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Mostrando postagens com o rótulo narrativa

Sombra x Sombra

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Por: Júlio César Anjos O que o brasileiro está presenciando é a luta pelo poder atrás das cortinas, no jogo das sombras. É por isso que há esse binarismo em curso. Se isso continuará a prosperar ou não depende da plateia que está a se interessar. E pelo jeito há. O Antagonista x The Intercept São as mídias alternativas com verniz de mídias oficiais. Até o layout das plataformas são parecidas. Glenn Greenwald, porta-voz do Intercept, não esconde o sentimento de rivalidade ao Antagonista. Os dois grupos operam de forma similar: fingem-se fazer jornalismo para dar ar de credibilidade o ativismo político em ascensão. No fundo, Antagonista e Intercept, embora em lados diferentes, são iguais na essência. Vazam o que é do inimigo e ocultam problemas dos aliados. Hacker Conversa Telegram x Hacker Planilha Odebrecht São os grupos de inteligência A operação lava-jato começou com o vazamento da planilha Odebrecht ao quebrar o sigilo do programa Drousys. E como resposta, o...

Quanto Mais de Perto Você Olha, Menos Você Vê

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Por: Júlio César Anjos Bolsonaro foi esfaqueado. E todo mundo só está focado em coisas menores como, por exemplo, em saber o porquê de a perfuração não sair sangue (?). Embora o ataque ao Bolsonaro seja algo extremamente preocupante, pois atenta contra a democracia brasileira, o fato é que a ação criminosa é de uma profundidade maior que a facada em si, é questão de narrativa a situações vindouras. Neste sentido, cabe conclusão. O Adélio esfaqueou Bolsonaro para mata-lo? Sim. A operação foi malsucedida? Não. Primeiro, que se alguém quisesse de fato matar Bolsonaro de forma eficaz, usaria um atirador de elite, aplicaria envenenamento, ou atiraria até explosivo para fazer o serviço completo. Diante disso, Adélio preferiu esfaquear Bolsonaro em meio à multidão. Numa operação dessas, Adélio tinha 3 condições na sua ação: 1) Conseguir matar; 2) Conseguir ferir (de morte ou não); 3) Não conseguir nem atingir o alvo.   Mas Adélio queria, com absoluta certeza [e isso o fe...

The Economist x Bolsonaro: Muito Além do Populismo

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Por: Júlio César Anjos Recentemente a revista liberal inglesa The Economist, com um periódico intitulado: “Brasília, nós temos um problema – O Perigo representado por Jair Bolsonaro”, escreveu como subtítulo e teor de que o Bolsonaro seria um candidato populista, por isso pode ser uma ameaça por causa desta atribuição. Apesar de a revista estar certa de que Bolsonaro é uma ameaça à democracia, o conteúdo do texto peca em atribuí-lo como sendo populista.   Bolsonaro é muito além do populismo, é a bola da vez da classe média. Segundo o dicionário, populismo é assim explicitado: “política baseada no aliciamento das classes inferiores da sociedade”. Agora, veja um dos discursos do Bolsonaro no debate da Band: “O brasileiro tem que escolher menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego”. Nota-se, portanto, que o Bolsonaro pode ser qualquer coisa, menos populista.   Isto [não ser populista] deveria ser uma espécie de elogio ao Bolsonararo. Afinal, seria dif...

A Competição de Cada Candidato

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Por: Júlio César Anjos A Competição de cada Candidato: Lula quer ganhar da justiça. Faz batalha narrativa contra a lava-jato. Alckmin quer ganhar a eleição. Faz campanha e aliança política normalmente. Bolsonaro quer ganhar da Globo. Rivaliza com a emissora de TV. Cada um no seu lugar. O trabalho A Competição de Cada Candidato de Júlio César Anjos está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional . Baseado no trabalho disponível em efeitoorloff.blogspot.com .

