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A Falácia Eleitoral do Falso Post Hoc

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Por: Júlio César Anjos A falácia Post Hoc Ergo Propter Hoc ("depois disso, logo causado por isso") caracteriza-se na premissa de que um evento só é causado por causa de outro antecedente. É uma correlação coincidente, em que uma ação A só foi realizada por causa de outra ação B. Diante disso, para uma melhor compreensão, segue um exemplo básico: ”o galo sempre canta antes do nascer do Sol. Logo, o Sol nasce porque o galo canta”. Isso, como se comprova em fato, é uma falácia porque o astro nasce independente do galináceo cacarejar. E na política é a mesma coisa, algumas premissas tornam-se falsamente verdadeiras somente por causa de uma lógica sem noção. Desta maneira, há outra exemplificação. Veja: “um candidato enche um local com o seu eleitorado de prontidão. Logo, esse candidato ganha eleição”. O que é um post hoc falho no empirismo e na concepção. A Ditadura militar foi uma época de anos de chumbo que evitou rios de sangue – argumentava Roberto Campos.  O proble...

Óscar 2015

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Por: Júlio César Anjos O óscar de 2015 teve apresentação blasé, com filmes chinfrins e um entretenimento mais do mesmo. A única coisa que diferenciará esse óscar dos demais, além do aspecto da mediocridade técnica do show, é que o prêmio da academia utilizou-se, em demasia, de politicagem rasteira.  É triste ver que até mesmo este espetáculo ficou preso nas garras da histeria moderna da luta de uma “causa” qualquer, que faz a comoção popular berrar por tudo e por nada ao mesmo tempo. Por isso que é histórico saber que Hollywood sempre foi esquerda caviar. O que aconteceu no espetáculo da cinematografia de 2015 foi um atropelamento de bandeiras políticas das mais variadas, colocando em xeque até mesmo o verdadeiro propósito da reunião fraterna da indústria do cinema. Quando a política solapa a essência de tal ramo industrial, é notório saber que há problema geral em curso. E em Hollywood não é diferente. Rezar na cartilha das “causas sociais” é jogar à revelia a qualidade d...

Ir às Ruas

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Por: Júlio César Anjos O povo reagiu, foi às ruas, protestou, levantou bandeiras, desopilou a raiva, soltou o grito na garganta, conquistou o alívio por poder ser livre e defenestrar “tudo isso que está aí”. O problema é que ninguém identificou no desespero um alvo específico, ficou parecendo mais um remelexo coletivo, o manifesto que não teve objetivo definido algum. A aclamação popular ficou mais parecida com uma “rave” sem som, e sem sal. Mas a pergunta que fica é: Resolveu alguma coisa? A resposta pode não ser agradável. Se o objetivo era dar uma agulhada de acupuntura, ou seja, emitir uma resposta rápida dos governantes diante da reação, a constatação é positiva. Agora, se foco era melhorar o Brasil, situação a longo prazo, a solução da questão talvez seja um não. Os protestos de imediato causaram o efeito das questões paliativas da política, como os deputados trabalharem do jeito que sempre deveriam labutar, ao aprovarem demandas que o povo estava há tempos esperan...

Zé Processo

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Por: Júlio César Anjos A alcunha do sujeito era Zé Processo. A Criatura caricata parecia um humanoide, com o perfil singular e trejeito único. Zangado, o moço não levava desaforo pra casa, levava para o foro, ou um fórum mais próximo. Era brigão e falastrão, mas só se pronunciava no momento certo. A reputação do litigante foi lapidada pelo bom desempenho em execução, sujeito manhoso, fazia até tinhoso rezar para São João. Qualquer movimentação fora do prumo, de cidadão opositor, Zé Processo não deixava o caso barato, gastava o que pudesse às custas, para viver a custa do agressor ou do próprio Estado. Ofendeu? Calúnia e difamação no aparato. Agrediu? Processo Civil e Criminal no ofensor. Fez qualquer coisa fora do contexto? Havia na letra fria da lei a amparar de qualquer delito cometido ou refeito. Se tiver uma pendenga com o Zé, não tem jeito, se encontrará em um tribunal aleatório. A primeira questão o sujeito não esquece, parece que foi sobre divergências com o troco...

A causa da guerra sem causa

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Por: Júlio César Anjos Recentemente palestinos e israelenses estão guerreando por vários motivos, muitas divergências que, salvo casos raros, em muitas situações não possuem “nexo algum”. Tão sem sentido que as pessoas de fora apontam as banalidades como: Religião, espaçamento geográfico (mapa político), e animosidade oriunda de tradição. A única situação que faz sentido lutar é manter os usos e costumes de um povo, mas já são tantas as mudanças de outrora para os dias atuais que também torna irrelevante digladiarem-se por causa de cultura. As mortes estatisticamente aumentam. A região que até então era pacífica passa a ser idílica, com turbulências em cada momento, a todo instante, o que pode eclodir uma luta qualquer. Diante disso, a fronteira sofre tensão por parte dos vizinhos de limítrofe, cada cidadão é considerado suspeito, inimigo, contrário ao futuro que cada lado assim almeja.  O levante causa terrorismo, os cidadãos não conseguem mais dormir, trabalhar, comer...

O fim da excelência das Universidades Federais

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Por: Júlio César Anjos     Com o aumento para 50% (Cinqüenta por cento) de cotas nas universidades públicas, o governo do PT sepulta a educação no Brasil. As universidades perderão a excelência e o Brasil ficará órfão do ensino de qualidade, por causa da progressão de ensino continuado, do nivelamento medíocre intra-alunas e do desestimulo das melhores cabeças em estudar em uma instituição defasada. Já que tudo no Brasil é culpa da elite dominante, então há de se colocar no lugar de um poderoso para entender o que poderá ocorrer com a concorrência das entidades federais. Pois bem, uma pessoa rica não gosta de perder dinheiro, e o tempo é muito valioso para tal cidadão, o que se destaca à sensação das medidas que tal poderoso determinará. Um elitista, sabendo da conjuntura do país, não entrará em conflito pela política, mas mostrará mediante atitudes que estará contra o atual governo, protestando pelo simples fato de enviar o filho para estudar fora do país. Isso se...

Amigos de Armas!

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Por: Júlio César Anjos   O ano é de 1976, a manhã está com cerração e não dá para ver muito além do horizonte. Aos poucos consigo escutar algo que não compreendo em um primeiro momento, múrmuros de quem está muito longe, mas, assim que aumenta o som, a nitidez do que acontece explode em meus olhos, pois os guerrilheiros se aproximam de mim com a ferocidade de um predador que necessita saciar a fome e a sede. E eis que acontece uma manifestação. Eu estou na esquina, perto de um poste, trajado com o meu sobretudo azul, sapato preto e chapéu preto com detalhes em amarelo. Os policiais vestem o fardamento de rotina e acessórios como cassetetes e armas para manter a ordem, e os manifestantes caminham contra o vento, sem lenço e nem documento, mas com muita artilharia pesada. Fico com medo, me assusto com a perturbação da ordem, pessoas de bem saem correndo do local e eu fico inerte, estático como alguém que acaba de receber um susto. Não dá mais tempo para fugir, tenho que ficar, e...