Atlas da Mobilidade Social: Xibom Bombom!
Deu na Folha de São Paulo [31/07/26]: Abram-se aspas. Chance de quem nasce rico ficar no topo é sete vezes a do pobre de enriquecer. Nessa análise expandida, constatou-se que mais da metade (56,5%) dos filhos dos 25% mais ricos continuam nessa faixa e 30,88% chegam ao grupo dos 10% mais ricos. Do outro lado, apenas 8,3% dos filhos dos 25% mais pobres conseguiram subir, sendo que uma parcela ainda mais restrita de 1,28% chegou ao topo da pirâmide de renda. Em resumo: a chance de quem nasce rico permanecer rico é sete vezes a de um pobre de enriquecer. Fecham-se aspas. Década de 90. Era de ouro da liberdade de expressão. Cantores tinham liberdade para pedir a morte de presidentes [Gabriel, o Pensador], música aberta sobre confisco [Charlie Brown Junior] e até mesmo a célebre canção sobre desigualdade social: Xibom Bombom, da banda As Meninas. Esta ultima ainda tinha uma popularidade maior porque a principal pauta das esquerdas na década de 90 era sobre a desigualdad...