STF em Debate: Sigilo da Fonte e Diploma para Jornalistas!
Os
Ministros de o Supremo Tribunal Federal (STF), Flavio dino e Alexandre de
Moraes, na primeira quinzena de agosto de 2026, reacendem o debate sobre as
questões do jornalismo brasileiro.
Parte
dos ministros do STF defendem que o sigilo da fonte não pode ser absoluto e que
os jornalistas devem voltar a ter diploma para exercer a profissão.
O
estopim para o STF legislar se deu quando uma reportagem investigativa supostamente
descobriu que Flávio Dino usou carros oficias para lazer, o que fere o uso da
coisa pública.
A
alegação dos ministros é que se o sigilo da fonte for absoluto, tal instrumento
pode virar um mecanismo para encobrir crimes. E se qualquer cidadão pode ser
jornalista, então criminoso pode cumprir a função.
Ou
seja, a soma de Jornalista sem diploma + sigilo absoluto da fonte = facilidade
em cometimento de cr1mes dentro da mídia formal em nome da liberdade de
expressão.
Para
os ministros, a liberdade de expressão não pode servir para cometer crimes.
O
problema é que a ditadura militar de 64 tinha justamente este mesmo pensamento.
Os
militares não tratavam o sigilo da fonte como uma proteção legal para o livre
exercício do jornalismo porque queria saber quem produziu notícias contra os próprios
ditadores; e exigiram diploma de jornalismo porque controlavam as universidades
e, assim, criavam dentro da classe jornalística a autocensura dos profissionais
da informação.
Agora,
veja que curioso: Em 2001, o sindicato patronal entrou com ação no STF para
garantir a promoção da liberdade de expressão e ideias no meio jornalístico. Já
os sindicatos dos jornalistas queriam o diploma do jornalista para exercer a
profissão.
Nessa
época, o PT e as esquerdas tinham dominado por completo as universidades e os
sindicatos profissionais. Os donos dos jornais praticamente perderam o controle
editorial, o que fazia os jornalistas omitirem conteúdos sensíveis ao petismo,
ao mesmo tempo que denunciavam os malfeitos da oposição legítima da época, que
era o PSDB. Ou seja, deturparam a democracia.
Por
isso que, em 2009, sob a relatoria do Gilmar Mendes, o STF resolveu reconhecer
o fim do diploma para jornalistas. Dando vitória ao sindicato patronal.
Tudo
ficou apaziguado até duas coisas ocorrerem: a mudança da tecnologia no meio de
comunicação e o bolsonarismo.
O
meio de comunicação descentralizado fez as empresas de mídia perderem o poder.
E
o bolsonarismo conseguiu saber usar esta comunicação descentralizada ao saber usar
as redes sociais.
Ou
seja, este poder de comunicação fez o bolsonarismo inserir-se na sociedade ao
criar uma força cultural.
Goste-se
ou não, o bolsonarismo já está amplamente inserido na sociedade brasileira a
tal ponto de possuir jornalistas alinhados à direita.
E,
agora, ministros do STF com receio do poder do bolsonarismo reagem aos ataques,
ao querer retroceder os direitos da sociedade como o fim da burocracia de
diploma para ser jornalista e a perda de garantia de sigilo da fonte.
É
exatamente neste momento em que se descobre que os centristas estão certos
sobre a teoria da ferradura.
Porque
a comunicação não é tratada como uma liberdade de expressão; mas instrumento de
poder.
Se
a ditadura está no poder, ela quer diploma para jornalista.
E
se as esquerdas estão no poder, seja o sindicato dos jornalistas em 2001 ou ministros
do STF alinhados ao petismo em 2026, ela também quer diploma para jornalista.
Ou
seja, enquanto é oposição, liberdade; virou poder, censura.
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Fontes:
Flavio
Dino diz que Sigilo da Fonte não é absoluto:
https://www.gazetadopovo.com.br/republica/dino-defende-limite-ao-sigilo-da-fonte-e-diz-que-stf-e-fiel-a-liberdade-de-imprensa/
Moraes
e Dino defendem diploma para jornalista
https://www.poder360.com.br/poder-justica/moraes-e-dino-defendem-rediscussao-do-diploma-de-jornalista/
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