Extrema-Direita na Democracia Ocidental: Ingovernabilidade e Desestabilização

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Por: Júlio César Anjos Os países ocidentais – diante das pluralidades gerais – possuem a liberdade para mudanças eleitorais pelo sufrágio universal, em que se embasa a democracia – liberdade para dizer e auferir o que pensa -, sem restrição inicial. Ou seja, a democracia ocidental tem a liberdade de expressão como clausula primordial. Mas, infelizmente, é justamente neste ambiente que o extremismo tem voz. E, ao invés de combater-se o extremismo da esquerda que, até outrora era pujante, nestes novos tempos, tais nações “dobraram a meta”, ao deixarem a extrema-direita também proliferar. O que antes era apenas um problema de radicalização, agora, tornou-se dois. É por isso que, neste momento histórico, a extrema-direita na democracia Ocidental traz ingovernabilidade e desestabilização. A extrema-direita aprendeu com a extrema-esquerda técnica de Saul Alinsky. Se antes a esquerda sabia que era preciso sabotar um governo no poder com ações de rua, a direita descobriu a mesma coisa...

Clarice Lispector e a Literatura de Fluxo de Consciência

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Por: Júlio César Anjos Na literatura, em geral, o normal é o autor (escritor), por vezes utilizando de um narrador, inventar o imaginário da estória com a produção de três pilares de construções: Personagem; Ambiente; e Diálogo. Todavia, existe um quarto artifício, pouco utilizado, muitas vezes produzido em segundo plano na confecção da narrativa, um recurso chamado Fluxo de Consciência. E é nesse último aspecto que a Clarice Lispector soube manejar tal ferramenta literária com maestria, sendo considerada a “Virginia Woolf” brasileira. Primeiro, que se compreenda o que significa fluxo de consciência.  Fluxo de consciência é quando o narrador ou a personagem começam a ter divagações sobre questões plurais, abstraem-se, pensam na vida, nos seus infortúnios, nas suas idiossincrasias. Geralmente este pensamento furtivo solapa o tempo, além de que, também, a personagem ou o narrador ficam presos a digressões gerais. Ou seja, filosofam sobre a vida, mas com ligações que fazem ce...

1964 – O Ano que Nunca Acabou

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Por: Júlio César Anjos A convenção lógica destaca normatividade que nas narrativas históricas em muitos casos o vencedor é quem faz o roteiro da crônica; só em casos de exceção que acontece o contrário – o derrotado cria o conto -, porque o vitorioso possui a dominação em áreas do conhecimento e dissemina o relato que melhor o convir, embora essa contextualização final tenha que estar cimentada diante alguns paradigmas de fatos. Os exemplos são crassos: Na guerra Fria os EUA são os bonzinhos e os sovietes são os vilões; na segunda guerra mundial a Inglaterra é heroica e os alemães (nazistas) são os malvados; e por aí vai. No aspecto de exceção, a guerra do Vietnã é um bom exemplo de subversão do conto histórico, pois os EUA estavam a capitular o Vietnã do Norte completamente e, por pressão do próprio povo norte-americano (além de decisões partidárias e de eleitorado), os ianques tiveram que sair do combate de forma apressada por deserção, mesmo os vietcongues sem força para contra...

Impressões Sobre o Lulia

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Por: Júlio César Anjos Temer cometeu sim vários erros no campo político, mas não muito graves ao ponto de destituí-lo do poder. Os erros foram: comportamento de interino; vacilo em tomada de decisão; dialética feita de forma errada; Desrespeito a seus apoiadores; além de má comunicação do planalto com o povo. Com esse mix de desastre, além de impopularidade, Michel só se sustenta no poder porque seu maior algoz, o PT, hoje é desprezível. É escolha do menos horroroso. Só que se o Lulia continuar errando, ainda dá tempo para derrubá-lo do poder. O que se espera é que o susto estanque a burrice. Todavia, por hora, “felizmente”, Temer manter-se-á na presidência da república. O primeiro erro do Temer foi o comportamento de interino. Em todo esse tempo no qual Temer esteve no poder – contanto a partir do afastamento da Dilma -, ele sempre se comportou pelo aspecto de regime de exceção, ao vestir-se provisório, como se fingir estar alheio aos problemas pudesse acabar com a crise, em ...