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Carpideiras da Democracia

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Por: Júlio César Anjos Candidato que finge sentimento para ganhar voto não merece ser eleito. E das trapaças, o choro falso é a materialização da mentira sensível, em que um representante do povo se transforma em uma carpideira (mulheres que são pagas para chorar em um velório) eleitoreira, que busca um naco de projeção via viés da sensibilização. Abram-se as comportas da hipocrisia e verás que sairá uma leva de candidato chorando, no Brasil inteiro, junto com tal sentimento, pedindo voto de confiança, por ser confiável ao ter “coração”. Para o governante hipócrita, chorar significa que o candidato se importa. Como se o poder de chorar (algo que até Aspie treinado consegue fazer) o fizesse uma pessoa pura, que compreende a dor de outrem, com a lágrima sendo o fim proposto em execução. Chorar é inato. Todo mundo que não tenha algum tipo de transtorno, ou seja, que tenha saúde mental, tal sujeito possui sentimento e chorará quando necessitar. Dizem que homem não chora à toa,...