Quanto Mais de Perto Você Olha, Menos Você Vê


Por: Júlio César Anjos

Bolsonaro foi esfaqueado. E todo mundo só está focado em coisas menores como, por exemplo, em saber o porquê de a perfuração não sair sangue (?). Embora o ataque ao Bolsonaro seja algo extremamente preocupante, pois atenta contra a democracia brasileira, o fato é que a ação criminosa é de uma profundidade maior que a facada em si, é questão de narrativa a situações vindouras.

Neste sentido, cabe conclusão. O Adélio esfaqueou Bolsonaro para mata-lo? Sim. A operação foi malsucedida? Não.

Primeiro, que se alguém quisesse de fato matar Bolsonaro de forma eficaz, usaria um atirador de elite, aplicaria envenenamento, ou atiraria até explosivo para fazer o serviço completo.

Diante disso, Adélio preferiu esfaquear Bolsonaro em meio à multidão. Numa operação dessas, Adélio tinha 3 condições na sua ação: 1) Conseguir matar; 2) Conseguir ferir (de morte ou não); 3) Não conseguir nem atingir o alvo.  Mas Adélio queria, com absoluta certeza [e isso o fez ser bem-sucedido] chegar próximo do Bolsonaro com a faca e exibi-la a todos. Porque, mesmo que ele tivesse “fracassado” ao ter o seu pulso segurado por um defensor de Bolsonaro, bem no momento do golpe de faca, só essa ação já seria boa para narrativa e ilustração. Já seria midiático, mesmo que fosse abortada a ação.

Adélio queria a estética do ataque em meio à multidão. Porque simplesmente essa bagunça gera a polarização ideológica que a mantém viva. E quem mandou fazer isso, queria que o autor do atentado fosse identificado ideologicamente como opositor de Bolsonaro, apesar de não ser confessada autoria por vertente ideológica da esquerda, para que houvesse o barulho na mídia. Conseguiu. Portanto, foi bem-sucedida a ação. Isso serve tanto para a extrema-esquerda [desestabilização] quanto para a extrema-direita [false-flag].
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O problema é que: “quanto mais de perto você olha, menos você vê”.  Porque a preocupação não está no Adélio, mas no José Dirceu, hoje mentor do PT, que está articulando nos bastidores para manter o PT vivo politicamente, para que a legenda volte ao poder em breve.

Como é sabido, quando o PT está quietinho demais é porque está aprontando. E se for analisar com acuidade, esta última semana o PT estava democrático demais para ser verdade. E José Dirceu, neste mesmo momento, estava fazendo a “procissão” nos blogs sujos, ao emitir opinião sobre toda a situação política do Brasil e do PT nestes veículos de comunicação.

[vale ressaltar que eu não estou dizendo que o Dirceu mandou esfaquear o Bolsonaro, só estou dizendo que o conjunto de evidências converge para que: 1) seja a esquerda a mentora destas desgraças; 2) a direita está tentando colocar a culpa na esquerda pelas desgraças]

De tudo o que o Dirceu falou nesses espaços de mídia da esquerda, a parte mais importante é aquela que ele faz analogia sobre a ascensão e queda de Júlio César - com a retomada do poder pelo seu sobrinho Otávio Augusto.  Como bem lembrava Seixas na música Al Capone: “Hei, Júlio César, vê se não vai ao senado / Já sabem do teu plano para controlar o Estado”, José Dirceu lembrou e comparou a queda de César com a do Lula-PT.  

Se lembrar da história romana, Júlio César foi golpeado pelo Marco Antônio. E Marco Antônio criou “As Proscrições”, que eram ações para eliminar os adversários políticos e pessoais do imperador.

Ou seja, para Dirceu, o Lula (Júlio César) não tem mais chance politicamente por causa do golpe, a elite brasileira (Marco Antônio – “As Proscrições”) irá perseguir o PT, mas os petistas voltarão ao poder (Otávio Augusto) porque o povo não se esquecerá do grande imperador (Lula).  

Diante disto, alguém pergunta: E se for mesmo o PT que esteja por trás disto, o PT não seria prejudicado neste momento por esta ação criminosa? Neste momento sim [mas o próprio Dirceu está comparando que Lula é Júlio César e por isso acabou para o “barba”, tendo que criar um Augusto]. E quanto ao ataque em si [contra o Bolsonaro], no longo prazo, o tempo se encarrega de apagar a importância do fato. Pois, se não fosse assim, as pessoas que apoiam o Bolsonaro não diriam abertamente que a ditadura [no passado] não fez o serviço bem feito porque matou pouco - sendo que teve desde tortura até morte de jornalista no regime opressor.

Dirceu, nesta dialética temporal, vê indícios do passado para saber o que acontecerá no futuro. Esse caso do Bolsonaro, o tempo dará conta de apagar a importância [é só ver o caso Kennedy, em que na época do ocorrido foi impactante; hoje é só um vídeo no youtube]. Portanto, ao fazer uma conta política de longo-prazo, seria interessante o PT fazer este atentado no Bolsonaro sim. Mas também Dirceu pode estar vendo que as Proscrições já estão em curso para perseguir o PT com ações não praticadas por eles [facada no Bolsonaro e incêndio no museu nacional].

Isso mostra claramente o óbvio: Não há como ter dois heróis numa mesma era. É Lula ou Bolsonaro.
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E quanto à extrema-direita, isso [atentar contra Bolsonaro] pode ser false-flag no estilo incêndio no Reichstag ou atentado do Riocentro. A extrema-direita também é ordinária. Por isso que pode ser -- pode ser – que alguém fez false-flag [atentar contra Bolsonaro e fogo no museu nacional] bem neste momento que o Dirceu começa a aparecer nas mídias alternativas da esquerda para inocular essa tragédia ao PT. Ou seja, nesta linha de raciocínio, vem da extrema-direita a desgraça para colocar a culpa no PT e na era da redemocratização. E no calculo político da direita, um museu queimado seria pouca coisa perto de salvar o Brasil. Portanto, é possível também que a direita esteja por trás disso. Não há como descartar hipótese.
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Quem olha de forma holística observa que, independente de ser farsa ou atentado, o Bolsonaro esfaqueado é fruto de extremismo. Agora, se espectador ficar focado só em coisas pequenas como porque não saiu sangue no furo a faca, aí “quanto mais de perto você olha, menos você vê”. E para o povo fugir desta bagunça, ao enxergar a verdade, basta votar no candidato de centro nesta eleição. Portanto, só resta para a maioria silenciosa, sendo a única solução, votar no PSDB.





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