia e
o arranjo, por mais cafona que seja, não é de suma importância política. O que
impacta mesmo, seja positiva ou negativamente, é a questão da letra da música e
a mensagem que deseja passar. É aí que tem que tomar cuidado. É aí que o
Leprevost escorregou em fazer o pior jingle do mundo.
A
música da campanha do Leprevost é do tipo irritante chicletão, no estilo de
ficar tempo considerável com a canção chata na cabeça. O curitibano pode até se
pegar cantando o refrão do mote do candidato a prefeito. Mas o problema maior
mesmo recai na letra em questão, que passa despercebido para quem não presta
atenção, mas é lamentável se fizer um profundo levantamento de semântica e
interpretação. Leprevost quis atacar o adversário e acabou sendo atacado por
ser “inocente”.
Há
uma parte específica do jingle que precisa ser estudada. Não há a necessidade de
colocar toda a letra em evidência, basta apenas mencionar esta pequena frase,
que, embora pareça ser inocente, desvenda muitos entraves até mesmo
subliminares. Lá pelas tantas, o jingle diz: “Lá, lá, lá, esqueça o passado”,
continuando a música brejeira de campanha. A segunda parte da oração é o que
incomoda. E nem é pelo fato de ser um verbo no imperativo, que denuncia
autoritarismo, que está em evidência; mas mandar que o povo apague com uma borracha
todo o curso histórico de existência.
Embora
não se possa apagar o histórico, por ter se concretizado, não se pode também
deixar de esquecê-lo, pois é preciso aprendê-lo para não cometer o mesmo
equivoco. É óbvio que tentar trazer o pretérito da mesma forma em que fora
vivenciado no passado é impossível. Todavia, a maçã não cai muito longe da macieira,
pois uma cidade, um povo, uma civilização é totalmente conectada entre o que “fomos,
o que somos e o que iremos ser”. Portanto, a música de campanha de Ney, que
contém a seguinte oração: “Lá, lá, lá, esqueça o passado...”, é o pior jingle
para campanha que se possa fazer. Mesmo que seja subliminarmente para ataque
contra o “vota, volta” do Greca, perdeu-se a chance de ficar calado para não
ter errado deste jeito.
Quem,
afinal, quer e/ou gosta de esquecer o pretérito? Ora, quem não quer expor a
podridão ou a solução que o passado traduz. E uma sociedade que não conhece o
passado corre o risco de ver um museu de grandes novidades. E isso é péssimo
para uma cidade como Curitiba, por exemplo, que está em deterioração, sendo que
em tempos de outrora era até exemplo para o Brasil. No campo negativo, pessoas
como bandidos, saqueadores (pessoas que ainda estão a virar bandidos), indivíduos
viciosos e vis querem esconder a ficha corrida, como no caso da Dilma,
ex-guerrilheira (ex-terrorista) que virou presidente da república, tendo como o
fim pelo impeachment (que fora merecido). Bastava só ter visto o passado para o Brasil
não ter precisado sofrer esse agravo traumaticamente vivido. Já pelo lado do
bem, resgatar o passado mostra soluções, alternativas e até respostas para resolver
determinada seara. Portanto, esquecer o passado não é o ideal; tampouco inteligente.
Com
o mote de campanha do Leprevost baseado no verbo “acolher”, é óbvio que se faz
necessário esquecer o passado recente do primeiro turno. Caso contrário, como
explicar logicamente que o principal político que o atacou, o Fruet, até mesmo de forma baixa,
seja parceiro na “nova caminhada” política? Só fazendo uma lavagem cerebral
pelo esquecimento do passado, utilizando o neutralizador do filme MIB,
para idiotizar a população a aceitar essa acolhida sem pé nem cabeça. Primeiro,
esqueça o passado (o primeiro turno da eleição); Depois, acolha o inimigo do
primeiro turno, que não é mais inimigo porque fizeram lavagem cerebral no
eleitor. Magnifico!
Restam
saber as dúvidas que ficaram pelo caminho. Então, pergunta-se ao Ney: Esquecer
o passado justamente agora que o brasileiro revive os malfeitos da lava-jato? Leprevost,
o que há para esconder?
Portanto,
Leprevost criou o pior jingle do mundo. Parabéns!
OBS:
Ao invés de esquecer o passado, o qual todo mundo que é do bem tem até orgulho
de seu histórico, que o eleitor esqueça o Ney Leprevost, derrotando-o na urna para
dar uma lição no embusteiro, que exige o esquecimento do passado para acolher
qualquer coisa que seja, até mesmo o Fruet e o PT.

Baseado no trabalho disponível emhttp://efeitoorloff.blogspot.com.br.

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