O Jazigo
Por: Júlio César Anjos No imenso verde da paz, um lugar bonito ilustrava a beleza da natureza, com os raios do sol acariciando o retângulo gramíneo, um cemitério qualquer da cidade, o endereço dos mortos, um menino anda entre os túmulos, um ente distante acabara de falecer. Diz-se que neste dia o menino inocente, lá pelos seus 9 ou 10 anos de idade, peregrinava pelo perímetro do campo santo, testemunhando muitas idas, partidas de entes queridos que transitaram pela terra. Começou a olhar os túmulos, com os seus números em série, informações adicionais e padrões que visavam identificar cada localidade do domicílio dos falecidos. Ao constatar um padrão, o menino começou a ler as lápides: - Menino: Jazigo Fonseca, Jazigo Garcia, Jazigo Lima..... Jazigo Rodriguez..... E foi lendo até o fim. Ao acabar, viu aquela monstruosidade de túmulos e todos os lugares organizados em linha, como metragem padrão de casa popular. Olhou para um lado, olhou para o outro e, enqua...