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Velhitude

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Por: Júlio César Anjos O mundo conceitual de hoje conflita entre o ter ou não opulência, se a dinheiro traz felicidade, ou viver espiritualmente é o melhor para qualquer um. O problema é que, na verdade, tais discussões não passam de histerias da evolução, o fato deflagrado condiciona a somente um final feliz: A Velhitude. Para chegar a tal concepção, indivíduo qualquer precisa envelhecer. O grisalhinho do cabelo, além da pele enrugada, mostra a vida que o tempo esculpiu. O desgaste, e o desbaste, durante os anos projetam para terceiros não somente o aspecto físico, mas, também, o reflexo espiritual do sujeito. Todo mundo quer viver mais, embora sem as mazelas nocivas ao bem-estar, virar um(a) coroa saudável é o ideal para muitos. Mas nem todas as crianças terão tal dádiva cobiçada, alguns jazem antes mesmo de fazerem o que se necessita, parados por variadas situações como doenças terminais e acidentes fatais. A velhice, nesse caso, teria compatibilidade com qualquer tipo ...

Autocontrole

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Por: Júlio César Anjos Um monge do alto da montanha movimenta as entranhas do plexo solar, faz esforço para criar o grunhido: “huuuuuummmmmm”, agita o diafragma, e o pomo de adão se remexe como se fosse um sino de mordomo. O líder espiritual está zen, em transe, transa com o "além", nada o perfura, o abala, ou o atinge. Está em autocontrole. O autocontrole não é ir buscar o além, é relaxar e esperar que o outro mundo chegue à propriedade material do corpo. Se o espírito tiver que transitar os intramuros dos “mundos”, então isso não é autocontrole, é impulso de viagem. Ficar em transe é acalmar os cachorros, desligar a sirene de monitoramento e dar folga para o segurança do espírito; não é relaxar o corpo até o ponto da alma, do nada, começar a fazer uma viagem espiritual, como se fosse o Delorean (carro do de volta para o futuro) do desconhecido. Um viciado, por exemplo, ao buscar droga pelo vício desencadeia o estímulo que a afobação proporciona, por isso que ...

De canto em canto

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Por: Júlio césar Anjos De canto em canto vou andando pelas rochas da montanha, no mesmo movimento revolto das correntezas do mar. Em pranto, só penso: por que do espanto? Já sabia das conseqüências que se podia gerar. Bela tarde para devanear por aí, tempo loiro e momento negro, falta luz nessa alma combalida por desafetos, de amores, talvez, da dialética entre o amor e o não amar. Mas clareia a percepção que o infinito não existe, pelo menos nas necessidades humanas, assim como não é infinito o ficar sem comer ou beber, saciar da paixão também é algo vívido e findo. Tropeço em uma pedra ou outra, o vento faz questão de me empurrar, brisa que ventila o calor, embora a tristeza só me faça congelar. O coração é uma pedra no tempo, se aquece no calor e esfria no frio, depende muito da natureza dos sentimentos, em que algumas almas recebem boa ventura de sempre receber insolação, já outras sofrem sempre por estarem ao meio de uma nevasca. Às vezes não é culpa da pedra ser fr...

Capitalista comum e comunista capitalizado

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Por: Júlio César Anjos Existem duas anomalias neste país deveras engraçado, o capitalista comum e o comunista capitalizado. Consumistas comunistas subjugam os capitalistas iguais, seja no pensamento ou no agir, os liberais perdem o poder no cotidiano por aceitar ganhar dinheiro pela coleira restritiva social. Observam-lhe de longe os passos da liberdade de quintal, preso pela censura invisível da barreira não tarifária, o comunista capitalizado joga grãos de milho para os capitalistas comuns, que enchem o papo enquanto perdura a fartura. Mas chega o dia em que o carrasco faz o trabalho na granja conceitual, com um golpe só gira o pescoço do até então feliz e seguro animal, vira estatística de comércio, mercadoria de capital de giro, o capitalista chega ao fim por causa do pensamento comunista radical. Comunistas capitalizados por grãos e capitalistas comumente alimentados. Chama-se capitalismo de estado a escravidão do ideal, desfigura a face do sistema, implantando a men...

Os três pilares do capitalismo

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Por: Júlio César Anjos O capitalismo, da essência mais pura ao formato mais próximo da realidade, possui três pilares de sustentação, blocos conceituais que dão base para o capital florescer. São eles: Espírito Selvagem; Meritocracia; e Liberdade. O espírito selvagem vem do espírito do iniciante, da vontade que surge do âmago do investidor em levar à frente à idéia ambiciosa, buscar o novo, aceitar desafios, a fim de progredir pelo sonho. O empreendedor é o sujeito mais próximo ao espírito selvagem da sociedade. O sonho do investidor faz abraçar expectativas de um futuro melhor, seja para ele e/ou toda a sociedade. O brilho nos olhos dos executores reflete uma gama de alternativas e avanços que se possa imaginar. Criar soluções inovadoras, atender as necessidades das pessoas, atingirem os alvos finais, com o propósito único e exclusivo do egoísmo do sucesso individual. É crescer sozinho e melhorar toda a sociedade com a luta diária pela vitória, pela conquista. A merito...