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As Três Camadas de Censura

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Por: Júlio César Anjos Só há duas formas de estabelecer uma lei: 1) A Norma faz a Regra; 2) A Regra faz a Norma. No primeiro caso, aquilo que já está normatizado na sociedade só é formalizado, tornando-se legal. Já na segunda questão, a burocracia legisla algo para modificar a normatividade de tal sociedade, forçando, pelo aspecto legal, a sua mudança comportamental. Dito isto, em países democráticos liberais, geralmente a norma se materializa em regra, com o inverso sendo exceção, pois a lei imposta tem que “pegar”, por isso que no Brasil algumas pessoas indagam se tal lei impositiva “vai pegar”, pois está querendo regrar algo que não é normativo ao país como um todo. E é nesse último caso que as ditaduras fazem o que é chamado de três camadas de censura, que é um mal terrível para a sociedade conduzir. Antes de tudo, abram-se parênteses. Com a observância das duas alternativas de se estabelecer uma lei, seguem exemplos. O da norma que faz regra: O Home Office que foi aprovad...

À Caneta Desesquerdizadora | Ref.: Tributos na Nota

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Por: Júlio César Anjos Corrija-me, se estiver enganado, ou ignore-me se a lógica estiver errada, mas o problema desta nota (figura abaixo), e de todas as outras, está na formulação do cálculo tributário. Na minha concepção, a incidência tributária tem que estar no produto e não no preço final, como é feita nesta situação. Eu explico: A regra de três deste cálculo está pegando o valor total do tributo e o valor total da nota, ignorando o valor do produto. Até onde eu tenho conhecimento, isso é ridículo, pois o tributo tem que incidir no produto. Diante disso, segue exemplo ilustrativo:   Regra de Três simples No método da nota, o valor percentual é de 70,61% No método "americano", o valor percentual é de 240% No “método americano”, a ideia é simples: Nos EUA, o cliente pega o produto com preço na gôndola de R$ 234,80 (Duzentos e Trinta e Quatro Reais e Oitenta Centavos) e paga o imposto no caixa de R$ 564,09 (Quinhentos e Sessenta Rea...

Luta na Rua: Cartolina Sem Lastro

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Por: Júlio César Anjos O povo foi às ruas, no 2º (segundo) ato – dentre vários outros que se realizarão-, esse ano, contra o governo incompetente, corrupto e totalitário do PT. Embora o protesto do dia 12 de Abril de 2015 não tenha aumentado em progressão aritmética de pessoas nas ruas, pelo menos foi maior que a manifestação anterior porque teve maior amplitude (mais cidades aderiram ao movimento). Mas a sociedade continua errando na execução, com a maior falha sendo vista na estratégia da cartolina sem lastro. Os oposicionistas lutam hoje como disputavam no passado, com as mesmas regras de outrora, não entendendo até mesmo qual é o “jogo” do momento. A pergunta que o estratego, o combatente intelectual, enfim, o player deve fazer não é: Qual o plano a seguir, ou quantos inimigos são (?), mas a indagação mais simples de todas: qual é o jogo. Sun Tzu definiu paradigmas, estratégias, como: conhecer o inimigo, território, suprimentos, ataque/defesa, mas tudo isso embasado em um ...

Revogação da LRF

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Por: Júlio César Anjos Muitas informações estão sendo bombardeadas na mídia e redes sóciais, com as pessoas sendo prós, contras, ou sem opiniões formadas, embora estejam antenados sobre os desdobramentos ocasionados pela votação da LRF (Lei de Responsabilidade fiscal) . O governo defende o fim da LRF porque diz que se o governo não gastar, haverá desemprego. E a oposição diz que revogar tal norma gerará calote. Governo e base aliada querem gastar mais; Oposição defende regra do jogo. É por causa da importância do futuro do país que está em jogo, que a barulheira, por enquanto, não terá fim. Esse embate já tem pelo menos uma lição ensinada: Não importa se a lei será mantida ou não, só o fato do governo querer revogar uma regra do jogo mostra que o Brasil afundou. Se tudo estivesse bem, não haveria o porquê de revogar uma lei simples, de dona de casa (só se gasta o que arrecada). Querer acabar com a LRF é confissão de fracasso, por si só. Um bom gestor se adapta às leis e não ao...

