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Zé Processo

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Por: Júlio César Anjos A alcunha do sujeito era Zé Processo. A Criatura caricata parecia um humanoide, com o perfil singular e trejeito único. Zangado, o moço não levava desaforo pra casa, levava para o foro, ou um fórum mais próximo. Era brigão e falastrão, mas só se pronunciava no momento certo. A reputação do litigante foi lapidada pelo bom desempenho em execução, sujeito manhoso, fazia até tinhoso rezar para São João. Qualquer movimentação fora do prumo, de cidadão opositor, Zé Processo não deixava o caso barato, gastava o que pudesse às custas, para viver a custa do agressor ou do próprio Estado. Ofendeu? Calúnia e difamação no aparato. Agrediu? Processo Civil e Criminal no ofensor. Fez qualquer coisa fora do contexto? Havia na letra fria da lei a amparar de qualquer delito cometido ou refeito. Se tiver uma pendenga com o Zé, não tem jeito, se encontrará em um tribunal aleatório. A primeira questão o sujeito não esquece, parece que foi sobre divergências com o troco...