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Comparação Esdrúxula: Trump x Bolsonaro

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Por: Júlio César Anjos Antes de tudo, resta saber que só o Efeito Coriolis fazer critério de diferença entre os hemisférios norte e sul já deveria bastar para acabar com comparações esdrúxulas entre EUA e Brasil. Mas como no Brasil é sempre preciso desenhar para que as pessoas entendam as concepções, então que se estabeleçam os critérios para que, de uma vez por todas, o povo pare de querer comparar Trump com Bolsonaro.   Trump é um “self-made man”, capitalista selvagem, vencedor por si só, que gosta de aventuras e aceita desafios. Já o Bolsonaro é um encostado no funcionalismo, nababinho da coisa pública, que, como cantava Seixas: “Que está contribuindo/com sua parte/Para nosso belo/quadro social”. Trump é medido em Onça de Ouro; Já Bolsonaro é mensurado em Ouro de Tolo. Trump tem oratória, repertório e perde na retórica porque faz personagem de político bravateiro. Bolsonaro não tem oratória, não tem retórica e o repertório fica concentrado apenas no nióbio e no graf...

Delorean Conceitual

Por: Júlio César Anjos Delorean era o carro do Marty McFly, no filme de Volta para o Futuro, utilizava, no filme, o automóvel para viajar pelo espaço-tempo. Assim como a ficção, no mundo real, quando alguém quer discutir sobre os rumos do Brasil, apontando mazelas provocadas pelos erros do atual governo, a patrulha toda busca a muleta confortável da história, ao buscar o passado como motivo de justificativa da governabilidade inglória, o defensor do atual governo joga como pano de fundo a argumentação fútil para esconder a realidade. É sempre o mesmo rito, o mesmo roteiro, pragmatismo da incompetência sustentada pelos sofismas, silogismos, comparações esdrúxulas, como se a própria diferença temporal, epistemológica, antropologia fossem rígidas, tivessem um padrão para serem comparáveis. O disparate é caricato, os idealistas do pano vermelho rascunham as dissimulações como se os rabiscos fossem nítidos, complexam ordens fáceis, revertem preceitos, discutem até o caráter do orad...

A classe média pára-brisa

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Por: Júlio César Anjos A notoriedade em saber que a classe média é o motor de qualquer sociedade é chover no molhado, a “classe” dos medianos é quem determina o sucesso ou um fracasso do país. Como se fosse um termostato de quentura de oportunidades, quanto mais ardente uma nação, mais rica a será, pois o morninho ou a frieza de uma economia só determina insucesso e derrota no crescimento humano e material de tal comunidade. Há de pesar que no Brasil a banda seja um pouco diferente. Os burgueses apoiam um governante caso as benesses flertem com as necessidades dos remediados, até seguem em frente e defendem tal representante do povo atual que, de fato, governe para tal grupo social. Neste contexto, enquanto houver engodo, o cardume não sai do lugar, é cômodo estar ali só esperando as especiarias da gestão atual, com favo de mel suculento, agraciam com a pujança da continuidade do bem-estar, não se importando com o rumo da nação, e as condições desfavoráveis a surgir. O ...

O Leviatã – Relatos sobre o livro

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Por: Júlio César Anjos     O livro começa destacando o sentido das palavras, sobre boa estrutura filosófica, e abrange até chegar aos sensoriais do corpo (cheiro, paladar, etc.). Todavia, cai na mediocridade ao usar metacrítica, pois pega as escrituras bíblicas para explicar e contrapor teses religiosas e políticas. As primeiras folhas do escrito determinam a uma obra prima nunca antes redigida, embora com viés político e anti-religioso, o conhecimento floresce na criação de autoria de Hobbes: o leviatã. Os primeiros avanços, com teses que se amparam somente ao conhecimento do autor, tratam somente da sabedoria, da filosofia, e da plenitude em uma escritura refinada e límpida, sem rodeios ao leitor. Talvez, ao confrontar os textos bíblicos, Hobbes tenha feito algo muito ousado na época, o que não parece ser algo tão surpreende hoje, o que pode ser mais um preconceito do leitor atual do que uma superficialidade em se prender da critica das passagens do livro sagrado...