corruPTo

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Por: Júlio César Anjos O PT subiu ao poder pela chancela da bandeira da “honestidade”. 12 anos depois, o Partido do mensalão defende-se dizendo que todo mundo comete corrupção. A “desculpa” tem o viés da verdade, afinal humanos são falhos e tendem a cometer deslizes. Porem, ninguém ousou fazer, em qualquer lugar do universo, um sistema de ladroagem como mensalão e petrolão. A ocasião faz o ladrão, já dizia o sábio dito popular. Com o país totalmente estatal e aparelhado pelo partido político, é notório que o dinheiro público aparece como uma grande tentação, pois a grana está ali passando na cara da figura pública, deixando o governante com a sanha de corromper-se sem que ninguém saiba. Mas aí alguém descobre, não tem mais como voltar e o arrependimento nasce, enquanto que a honra morre.  Desgraça e degrada a ética e a moral porque todo mundo desnudou o corrupto que até então parecia honesto. O homem honrado luta incansavelmente para não se corromper. E existem esses h...

Lugar que Falta Pão

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Por: Júlio César Anjos Já diz o ditado: “Em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão”. E essa frase deriva justamente àquilo que muitas correntes proferem em defesa da liberdade econômica à social.  Mas, como assim? Simples, uma região que está com dificuldade econômica, tudo é motivo para gritaria e algazarra que em muitos casos nem nexo tem. Por isso que o Brasil está implodindo. E, sendo assim, parafraseando Olavo, nesta situação o que mais sobra é o tal do imbecil coletivo. Em uma região próspera, em que o sucesso econômico deriva em uma concretização do melhoramento social, as pluralidades são suportáveis, com o respeito como salvaguarda do bem-estar. O palestino é até vizinho do Judeu; O professor comunista debate harmoniosamente com o empresário capitalista; O pobre se incomoda e o rico se sensibiliza. Ou seja, as divergências ficam em segundo plano, pois a evolução do melhoramento anda devagar, mas trilha no caminho certo. Contudo, em uma regi...

Burocracia: o Cão de Guarda Estatal

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Por: Júlio César Anjos Quando um cão late é porque não quer deixar o estranho entrar. A regra é geralmente essa, não há o que esconder, um cão de guarda sempre latirá contra alguém que é desconhecido. Para o animal de segurança parar com o latido, há a necessidade de conhecimento prévio de tal sujeito, além da assertiva de boa vizinhança do dono do animal. Toda vez que alguém chega perto da casa estatal é a mesma cerimônia, a burocracia faz o latido sem cessar, até alguém atender à portaria ao estranho que se apresenta. Dependendo da situação, o estranho pode entrar ou ser barrado, o que faz ser adentrado é o documento ser diferido porque o sujeito está certo pelas atribuições em que lhe confere. Porém, às vezes há algumas tribulações e o sujeito que pediu atenção da burocracia não pode, por algum motivo, ser inserido em alguma execução. Isso deriva em duas ações: 1) O sujeito dá de ombros, tenta outras vezes de forma legal, sempre escutando o latido a cada visita; 2) Ou...

A escolha do austero

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Por: Júlio César Anjos Na eleição, as pessoas vão às urnas para eleger o administrador geral, o gerente do eleitor, pessoa capacitada para atender às demandas que a sociedade como um todo necessita. Apraz, o cidadão direito escolhe o que melhor convir, pois o imã dos pensamentos iguais faz os pares serem aceitos pelos eleitores. Mas há diferenças, que devem ser respeitadas, já que a democracia é regra de maioria e não de tirania absolutista totalitária. E das eleições aparecem os candidatos populistas, falsos bonzinhos que ressoam só o que a maioria quer escutar, como se medida popular fosse uma dose de melhora para toda a sociedade. O “popular” roga só o que o povo gosta, mesmo que tal medida pareça insana aos padrões ou regras gerais. Prometer o que não pode cumprir, é a melhor estratégia momentânea, fala aos pares a mesma coletânea, um disco riscado que só reproduz a repetição.   Assim, a retórica emplaca: “A culpa é dos outros e não de cada um”. Como se, por...